No encontro de velhos matadores, apenas um sobreviveu

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A sexta rodada do GRILLÃO 2013 veio com significados diferentes para Aimoré e para Internacional de Santa Maria. De um lado, os leopoldenses necessitavam de uma vitória a qualquer custo porque a campanha pífia e o incômodo posto apenas uma posição acima da ZONA DA MORTE incomodavam, e muito, a todos. Já os Colorados traziam consigo uma campanha mediana, levando em conta sempre que o Inter-SM possui partidas atrasadas devido à famigerada interdição do Estádio Presidente Vargas.

Assim sendo, as duas equipes vieram com sentimentos muito distintos para o SAGRADO gramado do Estádio Monumental do Cristo Rei. Angústia e expectativa, respectivamente. Não bastasse ainda a grande tradição dos clubes e todo o CONTORNO que rodeava a disputa, tinha mais um grande atrativo no domingo ensolarado EN LA CANCHA.

Os treinadores postados nas casamatas eram nada mais, nada menos do que Gélson “Vila Fão” Conte e BADICO. Duas lendas das grandes áreas pampeanas, matadores incontestáveis daquela estirpe de centroavante que faz o guardametas se BORRAR só de saber que jogará contra. Conhecedores da aldeia BAGUAL com a palma da calejada mão. Senhores dignos de andar com garbo em qualquer rincão deste estado, seja ele ERVAL SECO ou ACEGUÁ.

Um público apenas mediano foi até as bancadas da casa aimoresista para conferir a terceira partida em casa do escrete alvi-azul nesta Divisão de Acesso. As novidades no time foram a entrada do promissor garoto Micael e o retorno de Rodrigão, após se recuperar de lesão na panturrilha.

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Pelo lado vermelho do coração do Rio Grande, Diego estreou no flanco esquerdo e Ronaldinho GRAMADENSE não teve condições físicas para jogar 90 minutos. Desta feita, o meia dos ROJOS foi colocado no banco de reservas para entrar somente no decorrer do jogo.

Com a notória obrigação de ter de conquistar o triunfo, o Aimoré foi ao ataque assim que o homem de AMARELO apitou. Aos 40 segundos de jogo, Gabriel passou para Alex chutar de canhota e fazer 1 a 0 para os azuis.

O ímpeto aimoresista não tinha parado. Aos 10’, Rodrigão começou jogada no círculo central, entrou tabelando área a dentro e mandou a redonda no travessão. O time jogava bem e deixava o torcedor sorrindo.

Mas não demorou para que este sorriso virasse uma expressão de preocupação e reprovação. Mesmo com maior posse de bola e controle de jogo dos alvi azuis, o Inter-SM chegou ao empate e até a virada antes mesmo dos 30 minutos iniciais.

Na metade do primeiro tempo, Altieri cobrou uma falta pela banda direita ofensiva. A ESFERA passou por todo mundo, quicou e morreu na rede do guapo leopoldense. 120 segundos após o TENTO, Gabriel quis ajudar a defesa e tentou afastar um cruzamento. Mas com a mesma perícia de um estivador fazendo PONTO CRUZ, o meia (boca) cabeceou contra a própria oca.

Nos instantes finais do primeiro tempo, o Índio Capilé até buscou criar alguma coisa. Mas somente Rodrigão e Micael pareciam QUERER algo mais. Os demais atletas, principalmente GABRIEL, estavam ATURDIDOS e produzindo resultados NULOS.

Após os transeuntes e guapas sorverem uma GROSELHA no intervalo à sombra de uma árvore situada no barranco. Fomos todos ao segundo tempo. Gélson Conte, com a corda sendo puxada em seu pescoço desde os afluentes do Rio dos Sinos em Morro Reuter, fez alterações no time.

Japa e Rodrigo Galvão ingressaram para a saída do pouco inspirado Da Silva e também do volante Julinho. Assim sendo, o Cacique da Taba partiu para um ensandecido e ousado 4-3-3 à lá FUTEBOL HOLANDÊS.

Novamente, o escrete da terra dos alemães iniciou com tudo. Aos 6’, após Rodrigão receber lançamento e fazer bem a MURETA, Japa mandou para as redes, sem chances para o guapo vermelho e branco.

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Empurrado pela HINCHA, o Aimoré foi ao ataque de uma forma atabalhoada e desorganizada. Badico com toda a sua CÁTEDRA forjada e esmerilhada anos a fio em nossos mais emblemáticos rincões, mandou sua equipe ao ataque. Wesley, Ronaldinho Gramadense e ARPINI adentraram na bailanta.

Os contra-ataques vermelhos passaram a ser cada vez mais exitosos, resultando em lances de perigo e em faltas na entrada da área do Índio. Numa destas, Diego soltou a GALOCHA e Rafael voou no ângulo para evitar mais um gol santa-mariense.

Pouco depois, utilizando a soma letal da capacidade neurológica com agilidade/coordenação motora, João Leandro invadiu a ZONA DO AGRIÃO capilé. O avante vermelho driblou todo mundo e só parou porque o SANSÃO indígena fez dois milagres em série. Aliás, o arqueiro indígena faz um grande ACESSÃO, se não fosse por ele a COUSA estaria bem pior.

Com o preparo físico discutível, por assim dizer e ainda mal posicionado, o Índio alvi azul virou uma presa fácil para o time que já teve GOICO e JOSIEL em seus quadros. Numa escapada destas, o avante João Leandro (nome de galã de novela mexicana) deixou Wesley na cara do gol. O APOIADOR alvirrubro não teve sobressalto algum e deixou o Internacional a frente na partida.

