Vou morrer do coração em Santa Maria

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A frase acima foi dita pelo EXAURIDO técnico Badico após mais um fim de jogo com vitória para o Inter-SM, que tanto pulou e BRADOU antes do apito final. Já é o terceiro consecutivo e o colorado já GALGA posições na tabela e, com um jogo a menos, se posiciona em terceiro lugar. Mas essa vitória foi especial. Especial porque marcou a volta do colorado ao Presidente Vargas. O reencontro de Badico com a velha casa. E a frase foi proferida pelo treinador, mas poderia ter saído da boca de qualquer torcedor que esteve na CANCHA para esse 3×1 do Inter-SM sobre o Brasil de Farroupilha.

Porque se falta técnica aos comandados de Badico, e se o time não faz uma boa partida – como de fato não fez nessa noite de quarta-feira –, sobra coração. E o coração bate no compasso dos IMPROPÉRIOS e gritos proferidos pelo técnico a cada instante. O Inter-SM que sobra em vontade, sobra em entrega, é reflexo de um Badico vibrante na casamata. Vibrante e emocionado. E emocionante, como o jogo que teve de segurar no último fim de semana contra o Aimoré. A aplicação e a marcação estão presentes, e a vontade se sobressai à técnica.

O começo colorado parecia promissor na agradável noite santa-mariense de fim de abril. Logo a um minuto de partida, Altieri ALÇOU cobrança de falta na área, a bola percorreu toda a extensão e QUICOU mansamente no gramado, traindo o goleiro Carlão, para DESVIRGINAR o placar do Estádio Presidente Vargas. Com a desvantagem consolidada desde o início, o Brasil teve de sair ao ataque e passou a dominar a posse de bola. No entanto, o Inter-SM voltaria a marcar antes dos 20 minutos da etapa inicial. Após uma LAMBANÇA entre zaga e goleiro, Marco Antônio aproveitou a falha e marcou o segundo do colorado.

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A contundência ofensiva do Brasil, aliado ao comodismo colorado com o placar favorável, foram determinantes para que o time da Serra pudesse chegar ao TENTO de desconto. O zagueiro Roger, como um PONTEIRO ESQUERDO de outros tempos, avançou ao campo de ataque, bateu rasteiro e a pelota furou a rede defendida por Márcio Kessler. O gol acentuou a ofensividade do Brasil, que pressionou no final da primeira etapa, mas não obteve a igualdade. O primeiro tempo

A segunda etapa começou da mesma maneira que terminou: com o Brasil de Farroupilha tentando ACOSSAR o colorado no seu próprio campo, detendo a posse de bola por mais tempo, mas sem oferecer muito risco à meta do goleiro Kessler. O jogo só teve movimentação quando o atacante Cristiano TIRIRICA – que até o momento não havia sequer interpretado Florentina – levou uma pancada nos GORGOMILOS e teve de deixar o campo na ambulância (o atacante do Brasil passa bem). A partida ficou paralisada por cerca de cinco minutos.

E o cenário pouco se alterou até a expulsão do zagueiro artilheiro do Brasil de Farroupilha. Arpini partia em velocidade em direção ao gol após bola roubada na meia cancha, e o último homem Roger fez falta por trás do meia colorado. O cenário, TROCANDO EM MIÚDOS, pouco se alterou mesmo com a expulsão. Para segurar o resultado, Badico lançou a campo o volante Rossi no lugar de Ronaldinho Gramadense, e o técnico do Brasil atirou sua equipe para frente, com mais um atacante em campo.

E para se valer da velha máxima que diz “bola pro mato, que o jogo é de campeonato”, a zaga do Inter-SM RIFOU todas as pelotas possíveis e imagináveis existentes nos departamentos esportivos da cidade para a Avenida Liberdade e redondezas, irritando a comissão técnica com a COMPLACÊNCIA dos gandulas que não repunham as bolas isoladas. O DESTEMPERO foi tão grande que sobrou até para o delegado da FGF, que foi acusado de esconder (?) bolas (!) no fim da partida. O técnico Régis Amarante e o diretor executivo do Brasil – que era o mais EXALTADO – foram expulsos.

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Com direito a OITO minutos de acréscimo para completar a DEMÊNCIA, o Inter-SM ANIQUILOU o jogo com outro tento de Marco Antônio, que só complementou o cruzamento da esquerda com o gol escancarado para fazer três a um para o colorado. Ao final da partida, a torcida gritou o nome do técnico Badico, que mais uma vez se emocionou e foi às lágrimas, como já havia acontecido no jogo contra o Aimoré, em São Leopoldo, e nos Eucaliptos, diante do Avenida.

A identificação de Badico com o clube e a torcida é extremamente benéfica ao time, que corre, joga e luta com – e pelo – treinador que, por sua vez, parece querer entrar em campo a cada lance que BURLA o espaço destinado à área técnica. O jogo ganha mais emoção com Badico na casa-mata. Ao final do jogo, o treinador declarou, emocionado, como que projetando ainda mais emoções para a temporada: “vou morrer do coração em Santa Maria”. Todos nós iremos.

Nicholas Lyra

(Fotos: Radar Esportivo – UFSM)

Publicado em Brasil de Farroupilha, Divisão de Acesso 2013, Inter SM, Série A2 2013 com as tags , , , , , , , , , , , , , , . ligação permanente.

Um comentário em Vou morrer do coração em Santa Maria

  1. regisnazzi diz:

    Badico pura balaca!

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