Um oxo na cerração? Não faz mal!

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No dia em que as canchas conseguiram rivalizar com os motéis na preferência dos viventes, sob um SERENO daqueles de atacar a SINUSITE do bagualedo, Brasil de Farroupilha e Aimoré deixaram o PULLOVER feito pela avó de lado e se estapearam em jogo atrasado da Divisão de Acesso de 2013.

O embate havia sido remarcado porque na data original em que tudo ocorreria, faltavam condições de segurança porque a Brigada Militar não dispunha de efetivo para atender ao jogo e também aos festejos relativos a Nossa Senhora do Caravaggio, tradicional procissão que reúne bastantes devotos na terra das MALHAS.

Então restou aos rubroverdes e aos alviazuis se engalfinharem mesmo no dia em que os guapos e guapas recorreram aos CREDIÁRIOS para trocar REGALOS uns com os outros. Mas o pessoal farroupilhense não demonstrou estar muito afeito nem aos bons sentimentos e nem aos valores cristãos.

Antes da partida, a delegação capilé teve de estacionar o BANZO, que transportava a TURMA, longe da entrada das CASTANHEIRAS. Tudo por BIRRA dos donos do bolicho, a fim de causar um clima peleador para o encontro. E ainda colocaram a imprensa, que não era nativa da terra do DRAGÃO, em cabines estranhas situadas às bandeiras de escanteio. WTF?

Quando a esfera finalmente foi conduzida à UMEDECIDA grama do estádio com o muro de TIJOLOS À VISTA mais convidativo da Galáxia, o que os cerca de 300 transeuntes presentes observaram foi um Aimoré bem postado e organizado.

A equipe do tio Bem Hur ENCINA Pereira não exerceu nenhuma pressão sufocante e BOÇAL, mas também não se retraiu. Seguindo aquela velha máxim  que você já deve ter ouvido ZILHÕES de vezes daquele seu tio barrigudo que conta histórias da várzea de ARARICÁ: “O time só tem que sair na boa”. A premissa foi respeitada e os tribais atuaram assim.

Logo aos 10’ decorridos, Jean Paulo foi derrubado ACINTOSAMENTE (COELHO, Arnaldo César) na área rubro-verde e o apitante fingiu que não viu. O mais grave foi que o atacante azul afirmou aos microfones na saída para o intervalo que o FIDALGO do apito ainda lhe disse: “Estou te devendo um pênalti”. Absurdo.

Os serranos, por sua vez, optaram por AMONTOAR meias ofensivos. O intuito era de reter e trabalhar a AMOROSA perto da área guarnecida por deuses e entidades da TABA. Fabiano GADELHA, com uma cátedra apreciável, tentou munir seus companheiros com passes e lançamentos ardilosos. Num destes, o porteiro Rafael foi obrigado a intervir para evitar uma tertúlia dos nativos.

O Cacique da Taba deu o troco em jogada rápida pela direita. Alex Herber fez o passa a Mikael, este AMACIOU para Japa. O “conterrâneo” de TORA TAKAGI acionou a subida de Evandro e o volante invadiu a área, mas na hora H, o chute não foi tão intenso e Carlão agarrou.

Comprovando que a arbitragem era deveras ruim, o comandante brasileiro impetrou reclamações sobre o fato do TIO estar longe dos lances e dos bandeiras não estarem A PAR do que estava ocorrendo no gramado. E a soma dos impropérios ditos por Leandro Machado com a má disposição do juiz só podia resultar em uma expulsão do DT MOBILIEIRO.

Alguns minutos após, na última investida da primeira parte do jogo, Xaro fez boa jogada pela esquerda, adentrou a área em diagonal e só foi parado pela saída ABAFADORA de Rafael. Posteriormente, a defesa indígena mandou a bola em GALÓPOLIS para afastar o perigo em definitivo.

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Fomos ao intervalo e toda, eu disse TODA a coletividade MALHEIRA foi reclamar com o trio de arbitragem. Esse clima tenso só foi amenizado pela HARMONIA que há em uma cancha que vende quentão aos seus presentes, assim como há uma copa localizada num ginásio do outro lado da rua do estádio, aonde vendem bebidas e quitutes aprazíveis. Sim, ainda há esperança.

