O Recomeço de uma grande história

Esporte_Integrantes da La 15

O piso ainda era de saibro, as árvores atrás das arquibancadas que davam nome ao estádio ainda existiam. Foi nesse cenário que conheci o Clube 15 de Novembro. Neste primeiro texto, quero contar para vocês, queridos leitores, como começou uma história de paixão entre o Tricolor e eu. Por iniciativa de meu pai que me levava aos jogos, comecei a gostar do futebol, do jornalismo e principalmente do 15.

Hoje tenho 26 anos, mas deveria ter uns cinco ou seis quando comecei a frequentar o então Estádio dos Eucaliptos. Como meu pai foi dirigente e eu queria estar sempre junto, chegava mais cedo e saía tarde. No tempo de amador, fiz amizades com os filhos de Roberto Caçapava e tinha nele e no Diogo, Preto, Júlio, Rubilar, Paulo Leandro e outros os meus ídolos do futebol na época.

O tempo foi passando, o clube crescendo e eu também aprimorando meus conhecimentos e paixão pelas cores da agremiação. Já nos tempos de Sady Schmidt, assisti jogos memoráveis como o empate entre 15 e Grêmio por 2 a 2, em um dos dias que mais deve ter chovido em Campo Bom. Assisti o empate com o Vasco da Gama num jogo em que o Marcelinho Carioca foi expulso com poucos minutos de partida e o Valdir Bigode elogiou o gramado. Uma vitória de virada em cima do Esportivo, depois que a derrota era praticamente certa e com os serranos já comemorando. Também testemunhei o Carlos Simon encerrar uma prorrogação antes do tempo e tirar a oportunidade do título gaúcho.

Pelo 15 derramei lágrimas. De tristeza e de felicidade.  Felicidade ao estar sentado em uma lancheria e ver meu tricolor campo-bonense humilhar o Vasco da Gama dentro de São Januário. Tristeza por ser eliminado de uma semifinal de Copa do Brasil onde a vaga na final parecia certa.

Com o quadro de Campo Bom conheci estádios e cidades nesse interior das quais nunca esquecerei. Viajei para Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Santa Cruz, Vacaria, Venâncio Aires, entre outras. O tricolor campo-bonense me proporcionou a oportunidade de conhecer pessoas que até hoje são amigos.

Nos passeios diversos, a camisa amarela era item certo da bagagem. Lembro-me de caminhar na beira da praia e ver o pessoal cochichar: “O 15 lá de Campo Bom”. Sem dúvida um orgulho.

A queda para a segunda divisão em 2008 e o encerramento das atividades foram difíceis de aceitar, depois de tantos momentos alegres vividos juntos ao quadro campo-bonense.

Esporte_Coletiva no Sady Schmidt

A retomada das atividades acende uma nova esperança de ver o saudoso Sady ferver de emoção novamente e alegrar-me com novas vitórias deste clube tão amado.

Estou confiante que a meninada, que fez boas campanhas na base, com a experiência de alguns nomes que chegaram possa ser a nova receita de sucesso recolocando o 15 de Novembro no lugar de onde jamais deveria ter saído, e orgulhando o Chapolin, que lá do céu os acompanhará. Ver a dona Glody Elsa emocionar-se com a retomada deve ser um estímulo para esses boleiros fazerem uma campanha vitoriosa.

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Nas próximas edições, as impressões desse início de trabalho do grupo comandado pelo Patrício.

Com o coração explodindo de alegria e na esperança de um acesso até dezembro,

Cássios Diogo Schaab

(As fotos são do Jornal A Gazeta Campo Bom)

Publicado em 15 de Novembro, Terceirona 2013 com as tags , , , , , , , . ligação permanente.

9 Respostas a O Recomeço de uma grande história

  1. Edinardo diz:

    Belo texto, tomara que o time cresce novamente e volte a fazer os clássicos com o Nóia e endurecendo com a dupla Grenal.

  2. Parabéns Cassios, pelo texto e pela paixão pelo futebol. No seu caso não sei se essa paixão é exclusiva para o 15.
    Como cronista e admirador do futebol em toda sua essência, independente de categorias ou níveis, vibrei muito com o 15 antes mesmo de o clube tornar-se profissional, quando empilhava títulos no futebol amador, quase a ponto de não ter concorrentes à altura. Saudei sua entrada no profissionalismo e suas conquistas. Tenho ainda em casa um presente que me foi dado sei lá quando – sei que foi no tempo que editava a Revista Futebol RS para a Federação Gaúcha de Futebol: uma bela camiseta verde do 15. O 15, como dizia o poeta em uma frase usada na lembrança da minha formatura do ginásio (1966), saiu “das escarpas da vida aos píncaros da glória”. E, depois de chegar muito perto da glória maior, aos poucos foi retornando às escarpas. Lamentei muito e até hoje não entendo como a comunidade e o empresariado de Campo Bom “permitiu” que o 15 se esvaisse em lembranças, entristecendo seus admiradores que, tenham certeza, existem além dos limites desta bela cidade. Torço para que retorne e chegue novamente aos “píncaros da glória”.

