Três da tarde

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Já vi de tudo no Dapuzzo. Dia, noite, chuva, sol, neblina, vento. Todo tipo de adversário, de todas as divisões. De crianças a senhores que presenciaram nosso título estadual, que já fez várias bodas. Revigorantes goleadas a favor. Desoladoras goleadas contra. Até o inexplicável (e, julguei à época, inaceitável) jogo contra o Rio Grande, que teve sete gols só no primeiro tempo, eu vi.

Mas hoje eu não vou ver nada no Dapuzzo.

Atualmente, a vida me trouxe pra outras bandas. Pra longe da bela e fria Rio Grande onde nasci e cresci.

São três da tarde, e eu estou sentado no sofá da minha sala, na longínqua Foz do Iguaçu, computador ligado à TV, site da TVCom já no navegador é o que o sistema oferece, camarada. Sem apetite. Sem sede. Sem calma. Sem mais ninguém.

O jogo que está prestes a começar envolve muito mais do que um acesso. Muito, muito mais do que uma taça. Se é o maior lugar comum do futebol que cada torcida ache o SEU clássico o mais especial de todos, tão verdade quanto isso é que poucos, quiçá nenhum, têm tanta história e tanta luta quanto o que está se avizinhando. São Paulo e Brasil, afirmo sem medo de errar (e fazendo uso do mesmo pequeno clichê que, convenhamos, a ocasião me permite), fazem o clássico mais tradicional do interior deste rincão. Porque já viram tempos de pujança, e tempos de recessão. Viveram na riqueza, e vivem na penúria. Receberam e dobraram gigantes em seus domínios. Porque duelam há mais de cem anos. Mas principalmente, em minha opinião, porque um clássico não é definido só por títulos, tempo, dinheiro e status dos envolvidos. É, sobretudo, definido por mobilização. E ninguém no interior deste Rio Grande mobiliza torcedores como São Paulo e Brasil. E cabe aqui a nota que, mesmo sob protestos da mídia, MAIS o São Paulo do que o Brasil. Chegaremos lá.

Corta.

Não vou falar do jogo em si. O resumo da ópera é que o São Paulo poderia ter levado quatro ou cinco a zero no Bento Freitas mas, por obra do eterno Luciano, não levou. E conseguiu, por mais improvável que pareça pra quem viu o primeiro jogo, chegar vivo ao Dapuzzo. E, no Dapuzzo, todos (exceto, talvez, eles) sabiam que a história seria diferente. Suficiente ou não, não se podia dizer, pois o Brasil tem também um bom time, mas seria diferente.

Prefiro falar sobre o que esse jogo evoca. Sobre o quanto esse jogo simboliza o futebol tradicional, feito longe dos centros, feito sem dinheiro, sem cotas de TV, sem Adidas, Nike e Puma. O futebol que leva o radinho de pilha ao estádio (e, muitas vezes, o deixa lá, no gramado). Que leva a bandeira. A almofada. O papel. O futebol sem camarote VIP, sem catraca eletrônica, sem check in pela internet, sem arenas. Um futebol sem câmera exclusiva. No mais das vezes, um futebol sem televisão. Outra dimensão do futebol, sem glamour, sem grife, jogado no barro. E que, mesmo assim, lota estádios. Um futebol de estádios cheios de toucas coloridas. De hinos e cânticos entoados com poucos instrumentos e muita garganta. De jogadores que precisam jogar a vida todo jogo, mostrar serviço toda quarta e domingo, pois não têm contratos longos. Onde os times são remontados a cada seis meses. Onde os atletas estão desempregados a cada seis meses. Que se joga no frio, se chuta de bico, onde o carrinho é lei e vegetarianos não são bem-vindos.

Gostaria de falar do ambiente do estádio, da vibe de antes do jogo, mas não posso. Gostaria de poder dizer com propriedade o efeito inebriante da fumaceira, do barulho dos – li no twitter – 9000 são paulinos, mas hoje não posso. Hoje, meu estádio é minha sala, o público total é 1 (um desperdício; cabem 5, só nos sofás), e não houve cânticos, só a loucura no gol. Pelo menos pode cerveja.

