A cancha é o nosso lugar!

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De um lado da ponte, mora o REI DA SELVA, de outro mora o CACIQUE DA TRIBO. A Zona Sul estava sedenta de um embate entre os Leões Rubro-Verdes e os Índios Xavantes.  Tão somente a rodada do dia 21 foi PRA BANHA e os torcedores já não suportavam mais a ânsia pela mais esperada, mais desejada rodada do certame até o momento. E dessa forma, não podia se esperar algo menor do que foi proporcionado pelas torcidas. Um verdadeiro ESPETÁCULO, que fez com que a Noiva do Mar parasse para assistir a um show de duas legiões apaixonadas.

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Como é de praxe, Leões e Xavantes suportaram uma semana de provocações, o que de nada adiantou. O grande contingente policial – mais de 100 brigadianos de Rio Grande e Pelotas – evitou qualquer transtorno que pudesse ocorrer. Futebol se resolve em quatro linhas e com a MORANGA rolando, tudo igual no marcador.

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Já no início da partida, um confronto de ANÕES. O lateral Rubro-Verde – Teko – iniciou os trabalhos SALGANDO o atacante Xavante – Alex Amado. O árbitro Anderson Daronco tratou de apontar a penalidade máxima para a equipe pelotense. ESTÁTICA TOTAL na ferradura do Aldo Dapuzzo. Não por muito tempo. Ainda faltava mais um ANÃO entrar nessa história.

O “homem da arruda” correu sob a meta, apontou o canto e o faro de gol de Éder Machado falhou. DEFESA MAESTRAL de Luciano, o melhor goleiro anão do mundo. O Dapuzzo pulsava, borbulhava, era o caldeirão do Leão.

Como se não bastasse para os corações enfraquecidos dos vovôs e vovós sentados na social, a bola não rolava. Um toque, uma falta. E a agonia aumentava. Que magia não nos deixa ganhar quando o Dapuzzo transborda? Eis o mistério da fé.

No intervalo, não menos importante, a OVELHA foi sorteada. Já estamos entrando em contato com a FGF para mudarmos o nome do campeonato para OVELHÃO 2013. No mais, um segundo tempo cheio de emoções estava por vir.

Tão logo o Daronco assoprou o apito, o Sampa inaugurou o marcador. Fabiano Diniz levantou na área, o zagueiro Vagner matou no pâncreas e mandou de CALCANHAR encobrindo o goleiro Luiz Muller. O Aldo Dapuzzo balançava, o REI DA SELVA rugia mais alto e largava na frente.

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Pouco adiantou. Logo em seguida, o CACIQUE DA TRIBO chamou sem pigmeu preferido e como uma flecha, empatou a partida. Alex Amado, ex-São Paulo, deu a vez para os Índios Xavantes comemorarem. O empate não era bom para nenhum dos dois, mas a derrota seria pior ainda.

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Daí em diante, o São Paulo mostrou-se melhor e mais disposto a buscar o resultado positivo, mas a defensiva do Brasil dificultava as ações do artilheiro, Aylon. Já nos finalmentes da partida, Rudi promoveu a estreia do meia Diego Sapata. Ainda sem ritmo de jogo, ele conseguiu se movimentar e dar trabalho aos Xavantes, porém aquela partida estava fadada a terminar empatada.

Antes do fim, Marcio Jonathan perdeu a chance rubro-negra de conseguir a vitória chutando por cima do gol. Vagner, o zagueiro do gol de calcanhar, ainda teve mais uma chance para os rubro-verdes, mas Ricardo Bierhals salvou sobre a linha.

E, assim, acabou o CLÁSSICO DAS MULTIDÕES. 7000 Rubro-Verdes e 700 Xavantes provaram que o interior ainda está vivo. Provaram que deveriam estar na primeira divisão. Provaram, mais uma vez, que são torcidas apaixonadas e que os sofás não são atrativos quando seus times estão em campo. A CANCHA é o nosso lugar.

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Na última rodada o Sampa vai a longínqua Erechim dependendo apenas da sua vitória para estar nas semifinais. Com o triunfo dos Ferroviários no RIO-NAL de ontem, o Brasil também depende apenas de suas forças para garantir classificação e o avanço passa por vitória diante da SER Panambi, em Satolep.

FICHA TÉCNICA:

SÃO PAULO (1) – Luciano, Teko, Carlão, Vagner e Locatelli; Carlos Alberto, Diego Borges (Sapata), Diniz (Dantas) e Saraiva (Michel); Alê Menezes e Aylon. Técnico: Rudi Machado.

BRASIL/PEL (1) – Luis Muller; Thiago Ranow, Fernando Cardoso (Ricardo Bierhaus), Cirilo e Edu Silva; Leandro Leite, Wender, Washington e Canhoto; Éder Machado e Alex Amado (Marcio Jonathan). Técnico Rogério Zimmermann.

ARBITRAGEM – Anderson Daronco, auxiliado por Paulo Conceição e Sedenir Martins.

LOCAL – Estádio Aldo Dapuzzo, em Rio Grande

Esperançosos pela batalha em Erechim.

Guilherme Rajão e Matheus Almeida

As fotos são de Carlos Insaurriaga, Pedro Figueiredo e Fernanda Gallo.

Publicado em Brasil de Pelotas, Divisão de Acesso 2013, São Paulo-RG, Série A2 2013 com as tags , , , , , . ligação permanente.

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