  3. Henrique diz:

    “Uma vitória de virada em cima do Esportivo, depois que a derrota era praticamente certa e com os serranos já comemorando.”

    Infelizmente, isso acontece seguido com a gente.. rs

    Que vocês voltem e permaneçam.

  4. Ivan diz:

    Mais um time de e para empresários, que nada acrescentará ao futebol do nosso rincão.
    Como da vez anterior, virá e voltará à escuridão e ao anonimato futebolístico.
    Time sem seguidores, sem torcida e sem paixão.

  5. Gustavo diz:

    A mim é como se a Ulbra fechasse e voltasse…como dito acima, “sem seguidores, sem torcida, sem paixão”.

  6. Jorge Lunkes diz:

    Apenas para discordar dos dois leitores acima, o 15 tinha sempre uma das maiores médias de público entre os clubes do interior.

    E a euforia na cidade com a volta é prova de que sim, o 15 tem muitos seguidores/torcedores.

  7. Fernando S. diz:

    Time sem seguidores? Por favor, pesquisem um pouco da história do 15 antes de falar algo assim… O clube sempre teve média de público compatível/superior a outros de cidade de idêntico porte.

    Time de empresários? O que sobra, por exemplo, pro Novo Hamburgo, cuja direção alugou o estádio pro Inter, pintou o alambrado de vermelho e, ao que tudo indica, vai mandar seus jogos em Alvorada no segundo semestre?

    Parabéns pelo texto, Cássios. Até tinha entrado em contato com o pessoal pra escrever sobre o 15, mas vejo que nosso tricolor está muito bem representado.

    Abraço!

  8. Fernando S. diz:

    Sobre o “TIME SEM SEGUIDORES”.

    Por óbvio que sendo sediado em uma cidade relativamente pequena – Campo Bom deve ter aproximadamente 60.000 habitantes – e tão próxima da capital, não se pode esperar uma grande massa. Só que isso NÃO É EXCLUSIVIDADE DO 15. O Novo Hamburgo sofre desse mesmo mal, já que considerando o tamanho da cidade – com uma população de mais de 200.000 pessoas -, na média e na proporção eram menos assistidos que o tricolor de Campo Bom.

    Isso não significa que não tenha seguidores. Se não os tivesse, o autor dessa excelente postagem não estaria aí escrevendo sobre o tricolor e como o seguiu pelo Estado. Eu também fiz isso várias vezes, e tenho excelentes memórias:

    1) Lembro do 15 que se profissionalizou em 94 e, de cara, foi promovido. Não jogou a primeira divisão no ano seguinte porque a FGF resolveu “dividir” a Primeira Divisão em Séries A e B. E em 94 o povo de campo-bom já apoiava. Não tenho os registros dessa época – aliás, se alguém souber onde eu posso achar os RESULTADOS da SEGUNDONA DE 94, que são os que faltam nas minhas estatísticas do 15 e não consigo puxar pela memória, porque à época tinha 9 anos de idade -, mas recordo que o Sady Schdmit ficou extremamente lotado num jogo contra o DÍNAMO de Santa Rosa, creio que foi uma partida decisiva.

    2) Lembro que em 95, embora nos tenham privado de disputar a mais alta divisão, quase conseguimos o segundo acesso consecutivo. Recordo de um dia de muita chuva no Sady Schmidt em confronto com o INTER-SM. Era pelo triangular final da Série B e se o 15 vencesse, ficaria na torcida para que o Inter-SM, já eliminado, segurasse o Esportivo no Presidente Vargas. Eu estava lá, e lembro que o BALALO perdeu um pênalti nos minutos finais da partida. Foi uma baita decepção, mas estava lá.

    3) Lembro do 15 na Série B em 97, invicto na primeira fase. Entrou na fase semifinal com um ponto extra, mas não confirmou, porque saiu de cara caindo pro Santa Cruz nos Plátanos e depois empatando em casa com o São Paulo-RG e perdendo pro Passo Fundo no Vermelhão da Serra. Conseguiu bater os passo-fundenses no primeiro jogo do returno, e aí foi pra Rio Grande na necessidade de ganhar a qualquer custo para manter-se vivo. Não ganhou, mas lembro disso porque estava lá em Rio Grande. E não era o único.

    4) Nesse mesmo ano de 1997, lembro do 15 de campanha irretocável na Copa Galego, chegando à última rodada praticamente finalista, mas uma vez mais ficando no quase, porque acabou perdendo em casa para o São Luiz – posteriormente campeão – na última rodada. E o estádio estava lotado.

