Peixe na rede da Pirata morre

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Sol, bergamota e mate bueno (ou tererê para os mais fracos) imperaram na Pirata durante a tarde de domingo para acompanhar o embate entre SER Panambi e Riopardense. Os resultados paralelos não ajudavam a SER (vitórias do Santo Ângelo e do Avenida), que sabia ser imperativa a vitória para seguir adiante. Porém, o Peixe queria fazer fungú e acabar com o furdunço da alemoazada planaltina, já que também poderia ingressar na áurea zona de classificação. Porém, não tem jeito: nas águas do Fiúza nenhum Peixe sobrevive, e a SER venceu o Riopardense pelo placar de 1 a 0.

A meia cancha panambiense entrou diferente para encarar o Peixe. Uma novidade BAGUALÍSSIMA para os torcedores alviverdes foi a contratação do meia Chiquinho, vindo do Passo Findo, após ter anotado maravilhosos sete tentos na Série A, fardando-se com a 10. Outra alteração é a entrada de André Tereza no time titular, que foi um dos melhores atletas da SER na última temporada e, na minha opinião, inexplicavelmente, afofou as almofadas no banco até então, já que Maranhão e Cléberson não corresponderam.

O jogo começou parelho e truncado. Como sempre, a zaga alviverde começou muito eficiente. João Carlos e Marlom, trama e palanque, sovéus irrompíveis, não importa o quão resvaladiço seja o ataque adversário (e o do Riopardense era o terceiro melhor da Segundona). Porém, o ataque continuava xoxo. Chiquinho esteve muito discreto no início do jogo, com André Tereza mais participativo, porém jogando consideravelmente recuado em relação a Cléberson ou Maranhão. Fabiano Veiga, mostrando-se mais e mais maturrango, absteve-se do jogo. Os lados, ao contrário dos outros jogos, não funcionaram, com Du e Sander fazendo início de partida muito discreto.

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Após muito roça-roça, o tirão foi dado pelo Riopardense aos 25 minutos. Após boa jogada coletiva e um chute forte de Wallace, san Diego viu-se obrigado a realizar mais um milagre. De pronto, a SER despertou e Chiquinho fez sua primeira boa jogada, coiceando com qualidade, sendo que o arqueiro Vandré abraçou a pelota com segurança. A alviverde deu uma afaceirada, e passou a levar algum perigo (pero no mucho) ao Peixe, especialmente nas bolas paradas, sempre maestradas pelo camisa 10. No final do primeiro tempo, Panambi retornou melhor ao vestiário que o Riopardense, mas sem vantagem no placar.

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No retorno, a SER começou alarife a atacar, com o Riopardense amanonsiando o jogo quando podia. Utilizado os flancos, a alviverde pressionava com maior consistência e organização em relação à etapa inicial. Para reforçar o lado direito, Adans entrou no lugar de Tássio aos 14 minutos do segundo tempo, revezando com Du a volância e as investidas ao ataque.  E, aos 19 minutos, Fabiano Veiga, o incólume poste, tombou graciosamente e, de peixinho, estufou as redes do Peixe, fazendo o gol tão esperado (e cobrado) pela torcida: 1 a 0 para a SER. Logo em seguida, o camisa 9 sai por cima para dar vaga a Dario.

O gol fez a SER jogar de agalhas. Em cinco minutos, Dario perdeu dois gols quase feitos, após ótimas jogadas de Chiquinho. O Peixe debatia-se com sofreguidão em campo, não conseguindo organizar-se para bloquear as investidas alviverdes. Perini sacou Alexandre para colocar Gustavo, intentando dar novo ânimo e acabar com a gambeta dos seus jogadores. Ledo engano: o Riopardense não conseguia penetrar a muralha branca, tarefa refilona aos mais tauras dos atacantes. Nem a Nike no fardamento conseguia aumentar a produção riopardense. A verde-e-branca do Vale ministrou a bola nos cinco minutos finais, e garantiu mais três pontos dentro de seus domínios contra um adversário valoroso.

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Tá bão esse time hein! Sem o brilho, porém com incrível eficácia, a SER continua a galgar pontos na segundona. Para mim, já basta de elogios à zaga panambiense: é a melhor do acesso, só isso. É difícil apontar qualquer falha na zaga da SER. O trabalho de Simionato é algo, assim, maravilindo: organizou a defesa e tem conseguido solucionar determinados problemas com a trova dentro do vestiário (até Fabiano Veiga fez gol!). Eu, no alto do meu ceticismo futebolístico não acreditava que a SER faria grande coisa este ano. Digam o que disserem, eu acho que a campanha alviverde é fantástica, a melhor desde 2009. Se ponderarmos tradição, elenco e poderio financeiro, creio que a SER é o melhor time do torneio. Eis um exemplo de que a zoeira inicial se supera com trabalho. Dirigentes, atletas, funcionários, torcedores da SER: estamos todos de parabéns!

Zwingen, zwingen, liebe SER Panambi!

Vinícius Fontana

(Todas as fotos são de www.agoraja.net)

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Ficha Técnica:

SER Panambi (1) – Diego; Du, Marlom, João Carlos e Sander; Amaral, Tássio, André Tereza e Chiquinho; Josimar e Fabiano Veiga. Depois: Adans, Dario e Jean. Técnico: Nestor Simionato.

Riopardense (0) – Vandré; Douglas, Cauê, Vinícius e Carlos; Caio, Márcio Ramos (Bolacha), Cássio e Paulo Henrique; Wallace e Alexandre. Depois: Rafael e Gustavo. Técnico: Sérgio Perini.

Publicado em Divisão de Acesso 2013, Panambi, Riopardense, Série A2 2013 com as tags , , , , , , , , , , , . ligação permanente.

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