À espera de dias melhores

1 - União x Riograndense (15)

Entrando em campo pelo terceiro ano consecutivo, e pela primeira vez iniciando a Divisão de Acesso sendo apontado como um dos principais clubes a conseguir uma das três vagas do acesso, o União Frederiquense iniciou o ano de bem com a vida. Todo esse crédito se teve ao fato de por dois seguidos ter surpreendido e feito boas campanhas, e por pouco não ter conseguido o acesso em 2012, quando perdeu para si mesmo na última rodada. Neste ano, com um trabalho SUPER bem feitinho fora de campo, com planejamento, estrutura e um bom elenco formado no PAPEL, parecia que tudo, desde o início, seria flores.

A competição iniciou. Na primeira etapa o empate fora de casa em Santo Ângelo, foi muito comemorado. Mas foi isso. As FLORES não floresceram, e começaram a vir os incessantes empates, derrotas, empates e derrotas. E a vitória? Esse gostinho o União ainda não degustou na Série A/2.

O técnico Tiago Nunes foi demitido, por NECESSIDADE de mudanças. AMÉM. Com o clima mais leve na Colina, Caranhato pegando o bonde andando e chegou a Frederico Westphalen. Calmíssimo e centrado, trouxe a esperança de tempos melhores.

Pegou só pedreira no fim do primeiro turno. Viajou até Farroupilha e São Leopoldo. Na mala, retornou com um empate e uma derrota lastimável.

Depois disso, na terça-feira, dia 30 de abril, foi dia de chegadas e despedidas no Vermelhão da Colina. Após a derrota por 3 a 1 para o Aimoré, a direção frederiquense anunciou a dispensa de quatro jogadores. Sendo eles, do lateral direito Barão, dos zagueiros Anderson Bill e Aguinaldo, e também do meia Jean Michel.

No mesmo dia, apresentou oficialmente mais três reforços. Paulinho Macaíba (atacante), Ícaro (zagueiro) e Rodrigo Vareta (lateral direito).

2 - União x RFC (17)

A tentativa era para ver se a equipe com essas mudanças reagiria positivamente jogando em casa, neste sábado, dia 4, na última rodada do 1º turno, contra o embalado Riograndense.

Parecia outro União em campo. Era outro União em campo. O time do primeiro tempo fez o torcedor vibrar, torcer, se empolgar e acreditar veemente que a primeira vitória na competição seria conquistada. Jogando no Vermelhão da Colina, o tricolor de FW tinha tudo a seu favor.  A sua torcida, o fato do Riograndense como já estava classificado ter vindo com equipe mista, também tinha os recém contratados e estreantes a disposição, e mais, o atacante Gilian e o técnico Caranhato que faziam a sua estreia frente ao torcedor. Nos primeiros de partida tudo isso prevaleceu.

O União pressionou, marcou, criou boas chances e até acertou bola na travessão duas vezes. Mas o domínio diante da melhor equipe da Divisão de Acesso, o Riograndense, não foi suficiente. Com competência e precisão para converter em gols, a equipe do Periquito sob os comandos do inteligentíssimo Círio Quadros – que é o ponto de equilíbrio da sua equipe -, e conseguiu segurar as rédeas do Leão da Colina.

2 - SC_2025

Já com a bola rolando, o União iniciou PATROLANDO, em todos os sentidos. Pelo ímpeto no campo ofensivo, e por faltas mais agressivas.

Após o árbitro Márcio André Schiavo inverter um escanteio claríssimo que seria a favor do União, os torcedores começaram a se irritar, isso aos 3min – que já o conhecia da segunda rodada, quando apitou o jogo entre União x Panambi e tumultuou o jogo em Frederico. Na sequência, o goleiro Bruno Hepp derrubou por baixo Tiago Duarte na área, e novamente Schiavo  deixou o jogo seguir, sem marcar o pênalti a favor do Riograndense. Desta vez, bom para o torcedor frederiquense, que respirou aliviado.

Comandando a partida, o União tinha o controle da mesma. Aos 19min, uma fatalidade. O zagueiro Ícaro, tentou cortar um cruzamento da direita e acabou abrindo o marcador para a equipe adversária. Demonstrando a sua superioridade que foi evidente nos primeiros minutos de partida, o União não deixou se abater, e aos 20min, Gilian empatou para o tricolor de FW marcando um belíssimo gol. A comemoração teve direito a dancinha e tudo, afinal, era o SEGUNDO gol do ano marcado no Vermelhão da Colina (em plena oitava rodada).

3 - DSC_1947

O jogo seguiu com o marcador igualado. Com toda a posse de bola, a equipe de Caranhato criou diversas oportunidades de ampliar o marcador com Piccinini, Macaíba, Thiago Correa e Vareta. A zaga bem postada do Riograndense e o goleiro Alisson impediram do União ampliar o placar.

Quando todos aguardavam o apito final da primeira etapa, aos 45min, eis que Foletti tratou de dar a tranquilidade que Círio Quadros precisava na casamata, depois de receber lançamento na direita, e na saída do goleiro Bruno Hepp por cobertura marcar o segundo gol do Riograndense.

