O Sonho de uma nova casa…

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Atualmente, viver no Brasil  é almejar uma condição melhor de vida! Mesmo contra tudo e contra todos, o país, que tinha tudo para dar errado, conseguiu se sobressair e hoje é a maior potência da América do Sul e um dos países de maior destaque no exterior.

Isso reflete na população que há pouco tempo conta com o apoio do governo para tudo. Contas de gás, luz, telefone… Até a casa própria o governo dá para os menos favorecidos, no programa Minha Casa, Minha Vida!

Na série de datas importantes que temos pela frente, muito se discute sobre a construção de novas Arenas para o maior espetáculo do mundo, uma partida de futebol, nesse contexto, durante os últimos 4 anos da década passada, tivemos uma “GRENALIZAÇÃO” pela disputa de qual estádio sediaria o mundial pelo Rio Grande do Sul. Num confronto Arena x Beira Rio, o gigante erguido sobre as águas, na opinião deste que vos escreve, levou a melhor.

E no presente, temos alguns dos estádios mais modernos do Mundo sendo construídos aqui no continente de São Pedro. Para não perder essa certa facilidade de construção que o governo ofereceu aos maiores do país, os clubes de menor expressão procuraram melhorar seu patrimônio ou, até mesmo, começar do zero.

Como fez o Lajeadense com a novíssima Arena Alvi-Azul ou o Cruzeiro de POA que até de cidade mudou, construindo seu estádio em Cachoeirinha. Casas novas, dignas da grandeza dos clubes e pelo que representam para suas cidades. Esse sonho, de certa forma também contagiou o São Luiz. Desde 2009, o projeto de uma nova arena para a cidade de Ijuí têm sido esquematizado e especulado pelos líderes do clube e do município.

Vale a pena nos referirmos a dupla GRE-NAL, pergunto-me, o que seria do Internacional, se em 1966 não tivesse tido a coragem necessária para trocar o antigo estádio dos Eucaliptos por uma ideia de construir um estádio onde antes era o Guaíba? Ou o Grêmio, se não tivesse construído o Olímpico para abrigar sua torcida? A construção dos estádios para os dois times, representou uma guinada histórica e uma mudança de condição!

Com a construção de estádios maiores e mais confortáveis, os times passaram a atrair mais torcedores para os jogos, o número de sócios aumentou e além de maior arrecadação a cada partida. Claro que estamos falando em proporções muito maiores do que a realidade do interior gaúcho.

Então, podemos de certa forma relacionar que o momento em que os clubes da capital resolveram passar de meros coadjuvantes em campeonatos de nível nacional, para algumas vezes protagonistas, passou pela construção dos estádios e o aumento de grandeza e expectativa em torno deles.

Claro que com o inteior é diferente! Mas vamos observar o Lajeadense, nas últimas duas temporadas, com o novíssimo estádio, conseguiu chegar sempre entre os melhores do estadual, não estando necessariamente perto da zona “rica” do futebol gaúcho, conseguiu fantásticos resultados, atraiu torcedores e novos sócios.

Estádio 19 de Outubro – Fonte: Ijuhy.com

Conclui-se que a renovação do patrimônio pode fazer um time pequeno saltar de qualidade, e tendo por trás uma boa gestão dessa nova casa, o clube tem tudo para crescer bastante.

Em Ijuí, a ideia de aposentar o Estádio 19 de Outubro é antiga, um estádio com muita história, mas com uma estrutura ultrapassada e decadente. O problema foi sempre o dinheiro, que na época em que a ideia da mudança nascia, ainda era o maior desafio do rubro ijuiense.

Mas com uma série de boas gestões, salários pagos em dia e com algumas boas campanhas pelo estadual, a diretoria do clube teve a grandeza e a coragem necessária para começar a planejar uma nova empreitada pela mudança de endereço.

O plano da construção da nova arena se passa pela venda do 19 de Outubro, que se localiza em uma área nobre do município, o terreno está avaliado em torno de 5 milhões de reais. Com essa venda, o clube usaria uma pequena parte deste dinheiro para pagar as dívidas que restam e usaria o resto para erguer o novo estádio em uma área mais afastada do centro da cidade.

O clube passa por um momento histórico, depois de sua melhor campanha em 24 participações no campeonato, o rubro ijuiense planeja a mais nova empreitada, uma nova casa para seu torcedor, com melhor conforto para a torcida e estrutura para os atletas, claro que sem esquecer dos memoráveis anos na “baixada”.

O projeto ainda não está pronto e depois de imagens que foram publicadas pela Hype Studio, a mesma empresa responsável pelo projeto do Beira Rio e da Arena, o clube admitiu que a mudança de endereço está sendo tratada pela diretoria e desconhece o projeto da “Arena Ijuí”.

A ideia original seria um estádio para em torno de 10.000 a 12.000 pessoas, nos padrões FIFA. O projeto da Hype é um estádio para 10.000 pessoas conforme o mesmo padrão, este seria o primeiro estádio do interior do Brasil a atender tal requisito.

Projeto da Arena Ijuí – Fonte: Hype Studio.

O estádio ficaria próximo a UNIJUÍ, num terreno pouco afastado do centro da cidade. Claro que tudo isso ainda especulação, a diretoria não sabe ainda onde o estádio será construído e negou qualquer projeto da Hype.

