BRAPEL 352: o que será que será?

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Tudo está pronto para o clássico centenário deste domingo. Na Baixada, o Brasil receberá o arquirrival Pelotas. Neste ano, os índios Xavantes celebraram em três fins de semana consecutivos – vaga assegurada à série A de forma antecipada em função do problema encontrado no regulamento, campeão do segundo turno da A2 e depois campeão geral da mesma competição. Além disso, o elenco exitoso foi praticamente todo renovado (exceto o zagueiro Renato Martins e o meia Maicon Sapucaia) e reforçado (meia Gustavinho, ex-Riograndense de SM, e volante Nunes, ex-Avenida). A última partida do Brasil ocorreu na quinta-feira passada, 15, contra o Cruzeiro, depois de mais de 20 dias parado. Os Negrinhos da Estação venceram por 2 a 0 e eliminaram o jogo de volta na Copa Willy Sanvitto.

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A torcida Xavante está confiante que o tabu favorável ao Brasil vai se manter. Neste ano se completam oito anos sem perder para o maior rival no Bento Freitas (e 15 na Boca do Lobo). É possível perceber também a vontade do elenco Xavante em jogar a partida. Gustavo Papa, o ABENÇOADO da Baixada, disse que jogaria com UMA PERNA se fosse preciso. O capitão Leandro Leite disse que domingo é copa do mundo. Já eu acho que vai ser um BAITA jogo, daqueles de fazer saltar o coração a cada lance de gol, a favor ou contra.

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Obviamente ninguém quer perder. Os amarelos estão engasgados (há bastante tempo… Eu estava no fundamental, caras!) e querem calar o Bento Freitas, como conseguiram quando fizeram 4 a 0, na década de 90. Partida para esquecer e deletar de todo e qualquer HD do Google (ns). O Pelotas conta com técnico experiente: Paulo Porto, que já trabalhou no Brasil também. Já os Xavantes contam com o CACIQUE Rogério Zimmermann, que tem 200 jogos (além de seis títulos e nove finais nas duas passagens por aqui) pelo clube rubro-negro.

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A verdade é que vai ser um grande jogo – e o Brasil irá vencer!

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BRAPEL

Pelo lado áureo-cerúleo a situação é diferente. Não na confiança, mas no retrospecto recente. Há exatamente 9 anos, 10 meses e 16 dias o Pelotas não vence um clássico contra os co-irmãos. O último foi no já longínquo 2003, quando Giovani venceu Michel Alves e fez o gol que até hoje está na memória e na história do Pelotas.

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O jogo deste domingo vai servir pra REESCREVER essa história. Um grupo focado, invicto e que supera a falta de entrosamento com garra e determinação. O vestiário tem força. Paulo Porto tem conhecimento. A torcida tem voz. Aos que ainda duvidam, amanhã verão a nossa força. Não é uma fala derrotista, mas sim uma constatação: vencer não é sair de lá com os três pontos. Vencer é sair de lá de cabeça erguida. Desde que o clássico voltou tem sido assim. Se o grupo de jogadores ajudar, então, esse grito tão bem descrito pelo companheiro Pedro como “ENGASGADO” há de ecoar pela cidade.

Domingo é dia de criar novas boas memórias. É dia de cantar e alentar o clube e ainda ver nos olhos adversários uma pitada de admiração que jamais será explícita. É “dia da alegria, e a tristeza nem pode pensar em chegar”.

É coisa que nem mesmo a gramática explica. Só o sentimento.

ES.PE.RAN.ÇA

Do latim: confiança em algo positivo;

Do dicionário: expectativa de um bem que se deseja;

Do áureo-cerúleo: 18/08

“E NÃO IMPORTA ONDE JOGUES OU CONTRA QUEM VAMOS JOGAR

DESCONTROLADOS E BORRACHOS CONTINUAMOS A CANTAR!”.

Pra cima deles!

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Escreveram Pedro Henrique Kruger, pelo Xavante e Leandro Lopes, pelo Lobo.

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2 Respostas a BRAPEL 352: o que será que será?

  1. Vinícius Fernandes diz:

    Com certeza vai ser um baita jogo! Digno do maior clássico do interior! E quem vai, se Deus quiser e o time ajudar, vai ser o nosso querido Xavante! O placar!? Como li em uma crônica do Cecconi por estes dias, tem que ter algum gol do co-irmão. Dê preferência no início do jogo. Mas no final, bem no final, 2 x 1 Xavante! Papa e Gustavinho novamente! Abraço e ótimo jogo!

  2. Apenas uma correção: o Brasil pode completar neste ano 10 anos sem perder no Bento Freitas.

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