Deu Bagé no BAGUÁ

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Antes de tudo, importo para cá uma leitura obrigatória por parte de vocês, para entenderem um pouco da essência, do romantismo de tudo que envolve o clássico mais bagual do mundo: http://impedimento.org/meu-rito-de-passagem-no-estrela-dalva/

Feito isso, adelante.

Seria muito fácil eu vir aqui hoje e dizer que o Guarany não jogou nada, que o time do Guarany foi sofrível em campo e que nada mais presta pelos lados da Estrela D’Alva. Seria.

A tarde era linda, nenhuma nuvem no céu, o Minuano batia forte NAS FUÇA e cerca de 2.500 pessoas aguardavam o embate entre alvirrubros e jalde-negros pela 4ª rodada do Costelão de Segunda 2013.

Foi um jogo atípico pelo que o Guarany vinha apresentando nesta temporada 2013. Nada funcionou. Nada!

Palmas para Badico, que soube exatamente como neutralizar o time do Leco. Partindo para o ataque desde o primeiro minuto, o Bagé impôs seu ritmo de jogo e nos primeiros minutos de jogo praticamente não deixou o Índio passar da primeira metade da cancha.

O jogo do Bagé fluía pelas laterais com Wesley na esquerda e GARNIZÉ pela direita, como CANTADO anteriormente na projeção deste clássico. A subida de Wesley já nos minutos iniciais de peleia fez com que – obviamente – Douglas se tornasse um LATERAL ISOPOR, não indo ao fundo pelo receio de que Wesley deitasse e rolasse em suas costas.

Só na metade final do primeiro tempo que Douglas conseguiu se soltar um pouco mais, mas sem nenhuma eficiência, ao contrário dos jogos anteriores em que vinha muito trazendo perigo para a zaga adversária.

O primeiro tempo ia galopando sem muitas reais chances de gol para as duas instituições até que aos 20’ do 1°T em bola levantada na área, LULI de forma exuberante EMULA Gordon Banks e salva o barraco alvirrubro de vir a baixo. De um lado os jalde-negros faziam festa, do outro, vermelhos apreensivos e inquietos com a pressão amarela e preta. No mais, apenas CHUTÃO E BICÃO para tudo que era lado (pobre das residências localizadas nas redondezas do Estrela D’Alva).

Houve um momento da partida em que eu não sabia se era o goleiro Fernando Costa, do Bagé, ou se era algum sócio que tinha ganhado o direito de assistir a partida de dentro do campo, tamanho era a INUTILIDADE do arqueiro no campo de jogo. Essa minha dúvida só se acabou quando aos 39’ do 1°T, Cleber Oliveira, de falta, chutou a primeira bola do Guarany em direção ao gol. Foi rasteira, não muito forte e Fernando não teve dificuldade alguma para abraçar a pelota como se fosse um filho recém nascido, e assim terminava o primeiro tempo do clássico.

Apita o árbitro, começa o segundo tempo… E gol!

Mal começava o segundo tempo e eu, minha pipoca e minha CUECA-CUELA nos dirigíamos ao nosso aposento quando ao me virar para trás vejo Fernandinho (que cravei aqui como o cara que poderia fazer a diferença para o Bagé) tabelando nas costas de Diego Saraçol e cruzando para Matão completar de cabeça para o fundo das redes e fazer Bagé 1 a 0 aos 28 SEGUNDOS da etapa complementar.

O GEB parecia ter encontrado o caminho. Dois minutos depois pelo mesmo lado, GARNIZÉ cruzou e  Luis Fernando quase marcou de cabeça num lance idêntico ao do primeiro gol. A bola passou muito perto da trave. Leco se irritou, tirou Diego, pôs o atacante Zé Anderson e puxou Ivan Lima para a lateral.

Mesmo colocando mais um atacante o Guarany não conseguia jogar, a marcação jalde-negra era intensa e a zaga do Bagé (inclusive criticada por mim) fazia uma partida impecável. Heberson, conhecido como DOM PEDRITO e Diego Rocha foram gigantes não só na altura, mas também na bola, anulando o ataque do Guarany.

BAGUA sem provocação e confusão…

…Não é BAGUA. Após mais um previsível e irritante BICÃO do Guarany para o ataque, o zagueiro Diego Rocha atinge Alan no alto. O juiz marca falta, expulsa o beque jalde-negro e inicia-se uma confusão que parecia não ter fim: Os jogadores do Bagé foram pra cima do árbitro que de todas as maneiras tentava fugir dali. Ao ir deixando o gramado, Badico mandou Diego Rocha cair no chão e fazer cera. Isso irritou os jogadores do Guarany que partiram pra cima do árbitro para reclamar.

O Guarany estava com um a mais, uma nova esperança do empate era PARIDA pelos deuses do futebol até que nessa reclamação por algum motivo que estou a tentar entender até agora, Douglas foi expulso, empatando o número de homens em campo antes mesmo do Guarany tentar aproveitar a vantagem de ter um a mais.

O jogo se encaminhava para o final e o Guarany ensaiava uma pressão. O time da Estrela D’Alva conseguiu se soltar apenas aos 35’ do 2°T. A partir daí o jogo virou ataque contra defesa. O Guarany atacava, atacava e não conseguia marcar. Enquanto isso Fernando fazia uma cera EXORBITANTE, das maiores que vi ao vivo. Não só de cera viveu o goleiro jalde-negro no segundo tempo. Praticamente no último minuto de jogo, ao ser alçada a bola na área, Alan cabeceou no cantinho e Fernando fez estupenda defesa se esticando demasiadamente decretando assim a vitória do Bagé no clássico 314.

Com esse resultado o Guarany caiu para a 3ª colocação da chave A. O alvirrubro tem a mesma pontuação (7) que Garibaldi e Marau, perdendo apenas no saldo de gol.

Já o Bagé com essa vitória agora está também 3º colocado, com o mesmo número de pontos (7) do Tupy, que está em 2º. O jalde-negro também está atrás pelo saldo de gol. Três Passos é líder da chave B com 9 pontos.

P.S: Foi lindo de ver o estádio lotado, meio a meio, sem nenhuma briga e fora do estádio confraternização entre os torcedores dos dois times. Isso é clássico, o resto é Brigada Militar querendo proibir torcida adversária.

GUARANY: Luli; Douglas. Marcelo, Ilson e Diego Saraçol (Zé Anderson); Max (Almir), Ivan Lima, Dênio e Cleber Oliveira; Gêison (Michel) e Alan. Técnico: Leco

BAGÉ: Fernando Costa; Pedro Júnior, Heberson, Diego Rocha e Wesley; Rodrigo Dias, Tiago Rocha, Evandro e Luis Fernando (Altiere);Fernandinho e Matão (Luis Gustavo). Técnico: Badico

Gol: Matão (1’/2ºT)

Da Rainha da Fronteira,

Kauê Monteiro.

(A foto é de Francisco Bosco do Jornal O Minuano)

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