Índio flecha, acerta, mas não derruba Leão

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Clássico, festa, bom futebol e duas torcidas apaixonadas. É o que consigo resumir da primeira partida da final do primeiro turno da série A2 entre Brasil-Pel e São Paulo-RG. A Xavantada fez sua parte. Encheu o estádio, subiu na tela e fez sua recepção calorosa. Os Leões do Parque também vieram – de ônibus de linha e CAMINHARAM até o Bento Freitas com o apoio da BM – e tomaram o espaço destinado a eles. Coisa linda.

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Para a batalha, o CACIQUE Rogério Zimmermann escalou os índios Luiz Muller; Wender, Ricardo Bierhals, Fernando Cardozo e Rafael Forster; Leandro Leite, Washington, Márcio Hahn e Cleiton; Alex Amado (Márcio Jonatan depois Gustavo Papa) e Éder Machado. Já o REI da alcateia, Rudi, trouxe a campo os leões Luciano; Teko, Carlão Farias, Rodrigo Ramos e Locatelli; Carlos Alberto, Diego Borges (Fabiano Diniz), Emerson Dantas e Saraiva (Diego Sapata); Aylon (Robert) e Alê Menezes.

O jogo iniciou em atraso porque o PEQUENO, mas GIGANTE goleiro Luciano precisou voltar ao vestiário. Não li em lugar algum o motivo, mas muitos na arquibancada o chamaram de CAGÃO. No entanto foi ele o nome do jogo porque o Brasil jogou uma primeira etapa arrasadora. Me surpreendeu. Os índios partiram para a ignorância perto dos 10 minutos, quando o indiozinho Alex Amado partiu em velocidade em direção ao goleiro Luciano, mas este também sabe correr e conseguiu cortar com frieza o ataque Xavante.

Pelo lado “animal” da história, o que os cerca de 700 APAIXONADOS que lotavam seu espaço no Estádio Bento Freitas viam era um time FÚNEBRE. A equipe se mostrava desconexa, a marcação não encaixava e o ataque não evoluía. O coração rubro-verde murchava aos poucos. A tensão tomava conta. O Xavante estava quase lá.

 OS NEGRINHOS DA ESTAÇÃO continuaram a pressionar o Leão. Os índios queriam derrubar o BICHANO logo de cara. Cleiton e Alex Amado arriscaram chutes, mas estes não foram bons o suficiente para mudar o marcador. A única flechada realmente mortal saiu por volta dos 24 minutos. O Sampa estava com um a menos porque o combatente rubro-verde precisou trocar a camisa manchada de SANGUE e os índios se aproveitaram. Cleiton faz bela jogada, passa para Alex Amado que em velocidade rola para EL LOCO, que sem ESCRÚPULOS toca rasteira para o gol. Festa ALUCINÓGENA nas arquibancadas. Xavante, 1 a 0.

 Um gol tão cedo era o que o São Paulo mais temia. A torcida LOUCA do índio seria tomada pela empolgação. A tribo iria pra cima e os planos do Leão iriam por água abaixo. Mas nunca te esqueça dele: Luciano. Como em um REMEMBER de tudo que fez pelo rubro-verde desde o início da competição, disse para si mesmo algo do tipo: “Agora a porra ficou séria!” E daí em diante, nada mais podia ultrapassá-lo.

LUCIANO

Mas, a pressão não cessava. Cleiton recebe na entrada da área, arrisca, mas Luciano defende. GIGANTE. Aos 40 minutos, a zaga da turma da Noiva do Mar RATEIA e Amado domina com o peito, dribla o arqueiro de 1,70m, mas na hora de MATAR A CRIANÇA, para no heroico zagueiro que fecha o ângulo. Termina a primeira etapa.

 No segundo tempo o Brasil continua a dominar a peleia, mas o Sampa já consegue tocar mais a bola. No entanto, o aumento da posse de bola não leva perigo a Luiz Muller. Parecia que a qualquer momento, num ataque rápido, o Xavante flecharia pela segunda vez. Por pouco não saiu: Amado faz jogada pela esquerda, vai à linha de fundo e toca para o meio da área, encontrando EL LOCO. Pena que cometeu a LOUCURA de pegar mal na bola e chutar para fora. Aos Xavantes não interessa: BERROS na arquibancada!

 Logo depois EL LOCO recebe cruzamento de Márcio Hahn – jogou muita bola – e cabeceia, mas fraco nas mãos de Luciano. O jogo estava sob controle Xavante e este não queria arriscar em DEMASIA. Era claro COMO UMA LÂMPADA FLUORESCENTE (ns) que o Xavante queria ganhar sem levar gols, o que não ocorreu contra o Riograndense-SM. Já no final do jogo, aos 40 minutos, o zagueiro Rodrigo Ramos fez falta dura em Gustavo Papa – uma ofensa rasteirar esse mito! – e é expulso. Aos 44, quase o gol que complicaria a vida do Leão. Cleiton entrou em velocidade pelo bico da grande área, mas Luciano SAIU EM DISPARADA e num carrinho espetacular salva a pele do Rei da Selva. Fim de jogo, 1 a 0 para o Xavante.

Na cidade PAPAREIA a frustração não consegue tomar os torcedores. Não há tempo e nem vontade para isso. As atuações do rubro-verde na competição nos dizem que o jogo de ontem foi apenas uma excessão. Tudo aquilo que sonhamos não pode terminar assim. O Estádio Aldo Dapuzzo será – certamente – palco de um dos maiores jogos de sua história.

Festa das duas torcidas depois do apito final: a Xavantada comemora a vantagem e os Leões vibraram pelo placar totalmente reversível em seus domínios. A próxima e ÚLTIMA BATALHA ocorre neste domingo, às 16 horas. Os índios já esgotaram os 800 ingressos disponibilizados. Às 6 horas da manhã já tinha fila no Bento Freitas. Será mais uma decisão de estádio lotado de torcedores, paixão e tradição.

“Já estava com saudades dessa demência”,

Pedro Henrique Costa Krüger | @pedrohckruger

 Pelo rubro-verde: Guilherme Rajão.

As fotos são de Carlos Insaurriaga, da assessoria de imprensa do G.E. Brasil e de Leandro Lopes, da Esportchê. O vídeo foi divulgado assessoria de imprensa do G.E. Brasil.

Publicado em Brasil de Pelotas, Divisão de Acesso 2013, São Paulo-RG com as tags , , , , , , , , , , , , , . ligação permanente.

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