Magro, mas gordo

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Voltando a pelear nos ares únicos para um confronto futebolístico que é propiciado por um domingo à tarde, o Papo do pai Diogo Oliveira, do pai e, então apresentado aos jaconeros, Claudinho, e do pai e aniversariante do dia, Lisca, não chegou a demonstrar imensa superioridade diante dafrágil equipe do Villa Nova-MG. Porém, como já está na boca do povo devido à – agora – marca dos CINQUENTA E DOIS jogos sem perder em seus redutos, isso parece não mais importar, afinal: SUBIU A SERRA, JÁ ERA!

Na friolenta Caxias do Sul, que proporcionou a inusitada cena do uso de cobertores aos atletas suplentes mineiros, o Esmeraldino atuou para cerca de 2.500 pessoas com um futebol precário, porém suficiente para bater o lanterna time de Alexandre Barroso. Com apenas um desfalque, já que o CAPITA Rafael Pereira cumpria suspensão pelo terceiro cartão amarelo sofrido na última partida, Lisca contou com o retorno do homem que vem fazendo a equipe jogar: Diogo MUITO MAIS QUE UM MAESTRO Oliveira.

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Atrás, fazendo companhia à Diogo, o selecionado foi um então desconhecido Claudinho. O beque fazia sua estreia na Série D com a camisa do Ju. E foi uma grata surpresa. Necessitando do triunfo para retomar à liderança, o Alviverde tomava aquela natural iniciativa do time que está jogando em casa. Quase sempre pelo lado direito, com a dupla Murilo e Diogo Oliveira, a equipe tentava chegar, porém sem encontrar muito espaço na barreira vermelha mineira. Assim, a maioria das investidas à frente terminava em cobranças de escanteios, sendo as melhores oportunidades de tento do Ju. Tanto que foi dessa maneira que o Papo conseguiu guardar a redonda no fundo da rede adversária.

Sempre com o dono da bola parada Itaqui, o volante alçou alto e forte para o chamado FEDOR e, antes que passasse por todos, a gorducha encontrou o pé de Claudinho. O zagueiro teve frieza para dominar a pelota e mandar um petardo para abrir o placar na Jaconera. A porteira estava aberta e a papada jogando junto, tudo conspirando para uma tranquila vitória alviverde.

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Todavia, talvez pela falta de sequência de jogos que a última divisão nacional lhes propicia, os GURIS de Lisca não conseguiam realizar jogadas consistentes e envolventes, que estávamos tão acostumados a ver no Jaconi. Assim, apareceram os lances individuais. Primeiro, Murilo tentou arriscar de longe, naqueles chutes despretensiosos que demonstrma a falta de opções de jogo encontradas pelo time. Depois, foi a vez de Julinho protagonizar o lance da peleia. O lateral recebeu a bola e partiu para cima dos adversários, passando com uma meia-lua pelo primeiro, colocando entre as pernas do segundo e tomando a frente do já ATORMENTADO terceiro homem que tentava cortar o habilidoso lateral-esquerdo papo. Fazendo fila, Julinho invadiu a área e encontrou o incansável Jardel. O volante ajeitou a redonda e mandou um tiro potente, para a defesa de foto do guapo Thiago Braga.

Contando com alguns encontrões, “chegas pra lá” e ELOGIOS entre alguns atletas – principalmente entre Bergson e o CHATO capitão do time mineiro que agora me foge o nome -, a primeira etapa chegava ao seu final. Ah, vale constar que esse mesmo baixinho, chato e capitão da equipe de Barroso, trombou na descida aos vestiários com Jardel – que era entrevistado por um repórter – e ouviu os seguintes dizeres do mesmo: “Eu vou te dar um soco, seu f…”.

