Do tamanho de um trem

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Na região metropolitana desses PAGOS, um trem corta a BR-116 e desafoga o trânsito da região. Corta, inclusive, a cidade de São Leopoldo, terra do ÍNDIO CAPILÉ. Na noite da quarta-feira, o trem DESCARRILOU rumo ao centro do Estado e passou por cima do Inter-SM.

A goleada de 4 a 1 imposta pelo Aimoré sobre os comandados de Badico foi algo inesperado, mas justa pelo que as equipes apresentaram dentro de campo.

Na Boca do Monte, terra dos ferroviários, o Aimoré conquistou e voltou para São Leopoldo com uma vantagem digna dos COMBOIOS que PERPASSAM diariamente em sua cidade.

Do tamanho de uma LOCOMOTIVA foi também a atuação do atacante JAPA. Desde o início do jogo, o LÉPIDO artilheiro do campeonato incomodou a defesa rubra, que teve de pará-lo com faltas. Outro aimoresista que deu trabalho à zaga colorada foi FAÍSCA, que incessantemente levava perigo ao gol defendido por Jair, que voltava de suspensão.

Parecia, de fato, que o time colorado carregava um TREM amarrado às costas de cada jogador. A naturalidade trazida pelos leopoldenses rapidamente envolveu o Inter-SM, que parecia não se encontrar em campo. E ficou ainda mais desnorteado quando o lateral direito Douglas Tuchê, único ponto de DESAFOGO do time, deixou o campo sentindo uma lesão na coxa esquerda.

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Muito maior que qualquer VAGÃO era a decepção do atleta do FLANCO no intervalo. Sozinho, cabisbaixo e às lágrimas no banco de reservas, era o retrato de um time abatido, numa noite que nada parecia dar certo. Com a saída de Tuchê, Badico optou por um 3-5-2, que deixou o time com ainda mais dificuldades em campo.

Deve-se registrar também a CÁTEDRA casamateira y estrategista de Ben Hur Pereira. O comandante alviazul segurou Alex Herber no campo defensivo para evitar que Wesley, um destes alas fagueiros do futebol MODERNO, fosse ao fundo do campo.

Aos 30 minutos, o árbitro Jean Pierre Lima não viu o que até os moradores dos prédios em volta da Baixada viram. Como uma MARIA-FUMAÇA desgovernada, Luis Henrique solou o XARÁ Luís Fernando dentro da área, mas nada de pênalti para o Inter-SM.

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Quando tudo rumava para um primeiro tempo sem gols, o ataque do Aimoré passou como um TREM BALA pela direita, nas costas do  supracitado Wesley, e Japa complementou de primeira para inaugurar a noite INFERNAL da Baixada. Restou aos capilés dizer ARIGATÔ para o homem que divide a artilharia do GRILLÃO com Aylon.

Na volta do intervalo, lançando a campo o CURINGA Arpini para dar velocidade, o alvirrubro até ameaçou. Mas tanto o arqueiro Rafael quanto os CAVALARIANOS Jésum e Luis Henrique estavam atentos e não deixaram a frente centrista, especialmente Paulinho, se criar.

Marco Antônio chegou a fazer alguns viventes presentes à Baixada Melancólica ter uma certa dose de esperança na reação, quando arrematou forte ao lado da meta. Só que aos 15′, Valença cometeu pênalti em Mikael. Alex conduziu sua perna SINISTRA à marca da cal e bateu com CATEGA, fazendo dois a zero para os BLUES.

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Quando tudo parecia destinado apenas à DESOLAÇÃO, a esperança voltou à marca onde mais esteve no jogo contra o União-FW: na marca da cal! LH4 abriu a maleta FERRAMENTEIRA e calçou Marco Antônio dentro da área. O tio ASSINALOU na hora!

O próprio Valença relembrou aos torcedores o jogo onde três pênaltis não foram suficientes para tirar a classificação colorada e novamente se INFLAMARAM os ânimos no Presidente Vargas. A batida forte e convicta do BEQUE alvirrubro pôs novamente os homens de BADICO na peleia.

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Lançando-se ao ataque com a VORACIDADE da hora do RUSH na BR-116, o colorado cedeu ao Aimoré os espaços que não se encontram nos vagões do TRENSURB às seis da tarde: no contra-ataque mortal de quatro AZUIS contra apenas um vermelho (que nessa noite atuava de branco), Evandro bateu com CAPRICHO na saída do guapo vermelho e se colocou no placar o três a um que já era mortal.

Para concretizar a DERROCADA, após cobrança de CÓRNER, a bola sobrou limpinha para Da Silva só empurrar pro fundo da rede de Jair, juntamente com as ÍNFIMAS chances coloradas de seguir na competição. Já os capilés estão com as duas mãos na vaga para as semifinais.

Ao fim do jogo, a torcida reconheceu o ídolo Badico, que mais uma vez teve seu nome gritado nas arquibancadas, na maior rotina que a Baixada viu neste ano. O treinador fez questão de exaltar a postura de um grupo jovem e esforçado durante toda a Divisão de Acesso.

Em clima de despedida, o Inter-SM viaja à terra do Índio Capilé onde, no próximo domingo, utilizará na ESTAÇÃO SÃO LEOPOLDO o que deve ser o seu último BILHETE – já devidamente rasgado e sem qualquer validade – na busca pela Primeira Divisão.

O Aimoré espera receber seu maior público do ano no próximo domingo, às 16 horas, no Estádio Cristo Rei. Ingressos antecipados a 10 DILMAS estão sendo vendidos na cidade em pontos estratégicos como o SENADINHO Bar. O clima é de alegria, mas também de “nada está ganho” pelos lados da TABA ÍNDIA.

Ficha técnica:

Local: Estádio Presidente Vargas – Santa Maria/RS

Data: 26/06/2013

Arbitragem: Jean Pierre Gonçalves de Lima, auxiliado por José Eduardo Calza e Elio Nepomuceno de Andrade Junior.

E.C.Internacional: Jair; Douglas Tuche (Rossi), Betão (Arpini), Valença, Wesley; Carlos Heitor, Natan (Josias), Luis Fernando, Altiere, Paulinho e Marco Antônio. Técnico: Badico.

C.E.Aimoré: Rafael; Alex Herber, Jésum, Luiz Henrique e Alex; Luanderson, Evandro, Faísca, Mikael (João Paulo); Japa (Rogério) e Jean Paulo (Da Silva). Técnico: Ben Hur Pereira.

Cartões Amarelos: Betão, Luis Fernando (I); Luis Henrique, Faísca, Evandro (A).

Sem qualquer esperança,

Nicholas Lyra

Mais ardoroso na fé da volta à elite do que nunca,

Natan Dalprá Rodrigues

Fotos: Radar Esportivo/UFSM, Fernando Veiga, Fernando Ramos e do www.indiocapile.com.br

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