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O DT egresso da cidade do atual campeão INTERIORANO sacou o incipiente, inoperante e indolente Gabriel para a entrada do “contestável” Maicon Santana. A partir disso, o BUMBA MEU BOI foi a tática empregada pelos atuais campeões da SEGUNDONA. Japa e Rodrigão ainda tentaram algo mais SÃO, mas o pouco que conseguiu ser criado com parou de forma tranquila nas mãos de Márcio Kessler.

Numa última estocada BADIQUENSE, Arpini mandou um TRAULITAÇO no travessão. Esse lance reflete a tônica do segundo tempo. Apesar de se esbaforir e aglutinar atacantes, o Internacional esteve muito mais próximo de chegar à meta azul do que o Índio adentrar o CAMPO MINADO vermelho.

Final de jogo com vitória dos visitantes por 3 a 2. Nas entrevistas pós-peleia, o corpo DESPORTIVO colorado valorizou e muito o triunfo. O Inter-SM não vencia no Cristo Rei há 37 anos, ou seja, nem mesmo FRANCO GARIBALDI era nascido ainda (ns).

No lado derrotado, o treinador Gélson Conte falou em tom de despedida. Deixou às claras a dificuldade de fazer um trabalho melhor com o grupo de atletas que tem nas mãos, relatou também os problemas físicos de BOA parte do elenco. Os dirigentes indígenas endossaram o coro quando lembraram todo o sucesso do ano passado, mas que este ano a massa do pão ainda não deu LIGA.

Ficou cristalino a cada manifestação que as mudanças ocorreriam e na manhã de ontem foi confirmada a saída do comandante aimoresista juntamente com seu auxiliar Jéferson Câmara. Para seu lugar, regressa à aldeia o ex-atleta Índio e, coincidentemente, amigo de Gélson, Bem Hur Pereira. O novo técnico já inicia os trabalhos na tarde de hoje mesmo.
Gosto dele como treinador, é um profissional que conhece o clube, é identificado com a cidade e já deve ter tomado um CAFÉ EXPRESSO no Senadinho. Só que não adianta trazer o CARLOS BIANCHI se não há time para isso. Precisamos de JOGADORES para ontem!

Alguns atletas não deram resultado e têm que deixar o grupo, isso é normal no futebol. Enquanto escrevia este texto, soube que Gabriel, Éder Richartz e Julinho se foram. Entre outras razões, além do desempenho sofrível, a falta de indignação foi apontada como um fator determinante. Excelente, precisamos de quem esteja disposto a correr atrás da máquina, afinal o segundo turno todo ainda está pela frente.

Para encerrar, juro que estou tentando ser o mais POLIDO possível. Urge que tiremos o clube da zona de rebaixamento, o lugar do Índio Capilé é, no MÍNIMO, a Divisão de Acesso. Para isso, do mesmo modo que para copar os campeonatos e manter o clube forte, é preciso COESÃO.

Tem gente que se diz aimoresista e que conspira contra o clube nos bastidores, por favor TCHÊ! Discordâncias políticas e preferências pessoais todo mundo tem, mas vamos discutir isso brigando por classificação e vencendo. Com um aproveitamento de 22,22% a hora é de juntar os cacos e se recuperar ÁGILMENTE.

O próximo compromisso do Aimoré é no próximo domingo perante o União Frederiquense, em São Leopoldo. Vislumbra-se um confronto de desesperados, pois o time do Alto Uruguai ainda não venceu no certame e assim como o Índio Capilé, investiu muito e até agora tem um resultado inexpressivo em sua campanha.

FICHA TÉCNICA:

DIVISÃO DE ACESSO – SEXTA RODADA
LOCAL: ESTÁDIO MONUMENTAL DO CRISTO REI – SÃO LEOPOLDO/RS
AIMORÉ 2 X 3 INTER-SM

C.E.AIMORÉ: Rafael, Gian, Jésum, Luis Henrique e Alex; Toto, Micael, Julinho (Japa), Gabriel (Maicon Santana); Da Silva (Rodrigo Galvão) e Rodrigão. Técnico: Gelson Conte.

E.C.INTERNACIONAL-SM: Márcio Kessler, Douglas Tuchê (Wesley), Betão, Valença, Diego Rocha; Rossi, Carlos Heitor, Altieri, Luis Fernando (Ronaldinho Gramadense); Marco Antônio (Arpini) e João Leandro. Técnico: Badico.

GOLOS: Alex e Japa (A); Altieri, Gabriel (contra) e Wesley (I).
CARTÕES AMARELOS: Rafael, Jean, Jésum e Da Silva (A); Betão, Altieri, Luis Fernando e João Leandro (I).
ÁRBITRO: Eleno Gonzalez Todeschini auxiliado por Mateus Oliverio Rocha e Teilor Thomas da Silva.

Cada vez mais amedrontado e nervoso,

Natan Dalprá Rodrigues

(As fotos são de Digue Cardoso)

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2 Respostas a No encontro de velhos matadores, apenas um sobreviveu

  1. Bem que meus instintos estavam certos em me cobrar a leitura do texto do NATÃO. Caso contrário, deixaria passar batida a citação ao meu nome no VIGÉSIMO (wtf?) parágrafo.

    (não era nascido, mas acho que já estava sendo PROJETADO)

  2. Pingback: Um anuário de um ano que não acabará – Parte I | Toda Cancha

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