Da série de péssimas programações para um Sábado à tarde, Ypiranga 1×3 Riograndense

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Há duas coisas certas no mundo. Uma é a morte e a outra são as jogadas pelas laterais do time do Ypiranga. Deve haver outras certezas relacionadas ao mundo e à vida, mas só a segunda citada tem a ver com o jogo que aconteceu neste Sábado.

Desde o início da Copa RS, quando começou-se a formar o elenco visando o acesso neste ano de 2013, a bola aérea foi a mais forte arma dos canários. Daquele time saiu o grande expoente, o lateral Julinho. O substituto foi o jovem Kaiser, zagueiro que foi improvisado na esquerda e vem fazendo ótimas partidas. O outro lateral da Copinha, Jéferson, abandonou o barco para disputar o Gauchão pelo Passo Fundo no meio do certame e a falta de substitutos foi um dos fatores determinantes para o fiasco diante do Juventude.

A falta de um lateral direito terminou quando Ronei chegou, pegou a 2 e fez com ela boas atuações. Mas uma lesão o tirou do Segundo Tempo contra o Avenida e desde então não há quem pare na direita. Liniker, volante reserva, teve atuação razoável no segundo tempo contra os da terra do fumo. Evandro, volante titular, foi deslocado e não comprometeu em Pelotas. Os volantes improvisados não tinham atirado o flanco direito no CAOS, mas Leocir decidiu arriscar. Botou o zagueiro Cantarelli, um beque de qualidade não mais que mediana, para combater na ala.

Talvez seja injustiça minha, mas o mundo as vezes realmente pune decisões ESTÚPIDAS. O fato é que o CANARINHO não jogou NADA! Possivelmente a forma como o Riograndense se postou na cancha, bem fechado, tenha ajudado, mas nem a parte esquerda do time, nem o meio-campo, nem a zaga e nem o ataque funcionaram. Rodolfo, centro-avante acostumado a perder boas chances, viu o jogo se suceder em sua frente da mesma forma que eu vi. Em comum tínhamos que, tirando alguns balões destinados à área, nada poderíamos fazer para mudar o placar da partida.

Pelo menos eu estava sentado

O PERIQUITO de Santa Maria da boca do monte não queria atacar e o Ypiranga não conseguia, coube aos torcedores se divertir fazendo alusões à magreza do quarto árbitro ou à camiseta rosa de gosto duvidoso que usavam os visitantes, até o final da primeira etapa.

Na segunda etapa, o rápido Jean foi sacado para a entrada de Marquinhos. O fato é que, pelo menos para os VERDE-AMARELOS, nada mudou. Se o Ypiranga continuou fazendo as suas oferendas ao BOM DEUS DA BOLA AÉREA, mais conhecido como BUMBA-MEU-BOI, e nada mais, coube aos visitantes tirar o jogo da LETARGIA.

Num contra-ataque após uma oferenda à BUMBA, a defesa foi pega desprevenida e Foletti tirou um dos zeros do placar, aos 10 minutos. Mas ficou pior. Nilton, em falta forte, foi expulso deixando a tarefa do empate ainda mais ingrata. Os contra-ataques, esta arma que já havia feito do Ypiranga uma vítima, ficaram ainda mais assustadores. Evandro, o oásis técnico, salvou algumas boas oportunidades ainda. Mas aos 34 o lateral Anderson saiu em velocidade, contou com a sorte ao dividir na entrada da área, e aumentou para os santa-marienses.

Mas a adversidade não arrefeceu os ânimos dos canários. Em uma tentativa de bola aérea, o esférico bateu no braço do zagueiro Vinícius. O juiz, em uma atitude questionável até para mim, marcou pênalti. Depois de alguma reclamação, Rodolfo foi para a bola e fez o primeiro gol de atacantes canários na competição, aos 42 minutos da etapa complementar da 5ª partida disputada.

O fato é que uma partida tão ruim não poderia render um ponto, seria demasiada injustiça. Então, quando o tempo regulamentar acabava, Dangelo aproveitou outro contra-ataque e marcou o terceiro para o Riograndense, dando números finais à partida para delírio dos 18 torcedores do PERIQUITO.

Com os resultados de Domingo, o Ypiranga caiu para a terceira posição, a dois pontos do segundo e a três do primeiro, Glória e Brasil-Pel, respectivamente. Na próxima partida, contra a SER, em Panambi, a vitória se faz necessária para que se possa continuar a acreditar. Espera-se a recuperação do lateral Ronei além de uma recompensa por tantas oferendas ao BOM DEUS DA BOLA AÉREA.

Esperando o UNESUL chegar,

Álisson Giaretta

***

Ficha técnica:

YPIRANGA – Roger, Cantareli (Tinho), Nilton, Gonçalves e Kaiser, Rodrigo Couto, Evandro, Tiago Rocha (Adriano) e Jean (Marquinhos, Rodolfo e Nicolas. T – Leocir Dall’Astra.

RIOGRANDENSE – Yai, Anderson, Marcio, Vinicius e Lucas, Cassel (Michel), Abu, Fabio e Gustavo (Dangelo), Foletti e Gudi. T – Cirio Quadros.

LOCAL: Colosso da Lagoa, Erechim, RS. ARBITRAGEM: Cristiano dos Santos com Marlon Moreira e Rafael Scolari.

GOLS: Foletti (R/13min40), Anderson (R/35min15), Rodolfo (Y/43min12) e Dangelo (R/45min20).

Cartão vermelho: Nilton (Y)

As fotos são de Edson Castro, da Agência Prime.

Publicado em Divisão de Acesso 2013, Riograndense-SM, Ypiranga com as tags , , , , . ligação permanente.

5 Respostas a Da série de péssimas programações para um Sábado à tarde, Ypiranga 1×3 Riograndense

  1. Bernardo Zamperetti diz:

    Uma correção: a camisa é ROXA. (ns)

  2. paulo roberto rocha diz:

    Tenho acompanhado á pouco tempo,tuas crônicas(já curto no facebook).Mais especifico sobre o Ypiranga de Erechim.Quero te parabenizar pelos teus comentários.Ter alguém que mostra o futebol do interior com tanto sabor,é muito bom.Reconhecer as dificuldades dos clubes em mantê-los disputando campeonatos de meio ano,não é fácil.Mostras o lado romântico,com realidade.Valeu…parabéns. Abço

  3. NecoMüller diz:

    Cadê a foto da torcida periquita? Terceira vitória seguida. Dá-le Riograndense. E os gols, os 3 foram bonitos.

  4. Luiz Eduardo Kochhann diz:

    Complicando a parada. Relato muito parecido com o que eu já tinha ouvido falar do jogo. Ypiranga, pelo jeito, não jogou nada mesmo. Time irregular dentro dos jogos e entre os jogos. Lesão do Roney, de fato, acaba com a principal jogada do time. E está óbvio que não temos um centroavante.

  5. Giaretta diz:

    Bernardo:

    A camiseta é feia! Só isso não é discutível. Fora que roxo e rosa é tipo volante e centro-médio.

    NecoMüller:

    Perdão, amigo, não estava com nenhum meio de tirar fotos da partida e não encontrei nenhuma foto da torcida do Riograndense posteriormente. Aliás, não houvessem inúmeras grades nos separando, eu teria ido os parabenizar por fazer tão longa jornada para ver seu time.

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