Do profundo grotão que leva à Série A, vem a correnteza que nos conduz à esperança de um futuro azul

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Todas as comportas do reservatório que é guarnecido por SÃO PEDRO devem ter sido abertas durante o último domingo. Em todas as querências, a tormenta apareceu de forma inapelável. E junto surgiu também aquela CLÁSSICA umidade que faz com que as paredes das residências dos tauras fiquem MOLENGAS de tão AQUALISAS (ns).

Esse cenário inundante y lamacento foi a moldura fática mais invernal possível, trazendo consigo mais valor ainda ao confronto entre Aimoré e Ypiranga.

O jogo, válido pela segunda partida da semifinal do segundo turno do ROSSETÃO 2013, esteve até mesmo sob risco de ser suspenso. Haja visto que, com a chuva torrencial que despencou sobre as cabeças da tchurma de São Léo, os vestiários ficaram totalmente inundados.

Alguns caminhões da AUTARQUIA leopoldense que cuida dos serviços de água e esgoto foram necessários para que o líquido sagrado fosse SUGADO dos balneários e, com isso, pudéssemos ver o pessoal chutar o leitão, que não estava à pururuca,  na lama.

Chegamos bem cedo às dependências aprazíveis do Estádio João Correia da Silveira, sendo que os hercúleos cancheiros Canários, apesar de algumas GALHOFAS por parte de alviazuis, foram muito bem recebidos. Tendo esta sequência de fatos o seu ápice quando a dupla composta por “El guapo” Kochhann e “Sharlei” Giaretta foram receber e alentar os atletas ypiranguistas na chegada do BUSÃO erechinense.

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O ISENTO Franco Garibaldi trouxe toda a sua parcimônia gringa (ns) à terra dos alemães para fazer a auditoria do que estava por vir. Seguindo o histórico daqueles que dão CHANCELAS de validade nos programas televisivos, IL MULO disse: “Ok” e tudo transcorreu serenamente.

Após desfrutar do líquido obtido primordialmente através de água com cevada na assaz bem localizada BODEGA indígena que fica na entrada do clube aimoresista, os quatro intrépidos representantes do IDEAL clubístico-municipalista adentraram à CANCHA.

Após todos se colocarem em seus respectivos espaços, ainda com muita chuva caindo nas PALETAS, a peleia começou. Foi impossível não sentir um ar nostálgico de uma época que não vivemos (rs). Lama, poças que ditaram o RITMO do jogo, friaca, aquele VELHO clima de campeonato sul-riograndense de RAIZ deu o seu olá para nosotros.

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Bastou a querida começar a ficar ILHADA no pântano que se formou na relva para que o escrete do Alto Uruguai mostrasse que estava se sentindo em casa. Com mais volume de jogo e surpreendentemente adaptado às condições MUNDANAS, o Y.F.C. concentrou seus intentos ofensivos pela banda direita de ataque.

Em um erro de posicionamento do lateral Alex (guarde esse nome), Faísca cometeu uma falta. Almir cobrou forte no VUCO-VUCO e o guapo leopoldense fez grande defesa. A bola foi afastada e, em seu retorno à zona do CAOS, Guto bateu ao lado da meta.

O Cacique não conseguia de jeito maneira sair para o jogo. Insistindo em toques ESPANHÓIS e sem a colaboração da PLUVIOMETRIA, Mikael, Faísca e Evandro não encaixavam alguma jogada melhor concebida.

Celsinho, Almir e Nicolas ENLOUQUECERAM a vida do lateral-esquerdo azul, mas LH4 estava sempre atento na cobertura, ESPANANDO tudo e mais pouco. Todavia, em uma jogada individual do talismã erechinense, Nicolas, este invadiu a área e só não fez o gol porque o arqueiro da faixa no cabelo operou seu segundo grande feito no jogo.

Na MILIONÉSIMA jogada pela direita feita no primeiro tempo, o visitante ABUSADO quase abriu o placar. Celsinho cruzou, a traidora quicou e bateu na coxa de Jésum. A única explicação plausível que me vem à mente é que Padre Reus conduziu o braço de Rafael para que o goleiro Índio operasse um fenômeno PARAPSICOLÓGICO e evitasse o tento amarelo.

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A foto fala por si só, maior goleiro

Após esta série de CAGAÇOS, o time de Ben Hur saiu de trás e começou a jogar. Jésum, da entrada da área, depois de BANZÉ estabelecido por conta de uma CHUVEIRADA de Mikael, bateu e o goleiro ypiranguista fez uma defesa dificílima no solo.

Até que, aos 42’, Evandro bateu tiro esquinado e a esfera foi afastada. Essa desalmada, que chega a ser laranja em alguns certames de tão VADIA, quicou e ALEX (o mesmo que apresentava dificuldades defensivas) pegou na VEIA e mandou a gorducha lá onde o Índio pendura sua rede.

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Foi o gol marcado pelo camisa 6 capilé, o gol da camisa azul à MODA CLÁSSICA, o gol do presidente Felipe Becker, o gol dos quase mil DEMENTES que trocaram o sofá pelas bancadas molhadas. Sem dúvidas, o gol foi do BARRANCO que é comprovadamente imune à erosão PLUVIAL.

