A noite que jamais esqueceremos

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Êxtase! Um sentimento que o Papo presente no Alfredo Jaconi, neste último sábado, intensamente viveu de uma forma que permanecerá marcado para o RESTO de sua vida. O CENTENÁRIO Esporte Clube Juventude despacha os MILIONÁRIOS BLUES da capital. E, senhoras e senhores, caso não levantemos o CANECO, o Interior já pode ser considerado um CAMPEÃO por extinguir a possiblidade de finais entre a dupla Gre-Nal em todo o TARSÃ0 2013 – segura essa Noveletto!

A classificação, com a CARA esmeraldina, consolida a expressiva e soberana marca de DOIS anos do Alviverde sem saber o que é perder de baixo de seu teto. Ou, em números mais precisos: QUARENTA E OITO jogos de pura invencibilidade! O Papo, marcado por nas horas decisivas constantemente vacilar, ganha neste importante ano – que marca os seus CEM de existência – FORÇA para derrubar as barreiras que vierem, após o ocorrido neste último final de semana.

Em um Jaconi ABARROTADO – brilhante de se ver! -, a Papada assistiu à uma equipe com o SELO Lisca de ser: enérgica, vibrante, aguerrida e, sim, VITORIOSA! Com dois importantes desfalques, o garoto Bergson e o lateral-direito Murilo, os atletas jaconeros atuaram no esquema utilizado no primeiro turno. Na vaga do atacante, o lateral-esquerdo Robinho foi o selecionado – deixando, assim, Alan como ponta-esquerda e EL ZORRO ZULU isolado lá na frente. Na direita, Moisés ingressou na vaga.

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Enquanto uma pequena parte da torcida gremista se ENTENDIA com a PM – novidade! -, Juventude e Grêmio protagonizavam um disputado duelo. Bem postado, o Papo era melhor na peleja. Com mais uma BAITA atuação, Diogo LO MAESTRO Oliveira levava maior perigo aos defensores tricolores – que além de contar com Dida, Pará, Grolli e André Santos, contava com o guri Bressan, formado nas bases jaconeras. E se eles tinham o volante canarinho Fernando, o Ju possuía o PIT BULL Fabrício. É incrível, e isso não é uma conclusão minha, mas dos juventudistas em geral, como esse MONSTRO da bola vem jogando. Desarmes certeiros, carrinhos exemplares, quase nulos erros de passes: ah, um dia ainda irei lhe ver na Seleção!

Com uma marcação modelo, os comandados de Lisca não davam maiores espaços para as triangulações dos atletas do POFESSOR Luxa. Assim, foram constantes os passes laterais entres os beques gremistas, procurando alguém para jogar. Aos 15 minutos, após toque do Rei Zulu para Diogo Oliveira, o Ju quase abriu o marcador em um PATARDO do meia-campista que tirou tinta da trave do sereno Dida. Os da Arena Humaitá responderam mandando duas vezes a bola pro fundo do barbante. No entanto, ambas em lances irregulares assinalados pelo dono do apito Fabrício Neves Corrêa. De onde o cancheiro que aqui escreve se encontrava, não foi possível averiguá-los. Porém, pelo rádio, todos já confirmavam ter sido gol legítimo, o primeiro anotado pelo camisa 8, Vargas.

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Disputado COICE A COICE, a primeira etapa tinha fim. O Papo, reconhecido pelos Jaconeros presentes, lutava de igual para igual e, arrisco dizer, até com mais ímpeto que os ESTRELADOS azuis.

Os quarenta e cinco finais, de TESTE pra cardíaco, seguiram no TAPA A TAPA: nítido dos confrontos envolvendo duas competitivas equipes. Talvez sentindo a ausência de Bergson, o Black Messi, Rogerinho não se encontrava no certame e pouco aparecia. Zé Roberto, que era na maiora das vezes ABAFADO pelo CARRAPATO Fabrício, tentava fazer ligações com o chileno Eduardo Vargas. Quase sempre o CISSÉ JACONERO, Diogo, afastava o perigo chutando a MÃE E O MUNDO.

Porém, na marca dos 18’, o Alviverde praticou um dos poucos erros na partida, que, desta vez, não foi perdoado pelo EL PIRATA Hernán Barcos. O NANO Hermano arriscou de fora da área e protagonizou uma BUCHA, para o enlouquecimento dos tricolores presentes. O tento aconteceu após saída errada da zaga esmeraldina.

