De cola erguida

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Time de melhor campanha. Quem torce pelo Riograndense pode classificar seu clube dessa maneira. Dos seis jogos disputados até aqui, cinco vitórias. A única derrota veio na primeira partida: fora de casa, contra o Glória, por 2 a 1. Sempre lembrando, claro, que a estreia estava marcada para acontecer no Estádio dos Eucaliptos, contra o Brasil-Pel – que, por sinal, já foi uma vítima nessa Divisão de Acesso – mas a cancha não foi liberada pelo Corpo de Bombeiros.

O momento que vive o Riograndense é LOCO de especial. Apesar de o elenco ter sofrido baixas importantes, como o centroavante Rafael Refatti, o técnico Círio Quadros tem um plantel bastante qualificado em mãos. Quem vem atuando no lugar de Refatti é Fábio Alemão, que marcou três gols nos últimos três jogos. E na última semana, o glorioso Tiago Duarte, que estava disputando o Brizolão pelo São Luiz de Ijuí, retornou aos Eucaliptos.

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A peleia do último domingo era contra o Guarany de Camaquã, que vem se arrastando na 7ª colocação do grupo B. O torcedor esmeraldino não esperava uma coisa diferente da vitória. Jogo a jogo, a equipe mostra cada vez mais entrosamento e noção tática, além de qualidade técnica e, principalmente, vontade. A elite do futebol gaúcho é um sonho cada vez mais palpável pelos lados do bairro Perpétuo Socorro, apesar de toda a cautela necessária. Talvez esse primeiro turno seja a maior chance de bocar uma das vagas. Os times do grupo B, levando em conta a tabela, são inferiores aos do grupo A. Ou seja, jogar contra os do próprio grupo, na próxima fase, pode encrespar a coisa. Se futebol é o momento, o de subir é agora.

Se domingo é dia para descansar, quem assistiu Riograndense e Guarany pode fazer isso facilmente. Poucas foram as vezes que o torcedor levantou da arquibancada para acompanhar algum lance com mais atenção. O quadro camaquense tinha como único objetivo se defender. O jogador mais adiantado da equipe visitante rondava o circulo central do gramado. O fator mais evidente do primeiro tempo foi a paciência gigantesca dos jogadores do Periquito. Como profetizou um senhor dono de uns 70 anos, direto da arquibancada: “jogar contra time ruim agonia”. ALEÁS, vale uma ressalva em relação a essa frase:  não achei o time do Guarany ruim. Dentro da proposta, cumpriu o objetivo. Se fechou e impediu que houvesse gol no primeiro tempo.

A única válvula de escape da equipe da casa era o lateral direito Anderson, que, como de costume, atuou diversas vezes como ponta. Ainda mais que o lateral esquerdo era Rangel, volante de origem, mas que joga como zagueiro. Com um poder de criação limitado no flanco esquerdo, a maior parte das jogadas saiu pelo lado oposto. Talvez o lance que mais tenha agitado o jogo foi a não marcação de um pênalti em cima de Fábio Alemão. O centroavante foi assombrosamente puxado pela camisa, mas o árbitro Érico Andrade de Carvalho, que saiu escoltado pelos brigadianos no final do primeiro e do segundo tempo, nada marcou.

A volta para a etapa final continuou mais sem graça que dançar com irmã em festa. Mas, aos poucos, a equipe do Riograndense descobriu por onde jogar e levar um pouco de perigo ao gol de William Lago. Os meias Julio Abu e Gustavinho fizeram mais uma excelente partida. Os dois dão consistência para a meia cancha e equilibram o resto do time. Com Tiago Duarte caindo pelos lados, a equipe do Guarany se abriu.

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A primeira melhor chance do segundo tempo foi de Gustavinho. O camisa 10 recebeu um passe do volante Gudi e, na meia lua da grande área, chutou no meio do gol, facilitando a vida do goleiro. E aos 10 minutos, numa jogada que começou pelos pés do (re)estrante Tiago Duarte, Gustavinho entrou na área pelo lado esquerdo e chutou cruzado. O arqueiro não segurou a bola e Fábio Alemão só cumprimentou a nega, garantindo a quinta vitória consecutiva do Riograndense.

Depois do gol, o Guarany saiu para o jogo, arriscou algumas jogadas, mas nada que impedisse o trunfo rubro-esmeraldino. A equipe do Periquito soube se postar em campo e segurou a vitória. O Riograndense começa a semana como líder geral da Divisão de Acesso. Não vê absolutamente ninguém na sua frente. Enquanto a maioria das equipes se prepara para a última rodada da primeira fase, o rubro-esmeraldino ainda tem duas partidas para disputar. E a próxima não podia ser melhor: Rio-Nal. A quarta-feira vai ser de clássico em Santa Maria, e quem ficar em casa vendo a Liga dos Campeões estará condenado a choques nos mamilos pelo resto do ano.

Bernardo Zamperetti

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Ficha técnica

Riograndense: Yai; Anderson, Marcio Nunes, Vinicius, Rangel; Gudi (Michel), Cassel, Julio Abu, Gustavinho; Tiago Duarte (Dangelo), Fabio Alemão.
Técnico: Círio Quadros.

Guarany: Willian Lago; Flávio (Carlos Alberto), Gustavo, Gustavo Castro, Kairo; Brill, Júnior, Jonas, Douglas (Rafael Paraíba), Jefinho (Índio); Flaviano.
Técnico: Rodrigo Bandeira.

Arbitragem: Érico Andrade de Carvalho, auxiliado por Vinícius Palau Santos e Guilherme de Ávila da Silva

Gol: Fábio Alemão (Riograndense)

Cartões: amarelos – Tiago Duarte e Rangel (Riograndense). Flávio, Jonas, Júnior e Brill (Guarany).

Local: Estádio dos Eucaliptos

(As fotos são do portal EsporteSul)

Publicado em Divisão de Acesso 2013, Guarany de Camaquã, Riograndense-SM, Série A2 2013 com as tags , , , , , , , , . ligação permanente.

4 Respostas a De cola erguida

  1. “A quarta-feira vai ser de clássico em Santa Maria, e quem ficar em casa vendo a Liga dos Campeões estará condenado a choques nos mamilos pelo resto do ano.”

    Aplausos, sem mais.

  2. William Boessio diz:

    Acabo de voltar do Presidente Vargas com as mãos calejadas: estádio enfim liberado.

  3. Bernardo Zamperetti diz:

    BAITA, Boessio!

  4. NecoMüller diz:

    Parabéns para a dupla Rio Nal, só falta o torcedor comparecer e fazer uma bonita festa.

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