Com um clima mais gelado ainda, o Papo voltava para os derradeiros quarenta e cinco minutos sem nenhuma alteração. O duelo seguia de certa forma tranquilo para os donos da casa, porém também sem muito perigo aos visitantes. Claudinho, talvez com a confiança que um gol deve proporcionar a um beque, fazia uma atuação segura, sempre de cabeça erguida e errando muito pouco – quem sabe até não apareça domingo que vem ao lado de Rafael Pereira, hein… Pelos flancos, Diogo SEU MADRUGA Oliveira era novamente um MONSTRO. O meia exalava qualidade, tranquilidade com a bola e uma cadência que me vez lembrar – podem me julgar! (ns) – de Clarence Seedorf. É claro que não dá para comparar, no entanto, para quem ainda não conseguiu ver o que o camisa 10 Papo está jogando, quero deixar aqui a minha QUASE idolatria a ele.

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O tempo ia passando e as alterações acontecendo. Entraram Paulo Josué, Rogerinho e Douglas no lado alviverde. E se o Papo não conseguia chegar com frequência ao gol do nome de cantor sertanejo Thiago Braga, os mineiros, também conhecidos por Leões do Bonfim, oportunizavam a Fernando ser um mero espectador.  A grande dificuldade dos mineiros também era acentuada pela ausência de um homem por quase todos os quarenta e cinco minutos finais. Aos 5, o zagueiro Thiago Campos trocou os esportes e botou a mão na bola, levando o segundo cartão amarelo e indo mais cedo (não sabemos se era essa a intenção) para a quente ducha do Jaconi.

Entretanto, o Ju só conseguiu assustar um pouco mais os oponentes nos últimos minutos da peleja. Aos 40, Murilo cobrou categoricamente uma falta, obrigando um voo do guapo mineiro para intervir que a CRIANÇA entrasse em sua meta.

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Depois disso, nada de mais relevante aconteceu até soar o apito final do homem um tanto que perdido Rodrigo Carvalhães de Miranda. Na chamada “boca do túnel”, um novo princípio de confusão se iniciou, puxado pelo já expulso da partida Thiago Campos. O zagueiro voltou à beira do gramado somente para tomar satisfação de Bergson.  Trocando empurrões, logo foram separados pela turma do “deixa disso”, apesar de ter sobrado ofensas de ambas as partes.

Bom, em suma, o futebol um tanto que apagado que, assim como o público do confronto, deixou a desejar, foi suficiente para o objetivo ser alcançado e a liderança retomada. Chegamos aos doze pontos, dois a mais que o vice (Santo André) e três do terceiro colocado (Marcílio Dias), nos colocando a apenas um empate nos dois jogos que ainda faltam para o término da primeira fase. A classificação, que está mais que encaminhada, pode ter então a sua concretização no próximo domingo (18), no CHARMOSO Hercílio Luz, às 16h, diante do Popeye Catarina (ou também conhecido como Marcílio Dias).

Reitero: as atuações não vêm sendo as mesmas que estavam entusiasmando os papos no primeiro semestre. Porém, na Série D, mais importante do que encantar é saber jogá-la. E isso o Ju precisará mostrar já em território catarina que aprendeu as lições diante de Villa (em Minas) e Santo André (em São Paulo).

Ficha técnica:

Juventude (1): Fernando; Murilo, Claudinho, Diogo e Julinho; Chicão, Jardel, Itaqui (Rogerinho) e Diogo Oliveira; Bergson (Paulo Josué) e Zulu (Douglas). Técnico: Lisca.

Villa Nova (0): Thiago Braga; Rodrigo Dias, Mailson, Thiago Campos e Hyago; Cléber Monteiro, Marcelo Rosa, Rodrigo Siqueira (Juninho) e Felipe Canavan (Rodrigão); Gilmar e Eraldo (Éber). Técnico: Alexandre Barroso.

Arbitragem: Rodrigo Carvalhaes de Miranda (RJ), auxiliado por Luciano Roggenbaum (PR) e Francisco Pereira de Sousa (RJ).

Não podendo fechar com outro bordão, senão com o mais novo: “Subiu a Serra, já era”,

Pedro Torres

(com fotos do Jornal Pioneiro)

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Um comentário em Magro, mas gordo

  1. Franco Garibaldi diz:

    Pior que os bancários usarem cobertores é a combinação camisa de manga curta (e sem essa camisetinha de LAICRA por baixo) + luvas. Isso sim é bizarro! :D

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