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O feito serviu para DESPEJAR um BALDE de água fria na cabeça da Papada, que, parecendo não acreditar, se calou. Quando os de Luxa emplacaram, logo em seguida, uma infiltração nos beques alviverdes, sendo lançado o CHATO Vargas, e quase resultando em gol, tudo levava a crer que o Ju iria uma vez mais sucumbir ao poderio tricolor. Todavia, logo depois – como num passe de MÁGICA – o contestado Robinho, na esquerda, levantou a pelota para dentro da área e, lá em cima, acabou encontrando a cabeça de Diogo SEU MADRUGA Oliveira. Em um toque que faz jus a ser chamado de MAESTRO, o camisa 10 Papo tirou a redonda categoricamente do pentacampeão Dida, matando qualquer poder de ação do arqueiro e transformando a JACONERA num ENDIABRADO CALDEIRÃO. O êxtase começava a tomar ainda mais conta dos esmeraldinos.

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Apagado no confronto, Rogerinho cedeu lugar à Adaílton. E foi nos pés do experiente atacante que esteve a principal oportunidade da virada verde e branca. Diogo Oliveira achou Zulu, que escorou a redonda para Adaílton que, de canhota, mandou no canto esquerdo de Dida. O consagrado goleiro protagonizou uma defesa ESPETACULAR.

Assim, a TENSÃO ia ganhando os VERDES e os AZUIS a cada minuto passado. O guapo alviverde Fernando segurava qualquer pretensão tricolor, afastando as bolas alçadas à sua área. Então, como tem que ser para derrubar um GRANDE, a dramaticidade chegava ao seu auge no apito final dos 90 minutos de Fabrício Neves Corrêa. Agora, amigos, a decisão para a equipe à disputar a final seria nas PENALIDADES MÁXIMAS.

Por ser mandante, o Juve tinha o direito de escolher o lado das cobranças. Assim, a Ferradura Sul, tomada pelo Verde e Branco, foi o local do DEUS ME ACUDA. De um lado, o apoio incondicional da Papada era o grande aliado, porém, do outro, estava nada mais, nada menos do que um dos grandes conhecedores de pênaltis: Dida!

Alan, Zulu, Adaílton, Diogo e Moisés foram os primeiros cinco selecionados de Lisca. Os dois primeiros, assim como Zé Roberto e Barcos, guardaram a bola no fundo do barbante. Na terceira série, Fernando converteu para os gremistas. Mas, quando foi a vez do canhoto Adaílton, o atacante acabou mandando a redonda para fora do estádio, deixando PARALISADO o torcedor alviverde.

Mesmo abafado pelas sonoras vaias da Papada, Pará cobrou para ampliar a vantagem do clube da capital. Assim, o próximo a cobrar pelo lado esmeraldino seria obrigado a converter. E, quando eu vi chegando o BEQUE Diogo, que até então não demonstrava NENHUMA intimidade com a gorducha, deu-me um baita de um CALAFRIO. Mas o LOIRO zagueiro cobrou com perfeição e manteve o Papo vivo no duelo.

A bola, que podia ser DERRADEIRA, estava nas mãos do, assim como Adaílton, canhoto André Santos. Era fazer e correr para o abraço. Entretanto, eis que a SORTE, então, vestiu o VERDE E BRANCO e, como num duelo particular com Adaílton, o lateral ISOLOU grotescamente a pelota para INCENDIAR de vez a JACONERA. O Papo estava mais vivo do que nunca! Assim, Moisés, substituto de Murilo, foi para a bola e deixou tudo igual no confronto PENAL.

Dava-se o início dos MATA-MATAS das cobranças de penalidades. O nervosismo era ENORME, a tensão ganhava as bancadas jaconeras. Olhando ao redor, esses sentimentos eram nítidos. Torcedores com os olhos fechados, roendo unhas, prendendo o ar, cada qual expressando e tentando colocar para fora a enorme PRESSÃO que o clima de decisão proporcionava.

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E aí, o TURBOMAN Eduardo Jesús Vargas foi para a bola. As vaias dos DOENTES esmeraldinos, que não sabiam de onde ainda tiravam tanta voz, eram ainda mais fortes para tentar ABAFAR a finalização do chileno. E, quando Fernando voou para o lado direito e espalmou a CRIANÇA, o Jaconi mais parecia um HOSPÍCIO tamanha a VIBRAÇÃO que tomou conta do reduto alviverde.

