Como num típico romance: trajetória sofrida com final feliz

phpThumb_generated_thumbnailjpgNuma característica noite de INVERNO caxiense, com direito a uma SENHORA cerração, os casais papos sofreram até o final neste Dia dos Namorados que passou. Mas terminaram como em todos aqueles filmes de amor: felizes!

A peleja foi mesmo de DOER. BRABA. HORROROSA. Algo desmotivador para o mais motivado casal jaconero. Isso quando foi possível ver a cor da bola (por sorte, LARANJA, talvez a única ocasião em que uma bola assim se justifique nesse país) sob a dominação do forte NEVOEIRO que tomou conta dos iniciais 45 minutos no Alfredo Jaconi.

Pisando na cancha sem surpresas, com o volante Chicão permanecendo na lateral-direita (Spessatto segue de molho e Murilo ainda precisa adquirir ritmo de jogo após recuperar-se de lesão) e seguindo com o QUARTETO FANTÁSTICO, formado por Diogo Oliveira, Rogerinho, Bergson e NÊGO Zulu, o Esmeraldino tinha pela frente uma equipe que, se pudesse ser temida de alguma forma, somente seria pelo dono de sua CASAMATA: EL VERDUGO Paulo Turra.

Embalado pelo triunfo na estreia e com a CONFIANÇA que um histórico de quarenta e oito jogos sem perder em seu reduto lhe concede, qualquer resultado que não fosse a vitória sobre os marinheiros da SEGUNDA DIVISÃO do Catarinense (com todo o respeito, mas né…) era pra ser considerado um fracasso.  Porém, toda essa TEÓRICA soberania não se confirmava dentro das quatro linhas. Além do tempo fechado, o Clube Náutico Marcílio Dias também armava sua retranca, não possibilitando que o quarteto ofensivo alviverde realizasse a criação de jogadas, até então frequentemente vistas no TARSÃO 2013.

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Com um gramado PRA LÁ de escorregadio, o drama ficava entre os atletas papos conseguirem dominar uma bola ou Rogerinho parar em pé a cada tentativa sua de ataque. O Zorro Zulu até tentava realizar o chamado PIVÔ, recebendo de costas e tentando abrir para alguém que viesse de trás. Porém, os passes teimavam em não saírem corretos e, em todo o primeiro tempo, pode-se dizer que o Papo ficou à mercê das tentativas de jogadas de linha de fundo do camisa 10 Diogo Oliveira. Que, aliás, faz jus ao número que carrega nas costas.

A primeira etapa tinha TUDO para ter no placar o que até então era visto dentro de campo. Mas eis que, aos 41 minutos, numa falta do MEIO DA RUA, o lateral marinheiro André Luiz soltou a PANCA e abriu o placar para o Popeye Catarina. Fernando, certamente duvidando das capacidades do rapaz, além de colocar apenas um homem na barreira (ok, pela distância, normal até), somente ficou OLHANDO a gorducha passar rente ao seu lado e dormir nas redes. Não quero desmerecer a baita cobrança do lateral, mas fiquei com a sensação de que, se o Fernando quisesse, dava pra pegar aquela bola tranquilamente.

Sob uma SONORA VAIA, pouco depois os comandados de Lisca deixavam o gramado.

Já sem a CHATA cerração que tanto atrapalhou os papos presentes no estádio – que, LOGICAMENTE, eram longe dos 10 mil (?) até então esperados pela direção -, o Ju voltava sem nenhuma alteração. E essa “sem nenhuma alteração” valeu também para a atuação dentro de campo. Apesar de mais incisivo, a chamada LIGA entre os atletas alviverdes não acontecia e o time ficava na dependência ora de bolas alçadas à área, ora das finalizações, quase sempre travadas, de Bergson.

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Enquanto isso, do outro lado, a equipe do cada vez mais CARRASCO Paulo Turra ia tentando escapar em rápidos contra-golpes. Em um desses, o atacante marcilista (não sei exatamente qual) deixou o BEQUE Diogo sentado e invadiu a área com extrema facilidade. Na hora do cruzamento, ele colocou rasteiro e, passando por toda a zaga esmeraldina, acabou saindo pela lateral, faltando apenas o pé do chamado homem-gol para dobrar o CRIME.

Se as investidas jaconeras vinham quase sempre por cima, foi por lá que Zulu quase deixou tudo igual após boa cabeçada. O Z9 adiantou o zagueiro e testou a gorducha, passando muito perto da baliza adversária. Seria um sinal do camisa 9? Talvez. O certo é que Itaqui, recém egresso do banco (Romano fora sacado), viu a bola pipocar em sua frente e não pensou duas vezes antes de soltar a canhota para a boa defesa do arqueiro Silvio. Porém, o goleiro de uniforme de Playstation se enrolou todo para segurar a redonda e EL IMPERDONABLE Zulu deu um simples toque na gorducha para, após beijar o travessão, dormir na rede adversária e dar um ÂNIMO à até então DESANIMADA papada.

