Com chuva e raça, a vitória

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Foi um típico jogo de Segundona Gaúcha. Literalmente! E os INGREDIENTES estiveram em campo desde o início.

De um lado o Três Passos Atlético Clube (TAC) e seus onze guerreiros, ainda pouco conhecidos do seu próprio torcedor, que veio ao estádio desconfiado do que poderia acontecer.

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De outro, um clube tradicional que voltava à ativa após uma década, cheio de esperança e com disposição.

O Palmeirense ditou o ritmo de jogo nos primeiros 15 minutos. O meia Lima e o ala-esquerdo Jonathan foram destaques no apoio.

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O TAC contudo, com o tempo, começou a equilibrar o jogo, aproveitando-se da boa movimentação de seus meias: Maicon Leandro e, especialmente, Deivid. O volante Wagner também começava a se destacar.

As jogadas agudas, porém, eram ESCASSAS. O goleiro Douglas, do Três Passos, que vinha sendo testado no time reserva, ganhou a oportunidade (pelo fato de Jair não ter sido incluído no BID a tempo) e mostrou segurança em suas intervenções.

O TAC pressionou com força nos últimos 5 minutos da primeira etapa. Em um dos quatro escanteios que teve a seu favor, o zagueiro Nicoletti desperdiçou boa chance ao cabecear livre por cima da meta defendida por Diego.

Na segunda etapa, com a chuva aumentando seu ritmo, o gramado já irregular tornou-se EMBARRADO e dificultou ainda mais o toque de bola.

Foi então que a RAÇA e a BRAVURA, características do futebol de nosso interior, deram o ar da graça.

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Com o ingresso de Adriano Strack no meio e de Marrom no ataque, o jalde-negro três-passense começou a tomar conta da partida. Em uma grande jogada de Deivid pela meia-direita, a bola foi caprichosamente cruzada na cabeça do MATADOR Fabio Buda. O centroavante de ofício fez tudo o que o MANUAL manda: testou firme, para o chão, sem chances ao arqueiro Gallas.

Buda Gol

Eram 31 minutos, o TAC saía na frente e o seu torcedor sentia que aquela equipe mostrava a essência que todos querem ver: ENTREGA total em campo. Determinação. Gana por vencer. E o apoio das arquibancadas era incondicional.

A chuva aumentou de intensidade, assim como o clima do jogo. O MANEMOLENTE atacante Marrom mostrou habilidade, prendendo a bola e indo para cima da marcação na hora certa. Enlouqueceu a defensiva alvirrubra. Em uma dessas LOUCURAS, levou uma entrada dura do zagueiro Betão. Estabelecia-se a ESCARAMUÇA do jogo. Segundona sem troca de empurrões em campo não é Segundona. A briga envolveu jogadores (que estavam em campo e nas casamatas), comissões técnicas, arbitragem e dirigentes.

Betão foi expulso e o técnico Bagé só não tomou o mesmo rumo porque a arbitragem não quis.

A partir daí, o Palmeirense foi para cima. No abafa. Teve uma grande chance, aos 45 minutos, mas Souza desperdiçou, chutando para fora, após estar cara a cara com Douglas.

Afora esse momento de descuido, o TAC, empurrado pelo torcedor que não se MIXOU com a chuva, administrou o resultado, bem postado defensivamente, até o apito final.

Agora, o TAC vai até Bagé, onde enfrenta o Guarany, quarta-feira a noite, no Estrela D’Alva.

Que a DETERMINAÇÃO de domingo continue, e que os três pontos nos deem a CONFIANÇA para seguir sonhando.

FICHA TÉCNICA

TAC (1): Douglas; Rossi, Gonçalves, Nicoletti e Luis Henrique; André Tereza, Wagner, Deivid e Maicon Leandro (Adriano Strack); Josimar (Marrom) e Fabio Buda (Leo). Téc: Jair Galvão.

Palmeirense (0): Gallas; João, Betão, Negretti e Ganzer; Maurício, Cavali (Souza), Jonathan e Lima (Bones); Anderson e Felipe. Téc: Bagé.

 Arbitragem: Tiago Rodrigues, auxiliado por Cristiano Ecker e João Pedersen.

 Gol: Fabio Buda (TAC), aos 31 minutos do segundo tempo.

 Cartões Amarelos: Wagner (TAC) e Souza (Palmeirense).

 Cartão Vermelho: Betão (Palmeirense)

 Diretamente da capital da Região Celeiro…

 Vinicius Araujo

@viniaraujo87

*Fotos: Carlos Grün (Jornal Atos e Fatos)

Publicado em Palmeirense, Segunda Divisão 2013, Terceirona 2013, Três Passos com as tags , , , , , , . ligação permanente.

2 Respostas a Com chuva e raça, a vitória

  1. arbo diz:

    porra, até bagé. boa viagem. aguante, TAC!

  2. luis roberto campos diz:

    quantos pilas para assistir em cima do muro?

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