Sim, estamos aqui…

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Sábado, dia 04 de maio. Tempo MÓRBIDO em Erechim. Público de 200 pessoas, sendo 30 da equipe visitante. Entravam em campo no Colosso da Lagoa, São Paulo e Ypiranga. O primeiro vinha com o objetivo de vencer e assim garantir sua vaga nas semifinais. O segundo tinha a certeza de que jogaria pela honra e para somar mais pontos na classificação geral. O rubro-verde estava desfalcado de um dos seus melhores jogadores, o volante Carlos Alberto, mas contava com a força do grupo para conseguir o objetivo.

Em um primeiro tempo fraco, o time PAPAREIA ficou devendo. O Ypiranga tomou as ações ofensivas e levou perigo a meta do arqueiro Luciano. O guarda-redes do Leão do Parque vêm sendo destaque na competição e segurou o ímpeto CANARINHO até os 40 minutos da primeira parte, quando Thiago Costa, de cabeça, inaugurava o marcador para a equipe da casa. Desespero, angústia, medo. Com o empate que acontecia entre Brasil de Farroupilha e Guarany de Camaquã, o Leão necessitava da virada. O ÚNICO time que ficou todas as rodadas na zona de classificação se encontrava fora da próxima fase.

No intervalo, o técnico Rudi Machado providenciou a entrada dos REESTREANTES Diego Sapata e Robert. Na base do APERTA QUE ELES PEIDAM, o São Paulo buscou o gol que, naquele momento, lhe garantiria a classificação. Em Camaquã, o DRAGÃO voltava à frente do marcador e perdia um pênalti logo na sequência. O que já era difícil parecia ser impossível. Logo na primeira partida que o rubro-verde não jogava bem, era necessário virar o placar. Para completar a DEFECADA, o zagueiro Vagner é expulso depois de levar o segundo cartão amarelo em um lance que ele mesmo sofreu falta.

O único jeito seria REZANDO. E as preces da nação rubro-verde começaram a ser atendidas. Quatro minutos depois, o lateral Castiano, do Ypiranga, é expulso. Logo na sequência, o BUGRE empata a peleia em Camaquã. AGORA DÁ! Com os corações pulsando na garganta, com as mãos suando, com a voz rouca, as energias viajavam os rincões sulistas de ponta a ponta.

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43 minutos em Erechim. O jogo na Terra do Arroz também estava prestes a terminar. “UM GOL!” esbravejavam os torcedores PAULISTAS.

Alê Menezes lançou Aylon, como num FLASHBACK de tudo que essa dupla tinha feito durante o campeonato, os corações rubro-verdes encheram-se de esperança. Cutucada do DIABO LOIRO para dentro da área. O zagueirão Gonçalves, ao melhor estilo ANDRÉS ESCOBAR, deu uma testada fatal sobre o arqueiro canarinho. Estava lá. A pelota descansava entre as redes do gol Ypiranguista. Delírio, êxtase, ORGULHO. Clichê, eu sei, mas nítido: todo time campeão, tem que ter sorte. Lá estava a nossa, dando as caras.

ACABOU! Leão do Parque nas semis. Festa no Colosso da Lagoa e na terra do Polo Naval. Sábado, dia 04 de maio: INESQUECÍVEL.

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MAS O TEMPO NÃO NOS DEIXA PARAR, e ao menos por algum tempo temos que esquecer e focar no que virá. As peleias serão maiúsculas, tornando o torcedor um 12º jogador. Do olhar da arquibancada saem as mais diversas e controversas opiniões. São pensamentos e intromissões por vezes dispensáveis, mas que nos fazem refletir: “O que somos para o clube?”

E nesse momento, aquelas lembranças dos tempos de PIÁ se alvoroçam me respondendo que somos absolutamente TUDO.

Um TUDO por vezes omisso, acanhado, mas que nunca deixa de ESTAR lá. Afinal, o “ESTAR” é o que realmente importa, não?
Se eu estou para ti, reciprocamente estás para mim. E nas idas e vindas dessa loucura que se chama futebol, é que os ENCONTROS acontecem.

Há anos buscamos chances de mostrar nossa força. Por vezes chegamos perto, batemos na trave e ficamos no “quase”. Mas algo precisa mudar, pois nada na vida é tão estático a ponto de não haver uma reticência no lugar de um ponto final.

Enquanto houver vida, haverá amor. Enquanto houver amor, haverá luta. Enquanto houver luta, haverá vitória. Enquanto houver vitória, haverá a glória. Enquanto houver glória… Daí só as reticências poderão escrever o caminho.

Nós ESTAMOS para o clube, queremos ser o TUDO que vai empurrar a bola e o que mais estiver á frente para dentro do gol. Sim, está na hora. Nos próximos capítulos o rubro-verde mais querido do BRASIL vai reencontrar-se com quem ele nunca deveria ter se separado. A ELITE DO FUTEBOL GAÚCHO.

Guilherme Rajão e Matheus Almeida

(Todas as fotos são do Fabio Dutra)

Publicado em Divisão de Acesso 2013, São Paulo-RG, Série A2 2013, Ypiranga com as tags , , , , , , , , , , . ligação permanente.

Um comentário em Sim, estamos aqui…

  1. Lucas B diz:

    Grande texto!
    Realmente um clube com tanta história, tradição e torcida merece voltar à Elite…
    Boa sorte ao São Paulo

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