No Duelo das Tribos, o Tambor Xavante retumbou mais Alto!

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A delegação do Grêmio Esportivo Brasil se dirigiu a São Leopoldo para enfrentar o time da casa, o Aimoré, no estádio Cristo Rei. A tarde seria de muito calor e de grandes dificuldades ao time de Rogério Zimmermann. O time leopoldense obteve os reforços de última hora de TOTO e Gian, além do regresso de Rodrigão. Honrosamente, um jogo de índio contra índio. Ambos lutando pelo mesmo objetivo: subir à série A.

No entanto, apesar da boa presença de AZULES en la Cancha, o rubro-negro sabe que não joga sozinho nunca, mesmo se o jogo for no Acre – sim, a torcida já foi até lá. Cerca de 200 índios Xavantes foram preparados para enfrentar OS CAPILÉS e buscar os três pontos no território inimigo.

O Aimoré, precisando da vitória e jogando diante de sua TRIBO, foi para cima. Logo no início já chutava de fora da área, levando perigo a Luiz Muller. O Brasil respondeu forte e reclamou de penalidade máxima que não foi marcada: Brasão chutou a pelota, depois de boa jogada do garoto Canhoto, e acertou o braço do defensor capilé TOTO.

Posteriormente, o negócio ficou ENCARDIDO. Ninguém chegava com efetividade na área ofensiva, o meio-campo era mais enrolado que namoro de cobra. Algumas tentativas de ambas as partes sempre esbarravam ou nas defesas ou na falta de inspiração dos ataques.

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Entretanto, o calejado índio Xavante não queria ceder espaço e chances ao adversário, por essa razão atacava sem ESCRÚPULOS. Na outra parte, o lado esquerdo do ataque amoresista estava, como se ouviu das vozes vindas do BARRANCO, morto. Em uma tentativa de botar medo nos rubro-negros da terra dos irmãos Ramil, o cacique da taba conseguiu um lance perigoso aos 28 minutos da primeira etapa.

Por volta dos 30 minutos da primeira etapa, depois de cobrança de falta, Brasão cabeceou e quase marcou. Na sequência, foi a vez de Ricardo Schneider chutar para fora, após o PORONGO sobrar limpinho para ele.

O entrevero seguiu campo a fora no mesmo choro, até que um CHACAL vestido de azul deu um grito e um pranchaço mais forte num outro das bandas da METADE SUL, o juiz marcou a falta e um princípio de escaramuça começou aos 41 minutos e foi só para a primeira etapa.

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Com o findar do primeiro tempo, veio a hora do pastel com COKE e junto a indagação de como o Aimoré faria para reverter a apatia que se instalou no lado azul e branco. O TORQUEMADA Gélson Conte parecia ter ouvido as QUESTIÚNCULAS vindas das entranhas do Pavilhão leopoldense. Em uma tacada, o técnico alviazul sacou o modorrento e inoperante Éder Richartz para promover a entrada do RENEGADO Rodrigo Galvão. Também tirou Marquinhos e pôs em seu lugar, Alex. Tentando fazer com que o Aimoré avançasse JARDAS no terreno.

Na segunda metade da peleia, os índios Xavantes voltaram com o mesmo ímpeto, buscando anular a VALENTIA do índio Capilé, este que buscava agredir a todo o momento o índio da metade sul do estado. Demoraram poucos instantes para que o DT leopoldense tivesse que sacar mais um de seus atletas. RODRIGOL, um dos poucos que de fato fazia alguma coisa no time capilé, saiu para a entrada de Da Silva.

E como desgraça nunca vem sozinha, eis que a porca torceu o rabo e vaca foi pro brejo para os donos do CTG. O tento acabou saindo para o Brasil. Aos 12 minutos, Canhoto cruzou para área, Brasão praticamente se agacha e cabeceia a pelota; esta bate no poste e morrer no fundo das redes. O índio Xavante abria o placar no Cristo Rei. Os rubro-negros da tribo Xavante vibraram nas arquibancadas com FLECHAS, TAMBORES e GARGANTA.