Em mais uma tentativa ousada, depois de deslocar o lateral Ganzer na zaga, o técnico do União Marcelo Caranhato tirou o camisa 10, Piccinini, que vinha bem no jogo, e também o volante Manivela que era outro que se arriscava no ataque. Em contra-partida, deixou em campo o volante e capitão Rinaldi, que não fazia boa partida.

Com as entradas de Gylvan e Serjão, o setor ofensivo que transcorria tão bem, não conseguiu ter forças reverter o marcador.

4 - União x Riograndense (20)

Para piorar, a festa mesmo acabou sendo dos adversários, e quem dançou de fato foi o Leão da Colina. Aos 31min, após cobrança de escanteio, Michel fez mais um gol para a equipe de Santa Maria e que fechou o placar em 3 a 1. Depois já com vantagem no marcador, a equipe tratou de se fechar e assegurar o resultado.

Com isso, União sofreu mais uma derrota, e a torcida apontou Caranhato como culpado pelo resultado. A ousadia do comandante foi infeliz, pelas substituições não terem fluido.

A bola insiste em não entrar, o sistema defensivo está penando, enquanto que agora, o setor ofensivo fez o torcedor encher os olhos, todo reformulado, com Rodrigo Vareta na lateral direita, e a super dupla Gilian e Paulinho Macaíba no ataque.

Confesso, que ainda tentando assimilar e compreender o que se passou nestes últimos meses que fizeram nós estarmos onde estamos, na situação a qual nos encontramos, o que possa ter dado errado, e o que aconteceu e porque tantas outras deixaram de acontecer. Muitas coisas são inexplicáveis, inconformáveis, e difíceis de acreditar.

Neste primeiro turno, em oito jogos o União somou 5 pontos, não conseguiu nenhuma vitória, empatou 5 vezes, e perdeu outras 3 partidas.

Para o segundo turno, os cálculos para fugir do rebaixamento não são muito animadores. Mas seguimos à espera de dias melhores. Mas que venha logo, com muito trabalho, equilíbrio, afinal, nada está TOTALMENTE perdido.

Alguns integrantes da direção frederiquense dizem que estão por vir mais dispensas no elenco tricolor. Dos 29 jogadores, devem permanecer entre 25 a 26 atletas.

Concentrando todos os seus esforços para o segundo turno, nesta quarta-feira, 8, o União inicia a sua intertemporada, já pensando no jogo do dia 22 de maio contra o Brasil de Pelotas. Mas antes disso, o embalado Riograndense viaja até Pelotas, onde enfrenta o Brasil, também neste dia 8, pelo primeiro jogo das semifinais do 1º turno.

Ficha técnica – 8ª rodada – Divisão de Acesso – Série A2

Local: Estádio Vermelhão da Colina, em Frederico Westphalen

Data: 04/05/2013

Horário: 15h30min

Árbitro: Marcio André Schiavo

Auxiliares: Michel Romani e Jonas André Carls

União Frederiquense (U): Bruno Hepp, Rodrigo Vareta, Ícaro, Ganzer e Tatto; Douglas Rinaldi, Manivela (Gylvan), Thiago Corrêa e Piccinini (Serjão); Paulinho Macaíba e Gilian. Técnico: Marcelo Caranhato.

Riograndense (R): Alisson, Darlem, Baresi, Vinícius e Rangel (Willian); Wilson, Michel, Dangelo e Gustavinho (Mikimba); Foletti e Tiago Duarte (Fábio Alemão). Técnico: Cirio Quadros.

Cartões amarelos: Thiago Corrêa e Gilvan (U); Vinícius, Baresi, Wilson, Michel, Alisson e Mikimba (R).

Gols: Ícaro (contra-R), Gilian (U), Foletti (R) e Michel (R).

Placar Final: União Frederiquense 1 x 3 Riograndense

Ainda com esperança, de Frederico Westphalen

Caroline de Oliveira.

Publicado em Riograndense-SM, Série A2 2013, Toda Cancha, União Frederiquense com as tags , , , , , , , . ligação permanente.

Um comentário em À espera de dias melhores

  1. JULIANO diz:

    É , parece que o técnico conseguiu perder dois jogos mesmos .. lá em São Leopoldo o time estava bem, jogando melhor que o adversário .. empatando o jogo em 1×1, mas melhor na partida … aí ele conseguiu tirar o regular volante manivela, para colocar outro atacante, abrir o time e conseguir fazer do time um fiasco no segundo tempo.
    Novamente, mas agora em casa, o time jogando bem, ele conseguiu abrir o time novamente, tirando o meio campo, e empilhando atacantes …. bom, mais uma vez porrada em casa …
    Parece que o treinador antigo não era culpado de nada .. pelo contrário, era inteligente e movimentava muito bem o jogadores que não estavam machucados .. Saudades dele. Mas como ja se percebeu, essa direção amadora conseguiu ser fraca o suficiente para demitir no impulso. Vale lembrar que o Rudi do São Paulo, tomou 5×0 em casa ano passado, e a direção teve aquilo roxo e segurou o home. Fazer oque né.

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