Caxias 2×1 Macaé/RJ, um jogo com a cara do Centenário

caxias capa

A estreia do Caxias na série C de 2013, nesta terça feira, foi recheada de ingredientes que por natureza deixam o já calejado torcedor grená de cabelo em pé: uniforme novo (o Caxias sempre se complica com camisa nova), tempo bom (se não chove em jogo do Caxias, desconfie) e estreia em competição nacional contra o Macaé, time que nos sapecou duas goleadas de 4 a 0 em 2012. Isso tudo aliado a nova cara do time do Caxias, que apesar de bons nomes, ainda não havia mostrado o seu cartão de visitas.

Antes de mais nada, quero louvar aqui a atitude da direção do Caxias, capitaneada por Nelson Rech Filho. A uma semana da competição, a direção definiu, para todos os jogos no Centenário, uma cota de ingressos populares. REALMENTE populares. cerca de 13 mil lugares a preços entre R$10 e R$5, basicamente o custo da partida. O Caxias volta pro seu povo, e em tempos de “arenização” do futebol, seguimos fortes com as charangas, sopros, bandeiras e populares folclóricos ficando muito loucos ao som de Foo Fighters:

 
 

Mas vamos falar do futebol: como relatei anteriormente, o sentimento de desconfiança natural do torcedor grená exigia uma atuação convincente. A torcida, que formava filas no lado de fora do estádio, não conseguiu ver o primeiro lance de perigo, uma cabeçada de Dener, raspando o poste do goleiro Luiz Henrique, do Macaé, logo aos 4 minutos. Dois minutos depois, em lance parecido, Tatá arrematou com perigo avalizando a boa postura do time em campo. Conforme o tempo passava, as chances de gol perdidas se somavam, fruto do domínio grená do meio do campo na partida. Porém, todos sabemos o que acontece com time que não faz. Aos 25 minutos, o minúsculo Ziquinha, entre os zagueiros do Caxias, aparou de cabeça o cruzamento de Jorge Luiz, deslocando o goleiro Douglas, do Caxias, e decretando o DRAMA que ronda o Centenário em dias de uniforme novo/estréia na série C/jogos contra o Macaé.

 
Foto: Juan Barbosa, Agência RBS

Foto: Juan Barbosa, Agência RBS

 

Assimilado o golpe, o Caxias partiu para cima do ferrolho carioca, que abusava da cera através do arqueiro Luiz Henrique. Boas articulações surgiram aos 39’, quando Zambi chutou pra fora, da entrada da área, e aos 44’, quando o fraquíssimo apitador Rodrigo Alonso Ferreira sonegou mais um pênalti claro, a exemplo do que ele tinha feito contra o Resende, no último jogo do Caxias pela Copa do Brasil 2013. Fim de primeiro tempo, vaias apenas pro mais-que-limitado arbitro, sinal de que coisa boa estava por vir.

E veio! Logo na primeira volta do relógio, a 1 minuto da segunda etapa, Dick, de cabeça, igualou o placar, após escanteio cobrado por Wallacer. Era o que precisava pra devolver a esperança aos corações grenás.

 
Foto: Juan Barbosa, Agência RBS

Foto: Juan Barbosa, Agência RBS

 A pressão, que já vinha desde o final da primeira etapa, se intensificou com a expulsão do zagueiro Edu Pina, após carrinho violento em Zambi. O jogo passou a ser em um campo só, com algumas estocadas do time carioca. O tempo passava, mais e mais oportunidades eram desperdiçadas enquanto a equipe adversária valorizava cada segundo parado, sem pressa. Entre bons chutes de Dick, a boa estreia de Charles Chad, que entrou no lugar de Tatá aos 14 minutos e mostrou que é sim um bom reforço e a também estreia de Tinga, não aquele, mas o nosso, e que parte pra cima do zagueiro quando pode, mais um pênalti de cartilha sonegado pelo juizão, para revolta geral da nação. Cleber Carioca deu uma gravata no zagueiro grená Tiago, que entrava na cara do gol, aos 36 minutos. A recompensa aos que persistiram no futebol veio aos 49 minutos da etapa final. Após escanteio cobrado por Wallacer, a fumaceira se fez na área carioca e Léo Korte, empurrando bola, zagueiros, atacantes, goleiros e torcida pra rede, decretou a vitória do Caxias. Alívio e alegria no velho e querido Centenário.

 
Foto: Juan Barbosa, Agência RBS

Foto: Juan Barbosa, Agência RBS

O Caxias volta a campo sábado, contra o Betim (MG), em busca da gordurinha essencial antes da parada para a Copa das Confederações. Depois de tantos anos de planejamento, investimentos e expectativas não correspondidas, que sabe agora, com novos ares, com as portas do Centenário escancaradas para o povo grená, a coisa não engrena? Esperança, a mais grená das palavras.  

