Sem alardes e com os pés no chão, o Papo segue seu caminho!

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Tarde de sábado, 16 horas. Um típico dia de inverno caxiense, com direito a um céu acinzentado, pancadas de chuva e a MÍSTICA neblina copera y peleadora. Sob os olhares de um desanimador, mas BELO público que devia beirar, no máximo, os 2 mil espectadores, o Juventude de, agora, Chicão, Jardel, Dê e Diogo O CARA Oliveira, tinha pela frente um duelo direto, aqueles dos chamados SEIS PONTOS.

Iniciando o confronto na terceira colocação, atrás justamente do Ramalhão e do Marcílio Dias (ambos com 7 pontos),  o triunfo dos de Lisca era fundamental para a tranquilidade seguir pelas bandas do Alfredo Jaconi. E, logo de cara, o Ju mostrou que estava a fim de jogo, que não aguentava mais ficar tanto tempo sem uma peleja oficial.

Mesmo com, teoricamente, três volantes, que com o MAESTRO DO10 formavam uma espécie de losango (rapidamente analisado pelo capilé Natan Dalprá Rodrigues, que com uma bela camisa marca-texto alviverde se fazia presente no reduto jaconero), o Papo quis mostrar desde cedo ao visitante que a sua casa tem dono. Em 5 minutos de gorducha rolando, o Esmeraldino já abria o placar com o MULEQUE-MALANDRO Bergson. Pelo lado direito, no sentido Ferradura Norte, o SHOWMAN Diogo Oliveira fez um ESTRAGO nos defensores do ABC. Entortando um, dois e até deixando um oponente no CHÃO, o camisa 10 chegou à linha de fundo e PISOU para Bergson, como quem dissesse: “só guarda meu garoto!”. Num arremate colocado e certeiro, o piá de Alegrete mandou a pelota nas redes adversárias, sem chances para o guapo Ramalhino.

Bérgson que merece uma análise a parte desse visitante que DEBUTAVA na cancha esmeraldina. O gurizote com cara de tristonho, mas segundo informações de ZECA, o irmão mais velho do GOLDEN BOY, é um rapaz alegre. E é interessante observar como esse jogador está a vontade no Papo, só não entendi o porquê dele insistir tanto em acrobacias carpadas e afins, um dia tudo fará sentido ou não.

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O sexto tento verde e branco na competição tranquilizou a equipe, que passou a não precisar subir ao ataque com tanta necessidade. O Papo, mesmo com mais posse de bola e vira e mexe chegando pelos flancos, administrava mais o jogo, procurando ter o controle do mesmo. Chicão, o homem a substituir Fabrício, debutava com a camisa alviverde na função de primeiro volante – já que o camisa 5 só vinha quebrando um galho na lateral -, e fazia uma atuação segura, tanto na marcação quanto na saída de jogo. Lá na frente, Zulu até que tentava buscar jogo, e até aparecia bem quando era acionado, protagonizando (acredite se quiser) lençol e tudo mais, porém a redonda pouco aparecia para ele defini-la para a baliza.

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Sem Rogerinho, Dê e Jardel se revezavam nas subidas ao ataque, chegando sempre como aquele jogador surpresa. E, certamente para delírio de Lisca – logo que é o responsável pela tática do time -, foi assim que surgiu o segundo gol. Beirando meia hora de bola rolando, o lateral-direito Murilo apareceu bem em sua investida ao ataque e, levantando a QUERIDA para dentro da área, acabou achando o inesperado volante e ETERNO OPALEIRO Jardel (registre-se o aviso feito aqui pelo sábio ZECA Torres: “Ó, o Jardel lá”) que, como um centroavante, não titubeou e testou a gorducha para vencer o arqueiro paulista.

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O 2 a 0 estava feito e os atletas jaconeros começaram a dar aquela natural, porém extremamente perigosa, relaxada. Nos contra-ataques, os paulistas de Dedimar Lima, mesmo que na maioria das vezes sem muita organização, começavam a chegar à meta de Fernando constantemente. Eduardinho, APUPADO a cada toque seu na bola, era junto com Juninho Silva (outro ex-VEC, ainda havendo o lateral Jonas) os mais participativos pelo lado do time do ABC. No entanto, o lance de maior perigo para o guapo alviverde Fernando, veio num petardo um tanto que despretensioso de fora da área, que acabou passando à esquerda do camisa 1.

Ainda presenciando uma confusãozinha que outra, sempre tendo Bergson como peça principal, nada mais ocorreu nos 45 iniciais e, aos gritos de “JU-VEN-TU-DE!”, o Papo saía para o vestiário.

Mesmo não sendo o número expressivo de outrora, é legal a mistura que rola no ALFREDÃO, entre jovens chicos y hermosas chicas com tiozinhos copeiros que usam jaquetas de pesca e vêm munidos de seus heróicos rádios. O futebol do interior resiste, acredite.

À base do bom e velho QUENTÃO, a Papada tentava de alguma forma esquentar-se nas GÉLIDAS bancadas da Jaconera. Para a etapa derradeira, Lisca, que contava com DOZE atletas no banco de suplentes – já utilizando a nova regra que permite a extensão dos então sete reservas para uma dúzia – resolveu não alterar os onze iniciais.

