Nos vemos em 2014!

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Zagueiro Jonas – Foto de Ricardo Rimoli, agência Lance. 

Meu maior desejo era iniciar esse texto com palavras em CAIXA ALTA e desconexas, que aparentemente não teriam nenhum sentido, mas que retratariam fielmente a emoção de um torcedor vendo seu clube alcançar um dos pontos mais altos da sua história. Nos dias que antecederam a semifinal entre Veranópolis e Internacional os sentimentos se misturaram às ganhas: a crença no improvável e a total ausência de esperança.

Digo-vos senhoras e senhores que o Veranópolis poderia ter ido mais longe, ter feito muito mais nesse campeonato, mas ao mesmo tempo foi mais longe do que se esperava – se é que isso pode fazer algum sentido, mas acreditem que agora na minha cabeça isso faz MUITO sentido.

No primeiro jogo do COSTELÃO o Veranópolis teve talvez o jogo mais fácil do ano. Saiu perdendo para o Novo Hamburgo e no segundo tempo fez TRÊS e saiu vitorioso. O FARINÃO lotado e a vitória fizeram o torcedor crer em mais um ano de BONANÇA, mal sabia ele (eu) que aquela vitória seria a ÚNICA do primeiro turno. Dali em diante 1 empate e 6 (SEIS!!!) derrotas (Caxias, Passo Fundo, Cerâmica, Pelotas, Cruzeiro e Grêmio). De presente a ÚLTIMA colocação na classificação geral. Nada podia ser pior que aquela maldita sensação de ver o Veranópolis definhar.

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Foto: Site Oficial do Veranópolis

Antes, ainda em outubro de 2012, o VEC perdeu seu mais que tradicional comandante, o técnico Campeão do Interior pelo time das cinco cores, Gilmar dal Pozzo que junto com o auxiliar técnico e também ex-atleta pentacolor Lucianinho, partiu de mala e cuia para as terras da REPÚBLICA JULIANA para liderar a Chapecoense. O Veranópolis apostou então no jovem, de idade e de profissão, Marcelo Caranhato. Ainda que boa gente e com boas intenções, o trabalho bem mais ou menos resultaram na sua saída ainda antes do final do primeiro turno. Para seu lugar foi contratado Julinho Camargo e sua trupe.

Julinho teve muito tempo para acertar a equipe já que com a CRETINA campanha o VEC não se classificou para a fase eliminatória da Taça Piratini. Depois dessa inter-temporada forçada o time da Terra da Longevidade voltou atropelando. No primeiro jogo uma vitória fora de casa contra o Santa Cruz por 2 a 0 reergueu a confiança do time e da torcida. Dali em diante 2 empates (São José e Esportivo), 1 derrota (Juventude) e uma vitória de virada no apagar das luzes contra o Canoas, uma sensacional vitória contra  o São Luiz e uma ESTRONDOSA vitória contra o Internacional. Campanha essa que alçou o clube para longe do rebaixamento e ainda o classificou para a fase eliminatória da Taça Farroupilha.

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Foto: Diogo Zanatta

Nas quartas de final o VEC pegou o Passo Fundo no Vermelhão da Serra. Depois do empate no tempo normal tudo foi decidido nos pênaltis e ali JOÃO RICARDO foi MONSTRO e garantiu a classificação para a semifinal para DELÍRIO da vieja torcida. Quis o destino que a chance de vingança deveria ser dada e o próximo adversário seria o Internacional.

Eu sabia que dificilmente a partida anterior entre os dois clubes se repetiria. Sabia que um gol tomado praticamente acabaria com as chances do Pentacolor. Sabia que o Inter iria querer a vingança. Sabia, por fim, que até o futebol, o esporte mais injusto e imprevisível, tem seus dias de obviedade. Tudo isso aconteceu, Willians abriu o placar para o time da capital na metade do primeiro tempo e o resultado perdurou até o apito final.

Desta PELEJA eu poderia falar aqui do pênalti SONEGADO ao Veranópolis ou ainda da não expulsão do sempre chiliquento D’Alessandro que AGREDIU de mão fechada o zagueiro Jonas, mas poupá-los-ei de todo e qualquer chorume. Quero falar-lhes de EDNEI, um dos melhores laterais pela direita do COSTELÃO 2013. Quero contar-lhes sobre a sólida dupla de beques JONAS e EDSON BORGES guardados pelo cão raivoso ESCOBAR.

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Escobar e D’Alessandro – Foto de Ricardo Rimoli, agência Lance.

Quero dizer-lhes ainda que EDUARDINHO é Veranópolis e vice e versa, o volante/meia completou este ano 100 partidas com a camisa pentacolor e mais do que justo carregou a braçadeira de capitão em alguns jogos. Ainda há os intrépidos JUNINHO e VALDO, meias de qualidade que serviram ao artilheiro e sempre guerreiro LÊ. E também o já citado JOÃO RICARDO, além de FININHO, FRED e o técnico JULINHO CAMARGO.

Tu podes estar pensando que tudo isso é exagero para um time que acabou o campeonato com a medíocre nona posição na tabela geral, porém, para quem viveu o medo do rebaixamento, o medo do fechamento das portas, tudo isso é pouco, muito pouco. Que sirva para fazer justiça e lembrar daqueles que ajudaram o VEC a se manter vivo. Permanecemos na primeira divisão do futebol gaúcho e continuaremos incomodando, lidem com isso.

Piegas, mas de coração que seja a última vez que conto essa história. Que o próximo ano traga maiores alegrias e grandes FAÇANHAS para que, essas sim, possam ser contadas de geração em geração e que por mais que aumentadas ao longo da história para parecerem mais épicas sempre serão verdadeiras!

Avante PENTACOLOR! Avante VERANÓPOLIS!

Até 2014!

Matheus Primieri

Publicado em Gauchão 2013, Veranópolis com as tags , , , , , , , , , , , , , , . ligação permanente.

2 Respostas a Nos vemos em 2014!

  1. Papada diz:

    Matheus,
    Tudo o que citaste no texto não é exagero. O VEC realmente se superou no segundo turno e mereceu ir longe.
    Exagero mesmo é aquela faixa “O Maior da Serra”. Sem comentários.
    E vergonhoso para essa mesma Serra é o fechamento das portas do VEC após o Gauchão. Isso vai contra TUDO o que o futebol do interior precisa, e atende a todos os escusos interesses da dupla Gre-Nal e da FGF.

  2. Gustavo diz:

    Como disse um diretor do Novo Hamburgo esses dias na rádio Caxias: “Esse bando de clube que não têm fardamento de manga longa nem devia disputar o gauchão!” A verdade é uma só, o campeonato parte injusto quando a Dupla Grenal recebe mais e outros clubes do interior não. O Caxias, ou outros clubes que joguem brasileiro, receber da TV o mesmo que um clube como o VEC é vergonhoso. Não à toa o futebol do interior do RS definha.

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