Já com o centroavante Rafael Xavier no lugar do apagado Ruy Netto, o Brasil veio a frente com GANAS no início do segundo tempo. Após cobrança de escanteio feita por MIRO BAHIA, a querida pererecou por todos os lados e sobrou com o recém egresso RX, o jovem desviou a moganga que morreu na rede pelo lado de fora.

Como resposta, um tal de Jonas Bouvie resolveu dar o ar de sua graça. Este homem, que atende pela ALCUNHA de Japa, driblou Xaro, deixou ÁVALOS na saudade e tocou para Mikael. O jovem leopoldense tentou dar um tapa DERRADEIRO na INGRATA e o goleiro Carlão operou uma ação VITAL para evitar o tento dos Índios Capilés.

A intensidade continuou, em subida pelas bandas dos TRONCOS CASTANHAIS, Gadelha cruzou e o homem da faixa no cabelo foi obrigado a estapear a PELOTA para fora. O cérebro da MEIUCA rubroverde estava com tudo, aos 21’, ele fez um ESTRAGO na defesa azul e arrematou, o capim não balançou porque Rogério afastou o perigo.

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Passando a bater de longa distância, os índios só conseguiram amedorntar em chute de Evandro que o guapo serrano fez firme defesa. Como TRÉPLICA, Tiago Renz cobrou bem falta da entrada da área e Rafael fez grande defesa. A partir disso, cessaram as investidas dos mandantes.

Tudo passando pela IMPECÁVEL partida de Jésum e Rogério na GUARITA defensiva. A nota triste fica pela lesão de Rafael Xavier, o jogador saiu URRANDO de dor. Há suspeita de lesão nos ligamentos do joelho do rapaz.

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Ainda deu tempo para o empresário TEMAKENHO Rodrigo Galvão arrematar para fora com o pé direito, sendo esta a última chance do time DEL CRISTO REY na peleja.

O que ficou de positivo foi a postura indígena. O time mesmo quando sofreu uma pressão forte, não recuou. Jogou com sabedoria e praticidade, isso que nem falo na manutenção da liderança da chave A. Já a situação para o Brasil é complicada, além de vencer os dois jogos restantes, o time CORTIANISTA terá de dar uma secada marota na concorrência.

O próximo compromisso do escrete leopoldense será contra o Farroupilha no próximo domingo, no Monumental do Cristo Rei. Para o rubroverde, a próxima disputa será contra o Avenida, nas Castanheiras no mesmo dia. As duas partidas serão às 15:30.

Ficha técnica:

Local: Estádio das Castanheiras – Farroupilha

Arbitragem: André Cieslak, auxiliado por Leirson Martins e Sedenir Martins.

Cartões amarelos: Gadelha e Xaro (B); Jésum, Toto, Faísca e Japa (A).

S.E.R.C.Brasil: Carlão; Tiago Machado, Héberson, Ávalos e Xaro; Alexandre, Miro Bahia, Ruy Netto (Rafael Xavier) (Peirone), Tiago Renz e Fabiano Gadelha; Geraldo (Diogo). Técnico: Leandro Machado

C.E.Aimoré: Rafael; Alex Herber, Jésum, Rogério e Alex; Toto, Evandro (Luanderson), Faísca e Mikael (Rodrigo Galvão); Jean Paulo (Da Silva) e Japa. Técnico: Ben Hur Pereira

Conclamando a torcida Capilé para termos 3 mil Índios na Taba para o próximo domingo,

Natan Dalprá Rodrigues

Publicado em Aimoré, Brasil de Farroupilha, Divisão de Acesso 2013, Série A2 2013 com as tags , , , , , , , , . ligação permanente.

2 Respostas a Um oxo na cerração? Não faz mal!

  1. Luísa Cauzzi Brocco diz:

    Aimoré sempre mostrando como jogar um bom futebol, mais uma vez não decepcionou! Parabéns também ao texto muito bem escrito e de boa leitura do jornalista Natan!

  2. Fábio Torres diz:

    Baita texto, Natan! Além do futebol “chambão” também podemos dizer que há esperança nas letras rio-grandenses. Sério, baita texto…

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