Um passaporte de bronze que leva ao retorno de quem sente falta do pelego da melhor tapera desse pago

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Após Leões da Linha do Parque e Xavantes garantirem seu regresso ao Grupo Especial do COSTELÃO. Resta uma vaga ainda para o certame COOL dessas coxilhas que ocorre no ano que vem. Pelo famigerado CARIMBO no passaporte e uma medalha de Bronze para consolo, Riograndense e Aimoré, a partir de hoje, degladiam-se para voltar a POUSAR no pelego mais vistoso dessa tapera velha chamada futebol gaúcho.

O esquema da disputa é simples. Serão dois jogos, o primeiro em Santa Maria e o segundo em SAN LEO. E aquela equipe que for melhor, no transcorrer destes 180 minutos, garante o BRONZEAMENTO de seu visto de entrada na PREMIER LEAGUE do Chuí.

Lembrando que essa “decisão de 3º lugar” reúne, após 9873 interpretações diferentes do PÂNDEGO regulamento alinhavado pela FGF, os capilés que foram vice-campeões do segundo turno e os ferroviários que obtiveram a melhor campanha no geral e ainda não ascendeu. Enfim, tudo que tu queres saber sobre estas duas agremiações que se pegarão na FACA para obter o terceiro posto do ROSSETÃO 2013, leia aqui sob a ÉFIGE dos aficcionados dementes:

RIOGRANDENSE

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As más línguas falam que, sendo clube de Santa Maria, cidade universitária, o Riograndense entrou na disputa pela terceira vaga na OITAVA CHAMADA.  Depois de intensas interpelações e estudos judiciais, devido ao espetacular regulamento da Divisão de Acesso que foi vomitado pela Federação Gaúcha de Futebol, o Riograndense esqueceu a parte burocrática domingo passado, quando se ouviu o apito final da partida entre Aimoré e Brasil de Pelotas. O Índio Capilé deixou escapar a chance de GATEAR o acesso e fez com que o Periquito, assim como a Fênix, ressurgisse das cinzas.

O ano do Ferroviário da Boca do Monte começou protagonizado pelo desespero do Corpo de Bombeiros da região que, a todo custo, tentou mostrar um serviço baseado no despreparo. Tanto Riograndense quanto Inter-SM tiveram seus estádios “não-liberados”, devido a exigência absurda da famigerada Resolução Técnica 17. Apesar de todas as dificuldades financeiras e estruturais, os times conseguiram liberar as canchas para a disputa da Divisão de Acesso. O Inter-SM ficou, o Riograndense foi.

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Com um elenco numeroso e qualificado, o time verde de Santa Maria encabeçou a classificação geral desde o primeiro turno. O plantel comandado pelo técnico Círio Quadros, que, apesar de ter realizado um bom trabalho, falhou miseravelmente nas duas decisões do ano. Tanto na semi-final do primeiro turno, diante do Brasil de Pelotas, quanto nas quartas do segundo, frente ao Ypiranga, Círio desestruturou a equipe e ajudou a por fim (parcial) no sonho que levava ao acesso.

Ao longo do certame, a equipe da Vila Belém desfilou qualidade técnica e inteligência tática. Durante as partidas, o time mudava de esquema tático fácil e quase que imperceptivelmente. Apesar da consistência defensiva, personificada em jogadores com Vinícius, Rangel e Márcio Nunes, foi o poder ofensivo a grande arma do esmeraldino. Dono do melhor ataque da Divisão de Acesso, o Periquito deve muito aos meias Gustavinho e Júlio Abu. Cada um era um termômetro que regulava o andamento geral do time. Além da qualidade na meia-cancha, jogadores experientes como Fábio Alemão e Tiago Duarte garantiram qualidade ao ataque.

Desde a eliminação diante do Ypiranga, o técnico Círio Quadros se desligou do clube, assim como gerente de futebol, Renan Mobarack. Este volta; aquele, não. Quem assume a casamata esmeraldina é Leocir Dall’Astra, o mesmo que eliminou o clube dias atrás. Dall’Astra tem pouco o que fazer. O espírito está firmado dentro do elenco. Agora é acreditar no futebol, algo longe de ser confiável.

Bernardo Zamperetti

AIMORÉ

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O Clube Esportivo Aimoré, em menos de três semanas, enfrenta o seu quarto mata-mata decisivo. Essa é a mais SÓLIDA manchete que se pode fazer acerca do jogo que ocorrerá na noite de hoje lá na Boca do Monte.

Mal deu tempo para se lamentar da derrota na final do segundo turno do GRILLÃO, perante o Brasil-Pel e o Índio precisa enxugar o PENACHO para mais um embate que se anuncia. Lembremos que, não faz muito, nessa mesma BAIXADA MELANCÓLICA, onde será o jogo de logo mais, o alviazul bateu Badico e o Inter-SM. Poucos dias adiante, num confronto dramático, o Ypiranga não resistiu às flechas teutônicas leopoldenses.

Essa remobilização que se faz necessária para o jogo de hoje, remonta-nos até o início da competição. Quando o Aimoré largou tal qual fosse uma ZAKSPEED e flertou com a Zona de Rebaixamento durante quase todo o primeiro turno. O que mudou a perspectiva indígena foi a chegada de Ben Hur Pereira e de sua TRUPE: Faísca, Jean Paulo e Rogério.

Através desse contexto, os jogadores, que aqui já estavam, passaram a render muito mais. O arqueiro Rafael, Jésum, Luis Henrique, Alex e, FELIZMENTE, Japa ressurgiram. O homem do gentílico da terra do SASHIMI então passou a fazer golos com assiduidade, tanto que se tornou o artilheiro desse certame com doze tentos.

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Esse CASAMENTO que vem sendo bem sucedido entre jogadores, comando técnico e torcida (mesmo com a intensidade das tormentas que caem em São Léo, a média de público é salutar) faz com que os aimoresistas acreditem e muito que esse é o momento de retornar à Série A do PIRATINIZÃO, depois de 19 anos de ausência. Isso que nem mencionei a mãozinha de Padre Reus e o fator BARRANCO que far-se-ão presentes para o segundo jogo, sem mais, só lhes digo: AMÉM.

Preparando-me para ir ao barbeiro cumprir a promessa,

Natan Dalprá Rodrigues

(As fotos são do www.facebook.com/torcedorindiocapile, do Radar Esportivo e de Zerohora.com)

Publicado em Aimoré, Divisão de Acesso 2013, Riograndense-SM, Série A2 2013 com as tags , , , , , , , , , , , , , . ligação permanente.

3 Respostas a Um passaporte de bronze que leva ao retorno de quem sente falta do pelego da melhor tapera desse pago

  1. Esequias Pierre diz:

    Estou na torcida pelo Indío Capilé!

  2. Alemão diz:

    Ontem foi um baita jogo, domingo estamos em São Leopoldo, viva o futebol do interiror!

  3. Alemão diz:

    Não soou torcedor nem do Aimoré nem do Riograndense e esse foi um dos melhores ou talvez o melhor jogo de futebol que eu já assisti dentro do estádio! Parabéns ao Índio Capilé!

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