O apoio vindo das bancadas aumentou e, com as entradas do prata da casa Gustavo e do atacante Douglas, o Papo deu uma certa melhorada. Diferentemente do primeiro tempo, quando Rogerinho (nem tanto BLACK MESSI assim ontem) conseguiu a proeza de mandar todos os escanteios por baixo, o Ju levava perigo nas cobranças de canto muy bem executadas por Itaqui. Aliás, o ex-grená, no meu ver, foi um dos principais responsáveis pelo resultado final da partida. Improvisado na lateral-esquerda, o atleta apareceu para o jogo e assustava o Marcílio Dias com a sua calibrada perna esquerda.

Apesar disso, o Papo não conseguia furar o bloqueio dos catarinas. Os principais lances seguiam sendo nas bolas levantadas na área. Bergson até tentava, na sua ousadia tradicional, realizar algo diferente, assim como o maestro Diogo Oliveira.  Entretanto, ambos não conseguiam êxito.

O 1 x 1 no placar já ia conformando a papada que, mesmo não esperando aquele resultado, sabia que o empate até então somado à vitória na estreia não era dos males o pior. Muitos até já deixavam o Jaconi.

Mas os que permaneceram viram, nos LONGÍNQUOS quarenta e oito minutos, a tão esperada VIRADA. Após escanteio cobrado por Itaqui – e não tinha como ser de outra maneira -, a pelota ficou PERERECANDO dentro da pequena área, até encontrar o pé dele: o homem que está no lugar certo e na hora certa. O artilheiro esmeraldino na competição, Zulu, como num replay do seu primeiro tento, deu mais um simples toque, sendo o suficiente para tirar do guapo e colocar a gorducha dentro do gol marcilista. A virada estava feita e a papada explodia em alívio, sabedora que só ela como é importante não desperdiçar pontos em casa.

Aliás, sobre ZULU, ‘apenas’ mais uma informação: os dois gols de ontem, somados aos anteriores CINQUENTA (52 gols em 102 jogos com a camisa alviverde), confeririam a ele a façanha de ser o MAIOR artilheiro do Juventude dos últimos 20 ANOS, superando nomes como Mário Maguila, centroavante símbolo do acesso à série A em 1994, e Mendes, de passagem marcante pelo clube na década passada. 

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Assim, o Papo vai à parada para a Copa das Confederações na liderança. Com seis pontos, cinco a mais do terceiro colocado (Marcílio Dias), a classificação parece encaminhada. Somente dia 07/07 é que o Ju volta a campo, desta vez diante do Villa Nova, em Minas Gerais.

Feia a peleja de ontem? Ah, meus amigos… na Série D, o bonito é VENCER!

Ficha técnica:

Juventude (2): Fernando; Chicão, Rafael Pereira, Diogo e Romano (Itaqui); Fabrício, Jardel (Gustavo), Diogo Oliveira e Rogerinho (Douglas); Bergson e Zulu. Técnico: Lisca.

Marcílio Dias (1): Silvio; Felipe Correa, Edimar, Basso e André Luiz; Xipote, Patrick, Toni (Tardelli) e Sidnei; Pedrinho (Mineiro) e João Paulo (Rodrigo Jesus). Técnico: Paulo Turra.

Arbitragem: Fábio Filipus (PR), auxiliado por Luciano Roggenbaum (PR) e Edilson Frasão Pereira (TO).

E tenho dito,

Pedro Torres

(as fotos são do Jornal Pioneiro e do sítio do clube)

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4 Respostas a Como num típico romance: trajetória sofrida com final feliz

  1. Franco Garibaldi diz:

    “na Série D, o bonito é VENCER” –> frase mais do que real

    que vontade de estar lá ontem. enquanto isso, tinha que me virar com a net fora do ar e contar com a boa vontade do 3g pra conseguir ouvir o segundo tempo apenas.

    agora é aproveitar a tranquilidade desses quase 30 dias sem jogos e arrumar ainda mais o time. além dos demais terem esse mesmo objetivo, o ju tem que se ligar que, mesmo importando apenas a vitória, não dá pra dar chance pro azar como ontem.

    são mais 10 jogos (6 da fase classificatória e 4 de dois mata-mata) pra finalmente voltar pra C. nesses próximos 6 jogos, precisamos de ao menos 6 pontos pelas tabelas dos anos anteriores. o negócio é conseguir essa pontuação logo e seguir embalados, sem jogos da vida como no ano passado.

    treinar, treinar, reforçar se for possível ainda, comemorar os 100 anos e voltar com tudo pra d na volta dessa parada. belo texto, pedrinho!

  2. PapoJuve diz:

    VAMOS JUVEEE

  3. Luhcas diz:

    Só uma correção, o segundo gol veio de uma falta e não de um escanteio.

    Não jogamos bem o primeiro tempo ontem porém, com muita garra, conseguimos virar o jogo no último minuto.
    Se não fosse o rei Zulu, que sempre está onde tem que estar, nós estaríamos encrencados.

    DALE PAPO!!
    ESSE ANO VAI!!

  4. Lisandro André Ló diz:

    Valeu papo.

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