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Então, como não posso falar do ambiente, vou focar no que vencemos.

De volta ao meu sofá. Depois de quase duas horas de peleja, de por alguns minutos os dois treinadores pedirem o fim do jogo (dependendo de por aonde andava a bola), de um gol (muito parecido com o do primeiro jogo, por sinal) muitas faltas, carrinhos e um pouco de chuva, estamos aqui, frente à mais imprevisível das decisões: as penalidades – de acordo, nada mais simbólico: carrinho, chuva, lama e pênaltis. “Ééééé, amigo”, talvez dissesse algum narrador, num mundo fantasioso onde os narradores de tevê vão a campo na segunda divisão gaúcha.

Temos pela frente a camisa do Brasil, e um goleiro de quase dois metros.

Mas não só isso. Não, rapaz, não só isso.

Leio no twitter que a RBS, inexplicavelmente, parou a transmissão do jogo para dar voz à comemoração do Corinthians e, logo após, ao Faustão. Tenho muito contra ambos, mas cada coisa a seu tempo apenas fica a observação de que, se havia a possibilidade de pênaltis, a lógica manda que se previsse isso na programação.

Pero, adelante.

Prevejo problemas. Até agora, meu link funcionou bem, mas creio que boa parte das pessoas que ficou a ver navios vá migrar para a internet, e eu vou pagar a conta. Dois minutos e minhas impressões de confirmam. A imagem some.

E então, a Providência.

Falta luz no estádio.

Apesar de ter ocorrido até no SuperBowl, no novíssimo Engenhão, em amistosos da seleção e nos estádios de Grêmio e Internacional, aqui não era pra acontecer. Aqui, se fará piada, viraremos o exemplo do amadorismo da segundona. A mim, não me importa.

Pra mim, foi positivo, pois tive tempo de me restaurar. Puxei meu celular e conectei a uma rádio online (não, nada de radinho por aqui; meu pai, me visse, que decepção teria). A imagem volta em lapsos. Abro mão de ver. Fico no rádio. Old fashioned, beibe. Até por ali.

Volta a energia.

E então estamos assim: nós, todos, eles lá e eu aqui, contra o resto. Porque esta noite, em Rio Grande, nós, todos nós, onze em campo, nove mil no estádio (mais sabe-se lá outros quantos do lado de fora), outros tantos milhares em suas casas mundo afora, e eu, encaramos bem mais que o Brasil de Pelotas nesses penais.

As dez penalidades viriam a ser batidas. Ao final todos chorariam, e seis dessas penalidades definiriam o motivo – a glória absoluta ou a frustração inconsolável: os pênaltis de número um, dois, cinco, seis, oito e dez.

O primeiro pênalti foi batido pelo Brasil. Éder Machado, que havia perdido vários gols no primeiro jogo e alguns outros hoje. Mas poderia ter sido, simbolicamente, batido pela nossa própria incompetência. Porque fomos, sim, incompetentes, tendo essa massa de torcedores, tendo a maior média de público do interior do Rio Grande do Sul e já não é de hoje (excluindo-se os jogos da dupla, naturalmente), não termos um estádio em melhores condições. Por termos uma dívida não renegociada com a CEEE que nos obriga a usar geradores nos jogos noturnos. Por não termos conseguido patrocínio das dezenas de indústrias instaladas em nossa cidade, nem dos grandes comércios. Por não termos um plano de sócios com divulgação intensa que faça uso desta multidão. Por termos caído para a divisão de acesso, enquanto clubes sem torcida permaneceram.

Pegamos essa. O Luciano, na verdade, pegou. Disse ao Éder que pegaria. E pegou.

