Nada de Glória para a SER Panambi – derrota por 1 a 0 em Vacaria

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Glória versus Panambi tem sido um dos principais entreveros do football gaudério.  Basta dar uma rememorada aos xirus do ocorrido nos últimos jogos. O encontro mais recente foi um 3 a 2 panambiense na Pirata, de virada, com dois gols panambienses nos últimos cinco minutos. Mas o melhor foi o histórico, insuperável e, sem nenhum exagero, MAIOR JOGO DO FUTEBOL GAÚCHO EM 2012, 5 Panambi, 4 Glória, sendo que há 15 minutos do fim da peleja a Verde-e-Branca, com um guasca a menos, perdia por 4 a 1 fora de casa, fuzilando o time de Vacaria com 4 tentos no finzinho, revertendo o revés do placar.

No início do jogo, os times estavam batendo orelha, com proposta semelhante de jogo, atuando na base da velocidade, sem a SER retrancada e o Glória facerinho, como manda o estereótipo. Novamente, o ataque da alviverde funcionava melhor pelas laterais, tanto com Sander pela esquerda ou Du pelo oposto da taba. O Leão da Serra conseguia trabalhar pelos lançamentos longos, rezando que um beque mosqueasse e deixasse o atacante vivaracho para abrir o marcador.

A partir dos 10 minutos, a esquadra panambiense desmaneou-se e passou a correr melhor a carreira. Aos 12 minutos, a SER fez um gol legal, mas o bandeirinha assinalou impedimento. Triste, muito triste, porém esse era um sintoma que o time panambiense estava afinado, jogando direitinho, sem esmorecer perante o oponente. O beque Anelka (eu sempre soube que ele renderia melhor nessa posição!) impedia ataques mais frutíferos da alviverde, especialmente ao anular Sander. Com a falta de efetividade, o Glória reestabeleceu-se na jornada e empardou as ações.

A partir do reequilíbrio, começaram as faltas. Um bolaço cá, outro bochincho acolá, e quando a rusga foi maior que o jogo, pulsada por uma bica na cabeça do João Carlos, gerando muito empurra-empurra e proclamações de hombridade por atletas de ambos os lados, deslancharam os erros. Um minuto depois, Ilson deu um mãozaço na pelota dentro da área, o que seria pênalti para o Leão da Serra, não visto pelo árbitro. No contra-ataque, Fabiano Veiga (em seu único lance até o momento) levou um bochaço, também ignorado pelo juiz. Alguns frequentadores das arquibancadas atiraram pedras no bandeira, felizmente sem acertá-lo. Assim a primeira etapa só podia acabar com um melancólico, porém muito bom para a SER, 0 a 0.

As equipes voltaram igualitas para o segundo tempo na escalação, mas não na atitude. O Glória retornou assanhado, pressionando a Verde-e-Branca. E, arre!, deu resultado. Aos três minutos, Ivan escorou a pelota com um testaço poderoso para dentro do arco panambiense após Jean cobrar falta, acabando com a virgindade defensiva da alviverde, que já durava quatro jogos.

Tendo que correr atrás da isca, a SER tentava pressionar, porém não tinha jeito. Além de não conseguir avançar com qualidade, a alviverde deixava clareiras na sua meia em seus pífios ataques, dando espaços para os lépidos e fleteados intentos do Leão. Para dar uma cambiada na situação, Simionato sacou Maranhão para colocar Jean, com o propósito de dar maior velocidade à meia, Rone no lugar de Josimar, descansando o baleado atleta, e Dario no lugar de Veiga, a fim de colocar más cojones ao ataque panambiense.

O Panambi melhorou, porém não foi o suficiente. Não foi possível transpassar as trincheiras do Leão da Serra, que se defendia muito bem, anulando os laterais panambiense, consequentemente acabando com a jogada de ataque, já que a meia da SER tem sido inoperante. O Leão da Serra apenas manteve a postura sem esmorecer-se até o apito final, conquistando três pontos importantes.

Apesar de não ser um bom resultado, não está nada fora do planejado. O Glória quebrou a mania de ser freguês e deu uma papada na SER, só que não há desespero. Perder fora de casa contra uma equipe tradicional. E, uma boa notícia, a alviverde não jogou de todo mal – o Leão da Serra que teve uma atuação impecável, com Anelka sendo o principal destaque. Porém, falta ao Panambi aquela qualidade ofensiva. Cléberson ainda não repete boas atuações de outrora, Maranhão muitas vezes some do jogo e não consegue desenvolver as jogadas dos laterais ou dos volantes. Contudo, o pior é o jeito mixado de certos atletas, em especial Fabiano Veiga. Talvez falte uma boa atuação para dar confiança aos jogadores que estão um pouco abaixo dos demais, pode ser o próximo jogo. Agora, duas partidas em casa. A pirata vai ferver para conquistarmos seis pontos e firmar nossa vaga à próxima fase!

Ich glaube immer noch an den Sieg!

Vinícius Fontana

(A foto é da página do Grêmio Esportivo Glória no Facebook)

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