Para coroar o centenário alviverde, só o acesso

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Pois bem, estamos a poucas horas do início de nosso maior compromisso do ano: o Campeonato Brasileiro da Série D. Em uma competição que nem mesmo poderia se dar ao luxo de ser chamada de campeonato, e sim de torneio, o Esporte Clube Juventude, que está prestes a completar um SÉCULO de vida, não esperava estar comemorando essa histórica data no INFERNO que é a várzea da ÚLTIMA divisão nacional.

Porém, o tempo foi passando, os descensos vieram, assim como PÉSSIMOS planejamentos e, apesar da esperança da Papada sempre existir, uma aguardada reação foi-se indo por água abaixo e hoje nos encontramos aqui: à espera de que o ano dos CEM possa marcar a nossa volta por cima.

Para esta sempre IMPREVISÍVEL e INCOERENTE Série D, acredito que sim, estamos chegando fortes. Fortes porque realizamos um bom primeiro semestre. Chegamos à final de um turno, batemos o Grêmio, perdemos apenas duas míseras partidas (uma atípica diante do “Tricolor da Aldeia”), batemos de frente com O TODO PODEROSO Inter e, o mais relevante, apresentamos um DIGNO futebol. Todavia, do que adiantaria isso se, como era aguardado, perdêssemos boa parte desse qualificado grupo? Aí que está, não perdemos.

Com um IDEAL às claras e tendo como único e consistente objetivo de recolocar o Juventude num cenário nacional mais adequado à sua história, comissão técnica e jogadores parecem, de fato, abraçarem LA CAUSA e, assim, permanecem no Jaconi, apostando em suas forças, já demonstradas no COSTELÃO 2013.

Do time titular, podemos dizer que só perdemos UM único jogador: o ala/lateral-esquerdo Alan. Moisés, dono da lateral-direita nas partidas finais da Taça Farroupilha, também saiu, entretanto sem levar junto o status de titular absoluto. Os volantes Fabrício e Gustavo, praticamente dados como certo que sairiam, renovaram seus contratos e, caso não haja propostas de clubes da Série A, concluirão a temporada vestindo as cores alviverdes do Juventude. Fernando, Rafael Pereira, Diogo Oliveira e Zulu, TODOS estes também sofreram assédio para deixarem o Alfredo Jaconi. E algumas BAITAS oportunidades, já que clubes da Série B os contataram.  A decisão, entretanto, foi de permanecer na serra.

Apenas coincidências nas suas decisões? Certamente que NÃO. Esse grupo – que em sua maioria já se conhece desde o ano passado – deposita confiança no trabalho do VIVENTE Lisca, deposita confiança no CARA que está ao seu lado dentro de campo e, ainda, sabe da soberania que tem ao atuar dentro de seu reduto. Soberania que é traduzida em números: são QUARENTA E OITO pelejas sem saber o que é uma derrota em seus domínios. Nessa jornada, somam-se trinta e uma vitórias e dezessete empates, além de NOVENTA E DOIS gols pró, contra vinte e sete gols contra.  Destacam-se, ainda, os três confrontos sem derrotas diante dos MILIONÁRIOS BLUES da capital e uma SENHORA goleada por 6 x 0 diante dos até então embalados amarelos ypiranguistas de Erechim na Copa Hélio Dourado de 2012.

Diferentemente das últimas participações, desta vez o Ju ultrapassará as fronteiras do Sul já na primeira fase da competição. Sábado, na estreia esmeraldina diante do Penapolense, o Papo já sentirá isso na pele. Como a CBF disponibilizou as passagens para a delegação jaconera somente para esta sexta-feira, o elenco não terá nem mesmo tempo para treinar em São Paulo. Na soma dos deslocamentos que se iniciam na serra gaúcha, passará por Porto Alegre, chegará a São Paulo, passará por Bauru e, ENFIM, concluirá a jornada em Penapólis/SP (cidade do jogo), sendo consumidas, ao total, INTERMINÁVEIS doze horas de viagem na VÉSPERA do confronto. E será parecido nas viagens para Santo André (SP) e Villa Nova (MG), com a vantagem destas estarem na região metropolitana das capitais de seus estados. O outro adversário da chave é a equipe da Série A-2 do Catarinense e do CARRASCO Paulo Turra: o Marcílio Dias.

Se por um lado as longas viagens devem ser mais um empecilho na dura vida que o Ju e os demais clubes da Quarta e Última Divisão Nacional irão encarar, a não existência dos tantos clássicos que ocorriam nas últimas edições envolvendo o Esmeraldino pode ser algo a comemorar. Desde a queda para a Série C, o Papo sempre tinha pela frente confrontos regionais perante Brasil de Pelotas ou diante do RIVAL MÁSTER S.E.R Caxias – o que, convenhamos, sempre são partidas TENSAS e DESGASTANTES de duelar.