O segundo pênalti foi batido pelo São Paulo. Carlos Alberto. Luis Muller estava no gol, mas poderia ter sido, simbolicamente, a Federação Gaúcha de Futebol, que elabora o calendário dessa contenda e obriga os times a fecharem no segundo semestre. Que repassa uma míngua aos clubes da Série A2 e que diz que não vai repassar nada aos da Série B! Que tem um presidente que disse no intervalo que torcia pelos pênaltis, que fatura alto em Rio Grande, mas cuja empresa estampa sua marca somente nas mangas do Brasil.

Carlos Alberto. Bucha.

O quinto pênalti foi batido pelo Brasil. Cirilo. Mas poderia ter sido, simbolicamente, batido pela mídia. Essa mídia que queria, e quer, tanto, tantotantotanto, o Brasil na primeira divisão. Essa mídia que, devido ao grande número de profissionais de Pelotas, torce e distorce em favor do Brasil. Essa mídia que tece louros ao público no Bento Freitas (que realmente é sempre bom), e negligencia os do Aldo Dapuzzo (que geralmente são melhores). Essa mídia que classificou a falta de energia como “amadorismo” (óquei, é), como disse o Maurício Saraiva no ‘Bate Bola’, mas que nunca vai ao Dapuzzo – eu vou. Que comenta jogo no Dapuzzo do escritório, em Porto Alegre, mas que vai a Pelotas. Imprensa que terminou o jogo dizendo “o Brasil também merece subir”, antes mesmo de dizer “parabéns, São Paulo, por ter subido”. Imprensa que chamou de várzea a festa da comemoração, com invasão do campo, e que diria que era mágico se fossem eles. Imprensa que fez piada com a queda de energia, mas que não sabe quanto a FGF manda aos clubes. Imprensa que dedica 3 minutos pra falar sobre o jogo mais importante do estado no fim de semana, num programa de duas horas, e gasta 20 entrevistando o gerente de futebol do Flamengo (?!). Imprensa que mascara para mais o público no Bento Freitas, e para menos o no Dapuzzo (o mesmo Saraiva disse 7000. Ele nem do escritório comentou o jogo. Comentou o de Pelotas). Imprensa que faz piadas até através do perfil do O_Bairrista, que em tese defenderia a “espontaneidade” do futebol do interior, e que foi ao Bento Freitas, e não foi ao Dapuzzo, e ainda fez chacota com as falhas na nossa estrutura. Imprensa que resolveu transmitir o jogo, mas não os pênaltis. Que poria o Luis Muller pedindo música no Globo Esporte caso tivesse defendido três penais, mas desconfio que não porá o Luciano (faço questão de me corrigir se estiver enganado).

E não falo só da RBS. Band, Guaíba, Gaúcha, todas elas. Inclusive a imprensa local. Essa, não por ser parcial, mas por ser incompetente mesmo. Por ter, às 12h do dia posterior ao jogo, um parágrafo somente publicado online. Sabe-se mais do São Paulo e do Rio Grande através de blogs de torcedores do que através da imprensa em Rio Grande.

Luciano voou, no cantinho. Um abraço.

Sapata bateu o sexto, para o São Paulo. Poderiam ser as falácias que nos contam, ou nosso complexo de viralatismo, no gol. Falácias como “maior e melhor torcida do interior”, que os xavantes propagam, mesmo quando nossa média de público na série B é maior que todas da B e quase todas da A, e inclusive que a do Brasil e do Caxias no Brasileiro.

Torcedor tá no estádio, camarada. Em casa, é simpatizante.

O complexo de viralatismo que nos fazia ir com confiança nas fases iniciais, esmorecer nas finais nos anos anteriores, e aceitar a derrota como inevitável. O complexo que faz com que não saibamos vender nossa imagem, e que não nos vejamos do tamanho que somos: não gigantes, não imbatíveis, mas maiores que a maioria deste Rio Grande amado. No estádio, maiores que todos do interior.

Eles foram pra um lado. A bola, pro outro. Caixa.