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Um quentão saboroso, um pastel nota 6 e uma VALIOSA rapadura deram limpidez ao intervalo do enfrentamento mais AQUALOCO dos últimos anos em solo capilé. Nesse ínterim, chegaram os demais torcedores do time do COLOSSO, as duas TOPICS contendo os ypiranguistas se atrasaram por não serem carros adaptados à aquaplanagem, tais como eram os tanques anfíbios dos COMANDOS EM AÇÃO.

A precipitação aquífera deu uma diminuída e o gramado melhorou, mas para os defensores de gramas padrão isso ou aquilo, nada que permitisse trocar mais do que três passes sem que a LINDA parasse em uma poça, lúdico.

Os índios pareciam finalmente ter honrado sua tradição atinente à dança de chuva e passaram a atuar de forma condizente com o que a CASA oferecia. Jogando firme e apostando na escapada matreira, às vezes com o bem marcado Japa e em outras com Jean Paulo.

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Precisando do empate, Leocir Dall’Astra lançou ULISSES e Éber ao jogo. Não chegou a existir uma pressão dos ouro-esmeraldinos, Jésum e Luis Henrique deram conta INTRANSPONIVELMENTE do recado. Sem contar que Rafael tirava todo e qualquer ORNI (objeto redondo não identificado) que aparecesse na sua frente.

Quem comandava as ações era o Índio Capilé, Jésum acertou o travessão em desvio similar ao que fizera no primeiro tempo contra sua própria goleira, ou seja, a fome de gol tomou conta de sua ALMA. Andreolli honrou seu nome de goleiro italiano e fez duas ótimas intervenções, não permitindo que Japa e Evandro dessem um COCAR para a indiada.

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TOTO e Rogério entraram para formar um DIQUE impermeável na defesa capilé, o que vimos foram os quinze minutos mais demorados da história do Monumental do Cristo Rei. Após setenta e quatro mil minutos de acréscimo e 400 bolas levantadas na área alviazul, o tio ergueu o braço!

Festa da capilezada, senhores de cabelos brancos, que viram FELIPÃO dar bicos para o barranco, Gão e Cuca fazer a dupla mais fonética do mundo, ALÁDIO brotar para o futebol, Lucas Silva ser goleador e, mais recentemente, Japa fazer gol de tudo que é jeito, choraram abraçados a jovens que estão descobrindo que há futebol também na cidade da UNISINOS.

Logo depois da merecida vibração e lágirmas dos dirigentes alviazuis, foi confirmada pelo TIO CHICO que comanda a FGF que o Aimoré precisa de dois pontos na final contra a Tribo Xavante para ratificar, na pior das hipóteses, a terceira vaga para o COSCARCÃO 2014. Competição que desde 1994, o Índio Capilé não disputa.

E como pataquada pouca é bobagem, SETE mudanças de dia e horário foram realizadas nas últimas setenta e duas horas sobre as finais deste turno. Acabou sendo definido que o primeiro jogo será na SEXTA (ns), 20 horas, em Pelotas. E a outra perna, em São Leopoldo, no DOMINGO, às 19 horas. Mais do que necessária a conclamação do sábio: Oremos.

Restou para os quatro cancheiros confraternizar, os ypiranguistas projetando o segundo semestre, o auditor caxiense saudando o fato de possuir um novo boné e este que vos escreve agradecendo a Padre Reus e aos tambores que ecoam de um barranco que contempla o coração dos leopoldenses.

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Ficha Técnica

Segunda partida da semifinal do 2° Turno da Divisão de Acesso 2013.

Local: Estádio João Correia da Silveira, o Monumental do Cristo Rei – São Leopoldo/RS.

Arbitragem: Fabrício Neves Correa, auxiliado por Julio Cesar dos Santos e Antônio Cesar Domingues Padilha.

Gol: Alex (42′ 1ºT).

Cartões Amarelos: Jesum (A); Celsinho, Kaiser, Almir e Éber (Y).

Aimoré: Rafael; Alex Herber, Jesum, Luis Henrique e Alex; Luanderson, Evandro (Toto), Faísca e Mikael (Rogério); Japa e Jean Paulo (Rodrigo Galvão). Técnico: Ben Hur Pereira.

Ypiranga: Andreolli, Celsinho (Ulisses), Anderson Santos, Gonçalves e Kaiser; Tiago Costa, Evandro, Almir e Nicolas; Couto (Éber) e Guto (Rodolfo). Técnico: Leocir Dall´Astra.

(As fotos são de Franco Garibaldi, Chico Machado, Daniel e Roberto Coutinho, além do Facebook.com/torcedorindiocapile).

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Ensopado e prestes a ver um salto duplo de divisão em dois anos,

Natan Dalprá Rodrigues

Publicado em Aimoré, Divisão de Acesso 2013, Série A2 2013, Ypiranga com as tags , , , , , , , , , , , . ligação permanente.

4 Respostas a Do profundo grotão que leva à Série A, vem a correnteza que nos conduz à esperança de um futuro azul

  1. daroit diz:

    O que aconteceu com as camisas DEGRADÊ do índio? Desde quando tão jogando com essa nova?

  2. Ela ESTREOU exatamente neste jogo DARÓA.

  3. giovani diz:

    texto do caralho. parabéns, principalmente pelo linguajar, só legível nestas plagas.

  4. Giovani diz:

    texto do baralho. parabéns, principalmente pelo linguajar, só legível nestas plagas.

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