Caxias 2×1 Macaé/RJ

Caxias: Douglas, Dick, Tiago, Léo Korte, Denner e Baiano; Alisson, Zé Mario – que foi muito bem, apesar de não ter sido citado na crônica, (Tinga, 31’/2°), Wallacer, Zambi e Tatá (Charles Chad, 14/2°). Técnico: Picoli.

Macaé: Luiz Henrique, Valdir (Zé Vitor, 15/2°), Cléber Carioca, Diego, Edu Pina e Gedeil; Lucas, Marcelo (Norton, 37/2°), Jorge Luis, Ziquinha (Jean 15/2°) e William. Técnico: Gerson Andreotti.

Cartões amarelos para Zambi e Léo Korte, pelo Caxias e Jorge Luis, William e Zé Vitor, pelo Macaé. Vermelho para Edu Pina, Macaé.Árbitro (fraco): Rodrigo Alonso Ferreira, bandeirado por Angelo Bechi e Alex dos Santos.

Tiago Zilli

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10 Respostas a Caxias 2×1 Macaé/RJ, um jogo com a cara do Centenário

  1. Corneta Sem Freio diz:

    Pelo menos o preço de R$5,00 atraiu um grande público hein? Tinha o quê? Umas 40 pessoas?

  2. Tiago Grená diz:

    Grande vitória, na raça e vontade, que a tempos não via no Centenário. Vitória de time que vai chegar. Quanto ao amigo corneta aí de cima, sem comentários… o cara não é homem nem pra colocar o nome e time que torce. Não divulgaram público e renda ontem, por olho devia ter umas 5 ou 6 mil. Muito bom tbm a volta da Forza Granata, em excelente número por sinal. Depois dos últimos jogos do gauchão com pouca torcida, é bom ter eles de volta com força.

  3. Gustavo diz:

    Tá achando ruim o preço do ingresso. Sempre tem quem se acha mais importante. Bem vindo esse é o clube do povo, se te sentes mal com isso compra um camarote, não vais te
    misturar com a gentalha. Tesouro!

  4. Guilherme Grená diz:

    A receita perfeita para rasgar um candidato a nova TOCA. Gol de mão aos 49 min do 2T e 3 pontos na sacola. Uma noite fria, regada a cerveja gelada, 2 espetinhos por R$7,00 e Dogão por R$5,00.
    O público, entre 5 e 6 mil, fez a festa. Agora que juizinho fraco…. três penals sonegados. Acho que esse juiz catarina deve levar estocada de caralho murcho!

    Sds grenás

  5. Gustavo diz:

    Para a corneta sem noção ali. Dominguera contra o Guarani já acredito em público bem superior. Se ganhar ou empatar fora então.

  6. Bruno Caldart diz:

    Pra começar, o juiz era o mesmo que apitou nosso jogo contra o Rezende, a CBF poderia escolher até a nona pra apitar,mas n esse juíz. Os três penaltis n marcados, a cera do macaé, como de costume. No final, a justiça no placar prevaleceu.

  7. Cássio diz:

    Baita jogo! E juizinho sem-vergonha.
    Só que terça, às 20h30, não adianta ingresso barato. Mas pela amostra de ontem, acho que no primeiro jogo em fim de semana vai dar um bom público.

    E que beleza tocar Foo Fighters no intervalo.

  8. Elias diz:

    Sofrimento e emoção. Isso é SER CAXIAS!

    Gostei da postura do time, mesmo quando levou o gol não se intimidou e continuou pressionando o macaé. Muita garra e persistência no segundo tempo. E a bola puniu depois de toda aquela cera ridícula do arqueiro do macaé, com um gol praticamente no ultimo lance do jogo.
    Quem não foi perdeu um grande jogo.

    Parabéns pra direção por proporcionar ingressos a preços populares que aliados a bons resultados teremos com certeza bons públicos nos próximos jogos.

  9. leandro diz:

    GRANDE VITÓRIA
    PARA MATAR OS SECADORES DO ALAGADO ALFREDO CHIQUERONES AKAKAKA
    TINHA 5000 PESSOAS SIM

  10. ricardo diz:

    para começar belo texto meu veio……e outra como é bom ir no CENTENARIO, minha casa…..
    o time totalmente diferente do gauchao, está com cara de um time vencedor, direçao tb parebens pelo ingresso, tinha em torno de 5 mil pessoas.
    qunato ao corneta so falo uma coisa, coitado…
    e forza granata está de parabens pela volta, eles tem q ir p geral, ai ninguem segura

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