Oitava, pro Brasil. Na bola, Fernando Cardoso. Mas poderiam ter sido todas as outras edições do acesso que disputamos e não levamos. Onde saímos bem, fomos arrasadores na primeira fase, e depois esmorecemos (bem como o Rio Grande, muitas vezes; Rio Grande que, por óbvio, e caso tivesse um bom marketing, deveria ser – e não aceito que não seja – o segundo clube de todos os gaúchos. Um clube pequeno, simpático, e que nós, gaúchos, que tanto gostamos de ter motivos para sentir orgulho, deveríamos escolher como um irmão mais novo, visto que é o fundador do futebol brasileiro e, mais importante, o fundador do futebol gaúcho. Mas isso é outro assunto). Essas derrotas, esses anos de derrotas, se tornaram um peso difícil de carregar. Porque, devido à falta de exposição e de apoio, a lógica se inverteu: não são os clubes pequenos que vão pra segundona. A segundona é que apequena os clubes.

Voou Luciano.

De novo. A terceira.

Rotina.

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E, por fim, a décima cobrança, do São Paulo. Caio. No gol, simbolicamente, poderíamos ter,

vejamos…

… que tal nosso maior adversário?

Nosso maior inimigo.

O Brasil de Pelotas.

O principal time da nossa vizinha cidade, assim como nós nos tornamos o principal time da nossa.

O Brasil, por um lado nosso irmão, que tem em sua história glórias e dificuldades semelhantes às nossas. Mas que, por outro, é nosso principal rival (não me levem a mal, vovôs e lobos, mas é). Time pelo qual torcemos contra, independente do adversário. Time que nos massacrou no jogo de ida, que poderia ter resolvido tudo antecipadamente mas que não conseguiu resolver. Time cuja torcida dava como certa a vitória. Dava como certo fazer a festa na nossa casa, e depois sair sem fazer a faxina. Time que muitas vezes beira a arrogância, cuja torcida se vende como ‘amaioreamelhoreamaisfieldouniverso’, que a mídia e a federação queriam que vencesse.

E time que, afinal, talvez suba mesmo ainda esse ano, pois é de fato bom, e cuja torcida, assim como a nossa, merece o lugar de um Cerâmica ou de um Canoas na série A. Sim, no gol o Brasil de Pelotas. Na bola, Caio.

Ele não se demora. Nem me dá tempo de ficar mais nervoso.

Bucha. Alta, no ângulo. E com categoria, meu guri. Porque, afinal, somos de primeira divisão.

Corta.

Cessam meus gritos. O silêncio volta à sala. Lentamente, os passantes na rua param de olhar, e seguem suas vidas.

A imagem volta na tela, provavelmente conseqüência do fim do interesse dos curiosos de outras cidades incluindo, talvez, Pelotas.

Vejo a loucura em campo. A torcida, que lotara as arquibancadas, agora lota o gramado. Vejo um jogador de muleta, não sei quem é. Muitos choram. Todos gritam. Meus olhos marejam. A garganta dá um leve nó. Mais um grito, e tudo volta ao normal. Me sinto feliz pelas crianças e jovens no estádio. Jogos assim, com comoções populares assim, é que forjam o amor por um clube. Por anos, de repente, sem aviso, essas imagens voltarão a suas mentes, e elas sentirão a pele arrepiar. Penso nisso e fico feliz pelo São Paulo.

Fim de jogo.

Fim de tarde.

Mas, no Acesso, estamos só na metade.

Saludos,

Marcio Menna.

Série A.

Publicado em Brasil de Pelotas, Divisão de Acesso 2013, São Paulo-RG, Série A2 2013 com as tags , , , , , , , , , , , , , , . ligação permanente.

18 Respostas a Três da tarde

  1. ESPETACULAR!

    Parabéns, Marcio. Emocionante.

  2. Gustavo diz:

    Parabéns pelo texto e pela conquista, mas em tempos de borderô online no site da FGF pega mal mentir. Média do São Paulo: 1131 pagantes até o jogo final.
    Humildade é um mal muito grande na região sul do estado.

  3. Subutzki diz:

    Sensacional!

