O chocolate não poderia ser em outro lugar, senão na terra do doce

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Poderia ser apenas mais um 30 de junho, mas era o dia de vida ou morte pro Periquito Santacruzense. Com uma mínima vantagem construída na quarta-feira, o time de Beto Campos rumou já na sexta até Pelotas pra encarar o caldeirão do Bento Freitas na tarde do domingo. Ainda no sábado, a equipe treinou no campo do LOBO, mas apenas no domingo descobriria que pisar em campo de Série A, apenas em treino mesmo.

O Periquito entrou em campo precisando apenas segurar o empate e podendo até mesmo sofrer um gol e levar a decisão para as penalidades, mas o que se viu dentro das quatro linhas foi um baile da equipe do saltitante Rogério Zimmermann. O show que começou nas arquibancadas com a massiva e animada torcida rubro negra, teve continuidade dentro de campo. Em uma tarde inspirada de dois velhos conhecidos na terra da Oktober, Éder EL LOCO Machado e Alex Amado, os habitantes da terra do doce, não tiveram dificuldade alguma pra depenar o Periquito.

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Bastou Márcio Chagas soar o apito inicial para que o índio começasse com as flechadas pra cima do Periquito. Já com dois minutos da gorduchinha rolando, Vanderlei era obrigado a operar seu primeiro milagre diante de Éder Machado. Do outro lado, o Avenida seguia com dificuldade nas finalizações, chegando ao ataque, mas perdendo a bola antes de qualquer esboço de conclusão.

Os poucos torcedores do Avenida que encararam os 280 km de estrada até Pelotas no ensolarado e ventoso domingo, incluindo essa que vos fala, não viram nenhuma novidade em campo.

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O time seguia atrapalhado, sem EMBANANANDO com a bola, sem afetividade no ataque e com falhas bizarras em todos os setores. O Brasil, como bom aproveitador de oportunidades e mostrando que faria o TEMA DE CASA, seguia subindo ao ataque e assustando o torcedor alviverde a todo momento. Já aos 30 minutos de bola rolando, após cobrança de falta, EL LOCO encosta o PORONGO na redonda e abre o marcador. Cinco minutos depois, Luis Muller cobra tiro de meta e a ATRAPALHADA zaga do Avenida não tira, o ligeirinho Alex Amado pega a redonda, ainda dribla Teda (o que não é uma missão difícil) e estufa a rede pela segunda vez na tarde.

O jogo seguiu com pressão dos anfitriões até o fim da primeira etapa. Era intervalo e o Avenida precisava arrumar a casa.

Precisava do verbo não arrumou, times em campo novamente e a situação era a mesma, quem seguia na pressão era o Xavante. Tentando adiantar a equipe, Beto Campos colocou Luis Fernando no lugar de Teda, o que só piorou a situação porque mesmo o camisa 16 dando mais movimentação, o espaço para Alex Amado no ataque aumentou e estava escrito que o terceiro gol sairia em breve.

Não tardou, muito menos falhou. Aos 15 minutos da segunda etapa, o pesado Éder Machado driblou a TORRE Anderson Seffrin e fez a bola dormir no fundo da rede novamente. Três minutos depois foi a vez de Marcelo Oliveira ser driblado pelo camisa 9 do índio, e o Avenida levava o terceiro gol de Éder Machado e o quarto do Brasil na ventosa tarde no Bento Freitas.

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Os visitantes seguiam com TAMANHA dificuldade na criação e conclusão de jogadas, precisando contar com o camisa 6 do Xavante pra marcar seu gol de honra, após cruzamento de Mano e falha de Gavião, o homem rubro negro mandou contra sua própria rede. 22 minutos do segundo tempo e o placar já era de 4 x 1, pra festa da torcida Xavante que dava show na Baixada.

Mas ainda restava a flechada final, quatro minutos depois do quarto gol, Mano derrubou Alex Amado dentro da área e o mesmo camisa 6, Rafael, teve a chance de se redimir. Na cobrança de penalidade marcou o quinto gol do Brasil.

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Eis que aos 33 minutos do segundo tempo, nosso ESTIMADO camisa 9, Gavião deu seu primeiro chute a gol na partida, pra defesa do arqueiro rubro negro. O chocolate na terra do doce só não foi maior porque o Avenida tem Vanderlei no gol, sem sombra de dúvidas, o nome do ano nos Eucaliptos. Além dos gols sofridos, o arqueiro ainda operou no mínimo mais três milagres nos noventa minutos.

Tão nítida a superioridade dos donos da casa, que Márcio Chagas sequer deu acréscimos. Aos noventa minutos ele apitou o fim da partida e o fim da participação do Avenida na Divisão de Acesso 2013.

Do lado do Avenida é chegada a hora das dispensas nos Eucaliptos. Espero que algumas despedidas sejam definitivas, pois no ano em que teremos o co-irmão galo carijó como companhia na Divisão de Acesso, não quero pagar pra ver Gavião, Teda, Pierre, Mano e cia ltda em campo.

Já o Brasil de Pelotas já encara o Santo Ângelo na quarta-feira, em primeira partida pela semifinal, no Bento Freitas, as 19 horas com transmissão da TvCom.

FICHA TÉCNICA
QUARTAS DE FINAL – DIVISÃO DE ACESSO
BRASIL 5X1 AVENIDA

BRASIL
Luiz Muller; Tiago Rannow, Fernando Cardozo, Cirilo e Rafael Forster; Leandro Leite, Washington, Maicon Sapucaia e Cleiton; Alex Amado e Éder Machado (Gustavo Papa). Técnico: Rogério Zimmermann

AVENIDA
Vanderlei; Teda (Luís Fernando), Marcelo Oliveira, Anderson Seffrin e Marciel; Nunes, Carlos Alberto (Pierre), Fábio Pinho e Alexandre; Lucas Podadeiro (Deivid) e Gavião. Técnico: Beto Campos

GOLS
BRASIL: Éder Machado (29/1ºT, 15/2ºT e 18/2ºT), Alex Amado (34/1ºT) e Rafael Forster (26/2ºT).
AVENIDA: Rafael Forster, contra (22/2ºT).

CARTÕES AMARELOS
BRASIL: Gustavo Papa e Rafael Forster
AVENIDA: Marciel e Deivid

ARBITRAGEM

Márcio Chagas da Silva, auxiliado por José Antônio Franco Filho e José Eduardo Calza.

LOCAL E DATA
Domingo, 30 de junho de 2013 – Estádio Bento Freitas, Pelotas

HORÁRIO
15H30

 

(As imagens são do site oficial do Brasil de Pelotas, salvo a da torcida do Avenida)

Agora nove meses sem ver o time em partida oficial,

Sabrina Heming

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3 Respostas a O chocolate não poderia ser em outro lugar, senão na terra do doce

  1. Marlene diz:

    O Avenida mesmo tendo tomado 5 gols foi guerreiro e enquanto o Brasil não havia feito o quinto gol, nós Xavantes, estavamos apreensivos pois sabíamos que mais um gol do Avenida ficariamos fora.Avenida está de parabens, fez o que pôde mas no Caldeirão, mesmo não estando lotado,nossos jogadores ficam a todo gas. Agradecemos os elogios a nossa torcida.

  2. Franco Garibaldi diz:

    Bah, gelei ao ler o nome do ‘apitador’ ali no terceiro parágrafo…

  3. Pingback: Samuel, bom de chute | Toda Cancha

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