E, como já nos minutos finais da primeira etapa, os Ramalhinos, também Campeões do Brasil, eram quem buscava o jogo. Algo natural, já que o time precisava de no mínimo dois tentos para não sair zerado da Serra Gaúcha. No entanto, faltava potencial para os azuis vestidos de Kappa, com um uniforme VINTAGE, quando chegavam ao ataque. Um homem de frente, alguém de referência, era o que precisava o Santo André, que pouco conseguia assustar de fato o Alviverde.

O Ju que deu sustos na sua hincha várias vezes, em virtude da HOLANDESA linha de impedimento tentada em alternadas oportunidades, se isso continuar, haja TERÇO para rezar aos céus porque definitivamente é um caos para o torcedor.

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Enquanto isso, o Papo seguia a sua máxima do DEIXA A VIDA ME LEVAR até que, justamente buscando dar uma balançada na equipe, o DOIDO COERENTE Lisca chamou Itaqui. O volante, retornando de lesão e ainda sem estar 100%, foi lançado para a lateral-esquerda no lugar de Julinho – que saiu com dores. O Ju deu uma melhorada.

Apesar da evidente dificuldade de mobilidade de Itaqui, que parecia RENGUEAR a perna esquerda a cada pique seu dado, o ex-Grená e que vem agradando muito, não deixava de bater excepcionalmente os corners no molhado e escorregadio gramado do Jaconi. Tanto que na peleja truncada como estava – algo típico de Série D, que o Papo ainda deve enfrentar principalmente nos jogos fora – foram essas cobranças as melhores chances encontradas de tento pelo Ju.

Em duas oportunidades, a redonda encontrou a cabeça do CAPITA Rafael Pereira. Na primeira, o beque testou certeiro e com convicção para o gol de Adílson que, desta vez, não foi vencido, protagonizando uma bela defesa. Depois, o ALEMÃO de Rio do Sul/SC cabeceou em direção à Bergson, que em sua terceira bicicleta na partida, por pouco não realizou um gol de PLACA na cancha esmeraldina.

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Ao passar dos minutos, o professor Lisca ia fazendo mais alterações. Não tão bem no duelo, Dê foi sacado para promover a estreia do prata da casa Mika. Rogerinho, que não consegue reencontrar o seu futebol que quase o levou para o Cruzmaltino da Colina, entrou quase que no final da peleja no lugar de Bergson. Entretanto, quem ainda ocasionou algum perigo aos paulistas foi o desde sempre presente na partida Diogo Oliveira. Em mais uma de suas típicas jogadas pelos flancos, quando vai levando o marcador na sua ginga SERRANA que mais parece um passo de RUMBA e acaba sempre o deixando para trás, o meia escapou bem do zagueirão de azul e bateu para a intervenção do arqueiro adversário.

A missão estava cumprida, a liderança retomada e, ainda que sem apresentar AQUELE futebol da reta final do COSTELÃO, o Papo despachava uma equipe com quem deverá brigar até o final da primeira fase e chegava à IMPONENTE marca dos CINQUENTA E UM jogos sem saber o que é uma derrota de baixo de seu teto (são 34 vitórias e 17 empates).

Pelas projeções, pode-se dizer que o Ju fica agora à dois triunfos de garantir a classificação. Com dois pontos a mais que o segundo e o terceiro colocado (Marcílio e Ramalhão), o Papo segue firme, forte, com respeito e, PRINCIPALMENTE, sem todo aquele ALARDE completamente desnecessário que nos anos anteriores já estavam virando clichês.

Ficha técnica:

Juventude (2): Fernando; Murilo, Rafael Pereira, Diogo e Julinho (Itaqui); Chicão, Dê (Mika), Jardel e Diogo Oliveira; Bergson (Rogerinho) e Zulu. Técnico: Lisca.

Santo André (0): Adílson; Felipe Cordeiro (Nequinha), Jonas, Rayan e Léo Carvalho; Jardel (Makanaki), Ramalho, Fubá e Juninho Silva; Eduardinho e Müller Fernandes. Técnico: Dedimar Lima.

Arbitragem: Adriano Milcvski, auxiliado por Eberval Lodetti e Juliano Fernandes da Silva.

Com os pés no chão, mas com o pensamento de que vai dar,

Pedro Torres

Observando o clima de ESTÁDIO que ainda resiste na Jaconera,

Natan Dalprá Rodrigues (em missão Cancheira)

(as fotos são do Jornal Pioneiro e do site do clube)

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5 Respostas a Sem alardes e com os pés no chão, o Papo segue seu caminho!

  1. Franco Garibaldi diz:

    E o medo de que o jovem NATÃO, representando este que vos escreve (impossibilitado de sair pela porta de casa pela SEMI-pneumonia), congelasse seu pezito na ida ao Jaconi com meu ingresso?
    Sorte minha que apaguei pela febre ainda antes do jogo, só acordando após o intervalo. Ao conferir que estava 2 a 0, Morfeu me chamou de volta e me fui, sabendo que Pedrinho Golden Boy, prevenido que é, teria emprestado pantufas térmicas ao capilé, mesmo que de forma preventiva apenas.
    Baita, dupla!

  2. Franco Garibaldi diz:

    Vendo a quarta foto do texto e o resultado da final da segundona, fico a pensar na oportunidade que uma marca deixou passar. E que seria baratinha.

  3. baldasso diz:

    E que siga o baile.
    Digo novamente: estamos no caminho.

    FORZA JUVE!

  4. Ismael Lavallos diz:

    Legal o relato… e esse Diogo Oliveira é muito bom jogador mesmo!

  5. Pingback: 19/09/2010 – 22/09/2013 | Toda Cancha

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