  4. Sergio Lopes diz:

    Meus parabéns !
    Tenho certeza que traduziste a nossa realidade ,bem que poderias estar no lugar do fraco Mauricio Saraiva da RBS.
    O de muleta era o TAINÃ criado nas escolinhas do SAMPA.
    Um abração e mais uma vez meus parabens !

  5. Márcio, belo texto este teu. Bom narrador no transporta ao lugar dos fatos.
    Por outro lado, como peleador desta pampa pobre esquecida, pecas em contradição com esta obsessão matemática do maior, do que mais leva gente e tal.
    Sou xavante, sei das simpatias que temos, algumas merecidas, outras nem tanto. Sei dos nossos mascaramentos de público quando o minuano sopra sem resistência de corpos humanos na Baixada em dia de jogo. A paixão nos faz ter cegueiras seletivas e o xavante é um perito neste embuste, reconheço.
    Só acho o que nos faz especial, xavantes, caturristas, grenás, papos, lobos e outros amores incomuns deste Rio Grande, é justamente a intensidade como celebramos o diferente.
    Fosse por número de torcida, a China teria o futebol mais amado. E a Índia viria logo ali.
    Esquece a matemática, tchê. Te baseia no mesmo amor que te moveu nesta tarde solitária em Foz do Iguaçu.
    Abraçasso e espero encontrá-los ano que vem na primeira

  6. Marcio Menna diz:

    Amigos, agradecimentos sinceros pelos elogios.

    A emoção pós-jogo torna a escrita mais fácil.

    Sei que todos entenderão o que digo. Provavelmente os xavantes mais que os demais.

    #3
    “Humildade é um mal muito grande na região sul do estado.” Perfeito, cara. Aliás, vejo dois extremos na zona sul: alguns lugares com humildade de menos, outros com auto-estima de menos. Há que se ter o equilíbrio. Chegaremos lá.
    No entanto, camarada, não menti. Esses dados da FGF, não vai atrás. Acho que não tem nenhum que esteja correto, porque os próprios clubes informam a menor.

    #6
    Creo que sí, amigo. Tudo indica que nos encontraremos na primeira. Vou secar, mas tudo indica.
    E não tenho obsessão pelos números. Só também ouvir a mesma história há eras, mesmo ela não sendo mais real, aí já não, né? ;)
    Mais caras equilibrados como tu e o Xavante estará bem.
    Um forte abraço.

  7. Marcio Menna diz:

    #5
    Obrigado, cara.
    Um amigo depois me falou que era ele. Não tinha reconhecido. ;)
    Um forte abraço!

  8. Gustavo diz:

    #7 Marcio, mas se não há certeza nos números não há certeza em nada que se diga, por exemplo, baseado em que que dizes que o São Paulo possui média superior ao Caxias no Brasileiro? O Caxias ja teve como média mais de 10 mil, públicos de 30 mil pessoas, coisa que, duvido algum outro clube do interior ter tido em competições semelhantes no interior do RS.
    Na última edição esteve em 3 mil, 3.500 pagantes.
    Veja bem, poderíamos nos unir, as grandes torcidas do interior, mas preferimos os títulos, “A MAIOR”, “A MELHOR”. Ruim apenas para o nosso futebol.

  9. pedrohckruger diz:

    Baita texto, tchê.

    Discordo em uma parte. Se a FGF quisesse tanto o nosso bem não teria feito aquele calendário de jogo a cada dois dias em 2009, ano do acidente. Ou no caso da série C, em que vi provas de que o Brasil não errou, mas que não vi uma nota de uma linha em defesa do Xavante, enquanto a Federação Paulista mostrou-se interessada em defender o Santo André.

    Saudações de quem vai correr atrás da segunda vaga. Queremos encontrá-los na grande final. Quero mais clássico! haha

  10. #3

    A maior das mentiras são os próprios borderôs.

  11. Marcio Menna diz:

    #9
    “Veja bem, poderíamos nos unir, as grandes torcidas do interior, mas preferimos os títulos, “A MAIOR”, “A MELHOR”. Ruim apenas para o nosso futebol.”
    Poderíamos. Provavelmente, devêssemos. Mas não sei se nossa civilidade chegará a tanto.