    5) Tenho recordações especiais do segundo semestre de 2008. O primeiro acesso, com o vice-campeonato da Abílio dos Reis – perdendo o título para o LAJEADENSE de Jorjão. Eu vi o Lajeadense ser campeão in loco, porque estava no Florestal naquela partida em que 15 perdeu de 2×1 – era uma espécie de decisão, porque só a vitória, mais uma vez, nos interessava. E repito, não estava sozinho lá.

    6) Lembro, ainda do segundo semestre de 2008, a boa campanha do tricolor na Série C do Brasileirão. Classificou na primeira fase, com direito a chocolato na Chapecoense lá no Índio Condá (5×1, três gols de Vandick, na sua estreia), e dando mostras de que é um time copeiro, eliminou o Mogi-Mirim nos 16-avos-de-final da competição, caindo dignamente nos pênaltis para o Rio Branco de Americana nas oitavas – todos times que, então, figuravam na primeira divisão paulista.

    7) Lembro que fizemos um péssimo primeiro semestre de 1999, em que caímos já no nosso primeiro ano. Todavia, por essas coisas que a FGF faz, tivemos a possibilidade de disputar a Divisão de Acesso no segundo semestre daquele ano e, montando um excelente time comandado pelo Nestor Simionatto, fizemos uma competição quase impecável e subimos com o vice-campeonato. Perdemos o título pro Esportivo do falecido técnico Jorge Anadon, numa verdadeira batalha em Bento Gonçalves – eu e mais muitos, porque foi muita gente de Campo Bom assistir aquela partida na Serra, estávamos lá e pudemos ver o técnico do Esportivo, quando o jogo começou a ficar encrespado e apenas a vitória lhes dava a liderança, invadir o gramado e dar um chute na bunda do juiz Fabiano Gonçalves, causando um tumulto sem precedentes e que, salvo engano e se minha memória não me trai, obrigou o Esportivo a disputar o jogo derradeiro no Santa Rosa em NH.

    8) Lembro da primeira grande campanha na Série A, em 2000. Estava lá em Santa Cruz na estreia contra o Avenida e vi o Paulo Leandro sair do banco no segundo tempo e sacramentar a improvável vitória de 1×0. E me perdoem por ser repetitivo: eu e mais muitos estávamos lá naquela quente tarde de janeiro. Vimos o 15 iniciar bem o campeonato mas se perder a certa altura, enfileirando três derrotas consecutivas – Passo Fundo e Santa Cruz (2x) -, contexto em que embora a vitória contra o Passo Fundo em casa, nos obrigava a vencer os últimos três confrontos, um deles na longínqua Ijuí. Vencemos o Guarani-VA em casa, por 3×0. Ganhamos de 3×1 lá em Ijuí. E eu, mais uma vez, vi essa vitória in loco, lá no 19 de Outubro. Eu e mais muitos torcedores, que acabaram se deslocando de Campo Bom para Ijuí para apoiar o tricolor – lembro, até, que a vitória foi tão emocionante que um dos nossos passou mal nas arquibancadas e teve que ser atendido por médicos.

    Eu paro minha “reflexão” por aqui, por ora. Escrevi até 2000, que foi o ano em que o 15 se afirmou no cenário gaúcho, pra mostrar que nossa história no profissionalismo foi escrita como a da maioria dos demais clubes do interior. E que só resolvemos escrevê-la porque, como disse um amigo mais acima, não tinha mais graça jogar o Campeonato Estadual de Amadores, de tanto que o vencemos.

    Somos “mortais” como todos os outros do interior, passamos por decepções e glórias e, ao contrário do que muitos pensam, com fiéis seguidores sim – podem ser poucos, mas desde o início eles existiam, o que prova que o amor desses pelo 15 não é de ocasião, ao que muitos pensam.

    Não somos “time de empresários”. Não somos “time sem seguidores”.

    Por favor, nos respeitem!

  9. Fernando S. diz:

    Sobre o “TIME DE EMPRESÁRIOS”.

    Como comentei, o Novo Hamburgo resolveu alugar seu estádio para o Inter, instalou arquibancadas móveis para receber a torcida colorada, adaptou seu vestiário principal e, se não bastasse, pintou grande parte do alambrado de vermelho. Além disso, pelo que a imprensa da região noticia, jogarão em ALVORADA o segundo semestre, em razão desse contrato de aluguel com o colorado. Não vou emitir juízo de valor quanto a essa atitude, porque não torço para o clube – quem tem que se sentir lesado, ou não, são seus torcedores, e não eu, torcedor de um clube rival.