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Diferentemente do Esmeraldino, novos e diferentes nomes dos que vinham atuando pelos Campeonatos Estaduais comporão as equipes de Penapolense-SP, Santo André-SP, Villa Nova-MG e Marcílio Dias-SC. A PANTERA DO NOROESTE (Penapolense), por exemplo, apesar de ter conseguido fazer história no Paulistão, ficando na oitava colocação, sendo eliminada nas quartas-de-final em um apático 1 x 0 diante do São Paulo, e acabando como vice-campeão do interior, perdeu após a competição seu então treinador (Pintado) e seus principais destaques. O meia Guarú, artilheiro da equipe no Paulista com 10 tentos, e o atacante Silvinho, por exemplo, já deixaram o clube. Assim, a direção de Nilso Moreira teve que PESCAR uma barca de onze jogadores para suprir as ausências de boa parte do grupo que atuou no primeiro semestre.

Situação semelhante ocorre com o campeão do interior mineiro em 2013, comandado pelo ex-manager Alviverde Alexandre Barroso: o Villa Nova, de Nova Lima. Após grande campanha no MINEIRÃO, a equipe deu adeus a DOZE jogadores e agora luta para recompor o elenco. Onze novos atletas devem chegar para a disputa nacional. A mesma completa reformulação ocorre no Marcílio Dias. Tendo a equipe catarinense de conciliar ao mesmo tempo a Segundona Catarinense e o TORNEIO Nacional, VINTE E CINCO jogadores devem desembarcar no Estádio Hercílio Luz para vestir as cores do Popeye catarina.

É pondo todas essas questões na mesa que, reitero, mesmo falando de uma COMPLEXA Série D, vejo o Juventude na frente dessas demais equipes. O grupo esmeraldino, que contou com as chegada’s de Itaqui e Chicão (volantes), de Julinho (lateral-esquerdo), do beque Claudinho e do velho conhecido e caipira João Henrique (atacante), mostra desde o início do ano estar fechado, mobilizado e ciente de suas obrigações. Estamos contando com um elenco que tem a cadência e qualidade de Diogo Oliveira, a versatilidade de Bergson, a eficiência do CÃO-DE-GUARDA Fabrício, os gols de REI ZULU, a ofensividade de Rogerinho, a segurança de Fernando e Rafael Pereira, ou seja, são peças que já possuem uma identidade no Alfredo Jaconi e que, na sua grande maioria, possuem a confiança da Papada.

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Aliás, Papada que poderá ser FUNDAMENTAL nessa GUERRA que será a Série D. Certamente o chamado FATOR JACONI não estaria funcionando tão bem não fosse o apoio de seus frequentadores. Apesar de não ter a capacidade de colocar uma bola pra dentro, a torcida indubitavelmente mexe com a estrutura dos boleiros. Aqui, também entra a questão da arbitragem. Com árbitros de péssima qualidade em qualquer esfera do futebol brasileiro, na Quarta Divisão isso se agrava ainda mais. Muitos sem controle emocional e até mesmo deficientes em saber quando soar seu apito, podem acabar muitas vezes cedendo lances ao time da casa, principalmente se a torcida lhe tiver exercendo pressão.

São muitos os aspecto que rondam em torno de uma Série D de Campeonato Brasileiro. Viagens, gramados, irregularidades, árbitros… No entanto, somente passando por todas essas ADVERSIDADES que poderemos festejar lá no final do ano. Que em 2013 não necessitemos de nos apegar única e somente naquela quase inata ESPERANÇA. Que em 2013, a ESPERANÇA não seja novamente ilusória. Que em 2013, a reação possa ACONTECER.

Nos Cem Anos, QUERENDO VER ACONTECER,

Pedro Torres

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7 Respostas a Para coroar o centenário alviverde, só o acesso

  1. baldasso diz:

    Confiante na capacidade da equipe e convicto de que os 100 anos não passarão em branco.

    Avante PAPO!

  2. Agradeceria demais ganhar de aniversário três pontos ‘made in penápolis’. A importância de arrancar bem num grupo OSCO como esse é fundamental, ainda mais com a parada da copeta que haverá logo mais.

  3. Real, Franco. Temos que aproveitar este início da competição para somarmos pontos. Afinal, teoricamente estamos muito mais entrosados que essas demais equipes; já depois da parada pra Copa as coisas devam se equilibrar mais…

  4. Luhcas diz:

    AVANTE PAPO!!!

    ESSE ANO É NOSSO!!

  5. Começamos conforme o previsto pra quem quer subir e manteve o time do primeiro semestre: vitória fora. Agora é fundamental confirmar a vitória contra o Marcílio Dias em casa, dia 12, pra ir pra parada da Copa das Confederações com seis pontos conquistados, o que daria tranquilidade nesse período só de treinamentos, sem contar que seria quase meio caminho andado conseguir dar essa disparada.

  6. Vale ainda mais ressaltar esta primeira vitória devido a desgastante trajetória realizada até o local da peleja e o forte calor que se fazia em Penapólis. Como já estão dizendo, acho que vai ser difícil mais alguém tirar pontos do Penapolense lá na casa deles após a parada da Copa.

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