    #10
    Cara, eu, naquele ano que vocês iam pra justiça comum, achei que ia haver uma comoção da imprensa em apoio a vocês, no sentido de que ALGUÉM, algum dia, ia ter que ir pro pau com os caras – no caso, a CBF. Já tu, viu o contrário… Pode ser que a paixão tenha distorcido a visão de um de nós dois. Talvez, mais provável, de ambos.
    Quanto à FGF, e, mais especificamente, ao Noveletto, só vocês aí de Pelotas têm a logo dele nas mangas. E ele tem empreendimentos em Rio Grande bem maiores que a Multisom, então retorno à comunidade do lucro obtido, não é. ;)
    Obrigado pelo elogio.
    Serei forçado, pela minha natureza, a secar. Mas, caso ganhem o segundo turno, pelo menos há o consolo de haver A final.

    Por mim, inclusive, podíamos fazer ela só em pênaltis.

    Um abraço!

  12. Cristiano Pitt diz:

    Que texto maravilhoso. Que texto espetacular! Que texto!

    Parabéns ao autor.

  13. Subutzki diz:

    #3 Toda renda dos jogos do São Paulo está penhorada…1131 são os que compram ingresso na bilheteria. Fui em todos os jogos em casa, público não baixou de 4 mil pessoas, posso te garantir.

  14. Marcio Menna diz:

    #3, #11, #14
    A isso que eu me referi no comentário acima. Muitos clubes, inclusive, põem cambistas do próprio clube pra vender os ingressos na porta, na hora.
    Só não sei se a mídia e a FGF deixam passar em branco isso por parceria com os clubes, ou porque não estão lá pra ver.

    #13
    Sinceros agradecimentos, cara.
    Um abraço.

  15. Guilherme Grená diz:

    Sensacional teu texto. quando leio este tipo de texto não me sinto mais sozinho nesta loucura de realmente TORCER para times/clubes ditos “pequenos”. Parece, nessas horas, que na linguagem da matemática o tamanho do clube é inversamente proporcional ao amor que sentimos por ele.

    Saudações Grenás

  16. Douglas Ser Caxias diz:

    Excelente texto. Belíssimas fotos. Duas torcidas realmente fanáticas, porém em relação às médias de público, às mentiras, fiquem sabendo que em Caxias, pelo menos com o Caxias ocorrem coisas semelhantes. Borderôs mentirosos não são exclusividade de vocês, isso eu garanto. No Centenário, que frequento à muitos anos, sei “de olho” medir mais ou menos os públicos, e sei que quando sai 2500 pessoas no borderô, na verdade tinham entre 4500 e 5000 pessoas. Quando sai 5.000, é porque tinham 8 ou 9. Imagino que isso aconteça com todos os clubes do Interior.
    E acho uma briga besta ficar imaginando quem é mais fiel que quem. São modos diferentes de expressar o mesmo amor. A zona sul tem um jeito de torcer mais carnavalesco, com charangas e tal, característica até mais identificada com o Caxias do que com o Juventude durante a história, por ser um clube de origem mais popular, embora hoje a torcida grená é meio desorganizada nesse sentido, com um estádio amplo demais que acaba espalhando o pessoal. Mas em alguns jogos fora de casa, ou Cajus no Jaconi parece que volta aquele espírito irreverente da galera que fica mais junta. Às vezes eu queria que o Centenário fosse menor.

    No mais foi renovador ver a torcida do São Paulo invadindo o campo domingo e fazendo a merecida festa. Parabéns.

  17. Lindo texto,poderia ser de um xavante e não seria diferente.Só não concordo que a Mídia quer o Brasil,mas se quiser, tem razão,pela importancia da cidade e pelas razões apontadas pelo autor.
    Vamos estar juntos com o EC Pelotas ano que vem na A e faremos memoráveis clássicos e a cidade vai ajudar o São Paulo a reformar o Aldo Dapuzzo.O RS se valoriza com essa presença.

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