Agora, com o guri de RAÍZES ESMERALDINAS, o prata da casa Gustavo, estava a possiblidade da GLÓRIA na tão batalhada vaga à final da Taça Farroupilha. Com ele, estava a chance da retribuição à VALENTIA alviverde diante dos Galáticos de Luxemburgo, a consolidação de uma SOBERANA força dentro do Alfredo Jaconi. E isso se confirmou, quando, num balaço no canto direito, a gorducha foi dormir na rede e INCENDIOU novamente o palco da peleia. O Ju, enfim, estava classificado!

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O gramado jaconero era tomado pela comissão e torcida alviverde. O ÊXTASE era geral. Atletas chorando, subindo no alambrado, Lisca sendo levantado por Papos que sabiam de sua importância. O Juventude, que na Serra já soma a quarta batalha sem perder para os azuis da capital, dá VOZ ao interior. Ainda tenta, com todas as adversidades, incomodar o poderio vermelho e azul.

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Se eu não for campeão, o que vivi sábado já compensou. Algo, que com todas as certezas, jamais esquecerei!

Ficha técnica:

Juventude (1) – (5): Fernando; Moisés, Rafael Pereira, Diogo e Robinho (Romano); Fabrício, Jardel, Diogo Oliveira (Gustavo) e Rogerinho (Adaílton); Alan e Zulu. Técnico: Lisca.

Grêmio (1) – (4): Dida; Pará, Bressan, Grolli e André Santos; Souza, Fernando, Fábio Aurélio (Marco Antônio) e Zé Roberto; Eduardo Vargas e Barcos. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Arbitragem: Fabrício Neves Correa, auxiliado por Rafael da Silva Alves e Maurício Silva Penna.

Agradecendo por seu clube lhe possibilitar momentos como esses,

Pedro Torres

(com fotos do Jornal Pioneiro e Rádio Caxias)

Publicado em Gauchão 2013, Juventude com as tags , , , , , . ligação permanente.

6 Respostas a A noite que jamais esqueceremos

  1. Gustavo Werner diz:

    FODAAA!! PAPO é a eterna toca da capital!! UASHUAHSUAHSU E realmente interior mostrou que pode destruir os planos da querida FGF, então CHUPA NOVELETO!! O gremiozinho já foi quem dera que o colorado tbm neh! mas de qualquer jeito PARABÉNS JACONEROO!

  2. Leonardo diz:

    Inesquecível. Epicamente desbancamos os multimilionários da capital. Uma noite para relembrar por muitos e muitos anos. E concordo: mesmo que não levemos o caneco, já é motivo para comemorar.

    Sobre as polêmicas de arbitragem: o gol do Barcos foi corretamente anulado. Do estádio, deu pra ver claramente o braço do Bressan nas costas do zagueiro alviverde. O árbitro apitou bem cedo, e TODOS os jogadores pararam, exceto o Barcos. Talvez nem fizesse o gol caso o juiz tivesse deixado seguir. Ainda: o pênalti não marcado para o Juventude no primeiro tempo foi escandaloso. Segundo amigos, até o Batista concordou que foi. Estranho que isso passou despercebido no post.

  3. Verdade, foi muito pênalti. Ontem, naquele programa de debates estrume, uns diziam que o lateral azul foi na bola, talvez querendo nao ver que quem toca na bola é o próprio Alan, qurendo cortar a chegada do Pará, que acabou LAVRANDO o jogador papo.

    No mais, Pedrinho, é desses momentos que o futebol é feito!

  4. Juliano diz:

    e o primeiro gol anulado, na origem do lance, o zé roberto, recebe em posição questionável, ai depois cruza pro vargas que estava em condições…
    mas qdo recebeu, o zé roberto estava em condição duvidosa….

    mas quem sabe lembramos do penalti sonegado ao sao luiz, ou também o gol anulado do fluminense….como dizem, a banca cobra e a banca paga…

    pra terminar, isso é desculpa de time sem norte nenhum, com uma folha como a dos dois times, era pra ser finalista patrolando…e sem ajuda externa…

    agora, veremos o que o CAGOES vermelhos farão, já que estão PIPOCANDO pra jogar no PULEIRO…

  5. Papo diz:

    Que jogo. Desbancar os galáticos (sejam eles da cor que forem) não tem preço. Nem percam tempo discutindo arbitragem. Mesmo que um juiz dê 20 pênaltis em um jogo contra a dupla, eles ainda deverão muitos “erros” a seu favor ao longo dos anos.

  6. Pedro Torres diz:

    Sigo a linha do comentário 5.
    Com a MAGIA em que foi o jogo, torna-se tão insignificante discussões envolvendo a arbitragem…
    Eles erram para os dois lados, e deu pra bola.

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