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Depois do gol, o Índio Capilé foi para cima e quase igualou o placar com Japa. No entanto, os índios da tribo local não conseguiam furar a defesa rubro-negra. Todas as flechas paravam no escudo Xavante. O time de azul e branco tentou até o fim. O Brasil de Pelotas fazia o que todo visitante faz depois de meter um gol na casa do adversário: catimbou, sentou pra trás como cavalo esbarrando e esperou o jogo acabar.

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Aos 45′, no último grande lance, Da Silva mandou uma bomba em direção a Luiz Muller, mas o goleiro Xavante SALVOU A PÁTRIA e garantiu a terceira vitória rubro-negra em três jogos disputados e a primeira fora do estádio Bento Freitas.

Do lado aimoresista, fica claro que a situação não é alarmante, mas a postura URGENTEMENTE tem que ser modificada. Essa TROVA que há evolução em cada derrota, não desce! Vimos este mesmo filme em 2011 e acabamos na SEGUNDONA. O sinal de ALERTA está ligado e é hora do Cacique da Taba acordar. Um camisa 10 para dar um TOQUE DE MIDAS nesse time seria bem vindo também.

A próxima batalha da tribo rubro-negra será amanhã, em Santa Maria, contra o Riograndense. Nesta quarta a quarta vitória, Xavantada! Oremos. Os capilés vão, no próximo domingo, à Camaquã, enfrentar o Guarany

Ficha técnica:

Local: Estádio Monumental do Cristo Rei –  São Leopoldo

Árbitro: Alessandro Mocelin, auxiliado por Max  Vioni e Luiz Hermes da Silva Júnior.
Cartões amarelos: Marquinhos e Gian (Aimoré); Fernando Cardozo, Washington, Cleiton e Brasão (Brasil)

C.E.Aimoré: Rafael, Gian, Jésum, Luis Henrique, Fábio Rodighero; Toto, Marquinhos(Alex), Gabriel, Éder Richartz(Rodrigo Galvão); Japa e Rodrigão(Da Silva). Técnico: Gelson Conte.

G.E.Brasil: Luiz Muller; Ricardo Schneider(Cleiton), Cirilo, Fernando Cardozo e Edu Silva; Leandro Leite, Welder, Washington e Canhoto(Maicon Sapucaia); Alex Amado e Brasão (Márcio Jonatan). Técnico: Rogério Zimmermann

Cientes de que o Aimoré pode mais de um lado e sorrindo em SATOLEP do outro,

Amaro Francisco Viero Silveira, Natan Dalprá Rodrigues e Pedro Henrique Costa Kruger.

(As fotos são do site indiocapile.com.br e do SÍTIO www.gebrasil.com.br com autoria de Carlos Insaurriaga)

 

Publicado em Aimoré, Brasil de Pelotas, Divisão de Acesso 2013 com as tags , , , , , , , . ligação permanente.

2 Respostas a No Duelo das Tribos, o Tambor Xavante retumbou mais Alto!

  1. Vou deixar dois vídeos em homenagem a esta tarde inesperada aos xavantes mais céticos, sobretudo porque conseguimos a proeza de chutar a gol. Seguem:

    O gol de Brasão, com a imagem inebriante da xavantada mergulhando em loucuras ao fundo
    https://www.youtube.com/watch?v=BrlUk7WyC0Q

    Um som de Vítor Ramil, para lembramos que, por mais que nossos domingos sejam ensolarados, sempre nos esperará uma Pelotas cinza, onde se destila a tristeza para se beber a alegria.

  2. Aroldo Garcia diz:

    Ouvir uma canção de Vitor Ramil após uma vitória xavante: aí está uma buena combinação que também fiz ao fim deste último domingo.

    Bom embate. Boa presença de torcidas.

    Aos amigos de São Leopoldo e Pelotas, deixo ainda uma bela composição de Mauro Moraes – habitante da terra capilé – mas na voz de Bebeto Alves:

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