    Apenas relembrando que, em 2005, o 15 fez uma campanha descomunal nas primeiras fases do Gauchão. Na fase de grupos, foram 10 partidas com 9 vitórias e apenas 1 derrota, para o Esportivo em Bento Gonçalves. Venceu o Juventude, que na época estava na Série A do Brasileiro, ainda, em Caxias do Sul e em Campo Bom, por exemplo. Na fase semifinal segurou o Grêmio no Sady Schmidt e em Porto Alegre, não perdeu para o Caxias lá na Serra e bateu os grenás em Campo Bom, e ganhou do Brasil-PE lá em Pelotas – eu estava lá, se querem agregar isso ao post anterior – e empatou com os xavantes em Campo Bom.

    Nesse contexto acima, adquiriu o direito de ter VANTAGENS na fase final. Dentre elas, estava a de jogar a segunda partida da decisão em casa. E houve uma pressão fora do comum por parte da FGF e do próprio Inter para que esse jogo fosse transferido para o Olímpico, em Porto Alegre. Prometeram uma série de vantagens e, mesmo assim, a direção optou por não retirar esse jogo de Campo Bom e de sua comunidade.

    E não estavam errados, como se viu. Naquele confronto derradeiro em Campo Bom, o 15 se impôs ao Inter como nunca antes havia se imposto – nem depois -, venceu por 2×0 no tempo normal e caiu na prorrogação por 2×1. Foi o mais próximo que um time do interior, depois do Caxias de 2000, chegou de conquistar a taça.

    Aliás, pela letra fria dos regulamentos esdrúxulos que a FGF sói outorgar aos clubes do interior, o 15 foi campeão naquele ano. Não tenho mais esse regulamento aqui, e nem sei onde consegui-lo, mas lá dizia que o CAMPEÃO GAÚCHO SERIA DECIDIDO DA SEGUINTE FORMA:

    – Na decisão, seriam duas partidas, ida e volta. A partida de volta na casa do time de melhor campanha nas demais fases (o 15).
    – Sagraria-se campeã a equipe que conquistasse o maior número de pontos nas duas peleias, ou seja, seria desprezado o saldo de gols.
    – Em caso de empate ao final da segunda partida, jogar-se-ia uma prorrogação de 30 minutos – vou falar 30 minutos, porque o argumento do Simon para encerrar a partida aos 13 minutos do segundo tempo da prorrogação foi esse, o de que o regulamento previa uma prorrogação de 30 minutos corridos, e não de 15 minutos para cada lado. Persistindo essa igualdade em pontos, seria campeão o time de melhor campanha nas fases anterior (o 15).

    Pois bem. Na primeira partida o Inter ganhou o jogo de 2×0 – ou seja, fez 3 pontos. Na segunda partida, o 15 venceu o “tempo normal” por 2×0 – ou seja, fez 3 pontos. Houve a hipótese de empate, e decorrência lógica, a disputa da prorrogação.

    AQUI ENTRA O DETALHE. Nunca antes na história do futebol, e se eu estiver errado alguém me corrija, considerou-se a PRORROGAÇÃO como uma PARTIDA À PARTE. Até porque o termo PRORROGAÇÃO – ou no espanhol, ALARGUE -, não permite que assim se faça. O que acontece é que se PRORROGA a partida até então jogada, mas mantém-se placar, cartões, número de substituições etc. Será que se alguém tomou um cartão no tempo normal e tomar o segundo na prorrogação, vai estar imune à expulsão? Será que se o treinador efetuou as três substituições no tempo normal, ele poderá efetuar mais três substituições na prorrogação? Enfim, desnecessário dizer que na PRORROGAÇÃO DO TEMPO NORMAL, considera-se O QUE JÁ OCORREU NO TEMPO NORMAL.

    Daí que o Inter, para AFASTAR A IGUALDADE de pontos que até então dava o título ao 15 – e que deu, na verdade -, precisava REVERTER o 2×0 que estava até então sofrendo. E isso, meus amigos, não aconteceu.

    De fato, o Souza diminuiu o placar para 2×1, o Luizinho Vieira, na sequência e em gol antológico, fez 3×1 para o 15, e depois o Souza marcou outro, diminuindo o placar para 3×2. O jogou terminou 3×2 para o 15. HOUVE IGUALDADE EM PONTOS. E HAVENDO IGUALDADE EM PONTOS, ELE, 15, FOI O CAMPEÃO GAÚCHO A TEOR DO REGULAMENTO.

    Isso aí, por óbvio, não foi muito explorado à época. O regulamento era tão esdrúxulo que muitos sequer se aperceberam dessa aberração que foi feita. Até porque, seguindo a letra fria do regulamento, se o 15 tivesse vencido no Beira-Rio já era campeão – o Inter, no máximo, igualaria as coisas em número de pontos.

    Mas é isso aí que falei acima. O 15 é o CAMPEÃO GAÚCHO DE 2005. E com méritos, porque fez uma baita campanha naquele ano.

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