As imagens que foram publicadas deixaram a torcida esperançosa, de que algum dia, em algum futuro próximo, uma nova casa esteja sendo erguida entre as colinas de Ijuí. Para que o clube possa almejar voos mais altos, mas sempre com a mesma humildade e dedicação a cada nova competição.

João Pedro de Carvalho

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8 Respostas a O Sonho de uma nova casa…

  1. batista diz:

    e o que vai fazer o rio grande do sul crescer no futebol ,estrutura dos clubes, sempre…

  2. Hans diz:

    Só esperando o pessoal que gosta de sentar no cimento e levar saco de mijo na cabeça começar com o “essas arenas vão matar o futebol!!!”….

  3. #2

    Não precisa esperar muito, Hans. Assim como nada é 8 ou 80. Que o futebol já está mudando, se é que já não mudou, as arenas estão aí pra mostrar, a inauguração do Maracanã (?) também.

    Acho excelente que estádios sem as mínimas condições sejam substituídos por outros, mas não sei se “arenaspadraofifa”, ainda mais afastadas de um público que já não é atraído pelos clubes das próprias comunidades, vai mudar tanta coisa para os clubes do interior.

    Essa estrutura gera custos, custos esses que provavelmente os clubes não terão condições de suportar, sem contar que elevam o padrão de ingresso mínimo para patamares que o público certamente não vai querer gastar, ainda mais quem arrota caviar e despreza “esse lixo de gauchão”, frase ouvida a rodo vinda de torcedores da dupla grenal que no máximo simpatizam com o clube de sua cidade.

    Eu admito que prefiro um estádio como é o Jaconi – que também sei que está em condições muito melhores que a maioria no interior, sem destilar clubismo aqui – e ficar à distância dessas novas arenas, que pasteurizam o futebol.

  4. Flavio diz:

    #3: perfeita a colocação. Ninguém é contra melhorar as condições dos estádios. A pasteurização do futebol e do ato de torcer é que já estragaram (considero como consumado, e não como probabilidade) com tudo.
    PS: Em certos locais, a ainda insistente torcida se dirige à campo para um evento de certa forma comunitário, pois o estádio, em zona central ou em bairro populoso ou tradicional, faz parte do próprio cotidiano e geografia da cidade: Pelotas, Rio Grande, Santa Maria, Florianópolis e até Porto Alegre. Essa marginalização ou afastamento dos centros, apesar da afirmação de “não muito distante” ou de “fácil acesso” também preocupa, ao menos no Patropi, nu de sistemas de transporte popular eficiente.
    Robotização da tor

  5. Hans diz:

    #3

    Caro Franco

    Evidente que entendo teu posicionamento. Meu comentário, apesar de assumi-lo como sincero, tb tinha um tanto de mau humor proposital, pq sei q o Impedimento/TodaCancha virou uma espécie de trincheira anti-arenas. Posição esta que respeito, mas discordo com veemência.

    Tb evidente que não se espera estádio de custos impagáveis, mas estruturas que possam receber e atrair público – sempre considerando que público seria esse. Um Jaconi arrumadinho, até com uma área pra se torcer em pé, está ‘coisa mais linda e suficiente’. Acredite, perto da maioria dos estádios dos pampas, isso pareceria um oásis.

    O que eu não suporto, por ter vivido lá e vivenciado isso ‘in loco’, é gente usando a muralha amarela do Dortmund pra defender que o Carandiru é mais aconchegante que o Emirates Stadium. Talvez, como bem frisastes, um pouco desses ‘8 ou 80’ na pauta…

    E só pelo contraponto justo, da mesma maneira que tem gente que arrota caviar e despreza o gauchão, tá cheio de comentarista de blog que emite laudas e laudas ‘pró-cimento’ (desculpe o termo engraçadinho) mas só vai nas Castanheiras no 13 de setembro, quando a vó faz aniversário. Depois que a velha morrer, nunca mais.

  6. Alexandre Maciel diz:

    Tá, mas quem vai pagar a conta das “arenas padrão-fifa”?

  7. João Pedro de Carvalho diz:

    Pessoal, o que eu estou querendo dizer no texto, é de que a modernização ou completa construção de estádios é um meio de atrair mais sócios e torcedores… A partir do momento em que se têm uma certa quantidade de sócios pagando em dia, o preço dos novos estádios passa a ser pago assim. Além da possibilidade da exploração comercial da área do estádio com Naming Rights, lojas do clube e outras lojas… Bares, Restaurantes (claro em que sua devida proporção…). Além de que o novo estádio pode virar atração turística na cidade.

    Não estou defendendo a utilização do “Padrão FIFA” por completo, só comentei de que se a Arena Ijuí for construída, será o primeiro estádio do interior do país com tal condição.

  8. Gustavo diz:

    Nada contra a reformulação dos estádios, pelo contrário, agora em que mundo aquele projeto ali seja uma arena? Arenas são fechadas, assim como colocaram para o estádio do Lajeadense. Brasileiro é muito colonizado mesmo, leu sobre a Alianz Arena e agora quer uma igual, mesmo que seja apenas um estádio.

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