A chance foi dada e o crime aconteceu!

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Todos os caminhos levavam a uma bela tarde de sábado à Papada: dia claro, sol, calor e do outro lado, como oponente, um DESESPERADO Canoas. Porém, na atual tradição esmeraldina de querer, a qualquer custo, RESSUCITAR OS MORTOS, o Papo deu chance ao azar e foi penalizado nos últimos suspiros restantes.

Era pra ser a peleja que daria ainda MAIS moral à ótima campanha que vem exercendo até aqui o Ju, na Taça Farroupilha. Atuando pela segunda vez consecutiva dentro de seu reduto e embalado pelo triunfo em cima dos PENTACOLORES no último domingo, os comandados de Lisca subiram ao tapete do Jaconi com duas alterações à equipe que há quatro jogos ia sendo utilizada. Por suspensão (forçada por ambos os boleiros), o beque Diogo e EL ZORRO ZULU tiveram que se contentarem em assistir das bancadas jaconeras o duelo, dando assim lugar ao HORROROSO Eduardo Brock e o xodó da torcida Adaílton.

Apesar das mudanças, a estrutura do time seguiu a mesma, porém, o que não seguiu, foi a intensidade com que os atletas alviverdes iniciaram o confronto. Longe das últimas atuações, o Ju entrou sonolento na partida, com POUCA VÓIA e, fora isso, a redonda parecia estar MORDENDO nos pés dos boleiros verde e branco. Da outra metade da cancha, um TRICOLOR CANOENSE fechadinho lá atrás, esperando alguma falha dos zagueiros esmeraldinos – que, aliás, não foram poucas por parte do QUERIDO Brock – para atirar o golpe certeiro à meta do guapo Fernando.

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Se pelo lado esquerdo as coisas não andavam, pelo direito ocorriam o mesmo, e o trio Murilo, Diogo Oliveira e Rogerinho não possuíam êxito nas raras vezes que conseguiam armar alguma jogada. Assim, os iniciais 45 minutos de MAUS TRATOS À GORDUCHA iam tendo ponto final com apenas um mísero lance de perigo ocasionado pelo Alviverde. Da entrada da área, o dono da 10 Diogo SEU MADRUGA Oliveira mandou um patardo, para a boa intervenção do arqueiro canoense Anderson, que ainda contou com a ajuda da trave na sua defesa em dois tempos. Sob um misto de aplausos e vaias, os guiados por Lisca deixavam o gramado.

Já com boa parte do Alfredo Jaconi coberto pelas nuvens que aliviavam o FORTE sol, as duas equipes começavam a etapa derradeira com os mesmos nomes iniciais. Porém, com a MIJADA que o enérgico professor Lisca deve ter concebido no vestiário aos atletas papos, a atitude da equipe mudou. Investindo a esmagadora maioria das vezes com o ousado BERGOL, o Ju chegava à frente seguidamente, mas pecava na ora do toque final.

Quando conseguiu acertar, Adaílton chegou bem e, de esquerda, soltou a perna para a DEFESA DE FOTO do guapo de Djimi Freitas. O chute do atacante serviu como um aviso, já que aos 19’ minutos a porteira seria aberta. Após cruzamento interceptado de Bergson, a pelota acabou sobrando nos pés de LO MAESTRO Diogo Oliveira, que, com um chute preciso, fez o 1 x 0 ao Juventude, soltando o grito da Papada.

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O tento animou torcida e time, que logo ampliou o marcador com BERGOL, agora, inclusive, já somando quatro feitos com a camisa alviverde. Em uma bela troca de passes, Diogo Oliveira olhou para o lado e, como se dissesse: “Se CONSAGRA garoto!”, só rolou para o arremate final do cada vez mais titular Bergson. 2×0, equipe jogando pro gasto, Papada apoiando, adversário desesperado, só que… ainda TINHA JOGO. E a resposta do LEÃO JUBÃO foi RELÂMPAGO.

Um minuto depois, o atacante do clube poliesportivo Ederson, quase da marca da cal, emendou a gorducha e estufou os barbantes alviverdes. O tento serviu para dar alguma luz à já quase extinta esperança canoense de salvação da DEGOLA. Apesar disso, quem seguia com o controle da peleja era o Papo, que tinha agora em campo o volante Dê e o lateral/volante Móises.

Sem muitas emoções, o Esmeraldino parecia somente fazer figuração dentro de campo, esperando tranquilamente – até demais – o apito final de Leandro Pedro Vuaden. Em contrapartida, o antigo Universidade Sport Club demonstrava querer vencer, tentando, dentro de suas limitações, chegar ao ataque de qualquer jeito.

E o preço de já ter acreditado ganho o confronto veio, MORTAL, aos quarenta e quatro minutos. Em cobrança de escanteio, o XERIFÃO Gustavo Castro subiu mais que todo mundo e testou a CRIANÇA pro fundo da rede de Fernando.

Um gol que deixa o Ju com dois pontos a menos que o Lajeadense na briga pelo caneco do interior e que obriga um triunfo VERDE E BRANCO diante dos VERMELHOS DA CAPITAL, no próximo domingo, na Estádio Alviazul, em Lajeado, para assumir a liderança.

Ficha técnica:

Juventude (2): Fernando; Murilo (Moisés), Rafael Pereira, Brock e Alan; Fabrício, Jardel, Diogo Oliveira (Maurício) e Rogerinho; Bergson e Adaílton (Dê). Técnico: Lisca.

Canoas (2): Anderson; Gustavo Xavier (Michel), Bregalda, Gustavo Castro e Julinho; Nathan, Jonas, Hugo (Fábio Santos) e Felipe Oliveira (Hiago); Ederson e Thiago Santos. Técnico: Djimi Freitas.

Arbitragem: Leandro Vuaden, auxiliado por Altemir Hausmann e José Eduardo Calza.

Um pouco frustrado, mas longe de estar desacreditado,
Pedro Torres

(as fotos são do sítio do Sport Club Canoas, do Jornal Pioneiro e arquivo pessoal do cancheiro)

Publicado em Canoas, Gauchão 2013, Juventude com as tags , , , , . ligação permanente.

Um comentário em A chance foi dada e o crime aconteceu!

  1. Só o Ju mesmo pra se complicar contra esses mortos da universidade. Não recordo agora de um jogo tranquilo contra eles, ainda bem que o CNPJ deles será cancelado ao final do campeonato.

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