Revés que vem para bem

Bololô na área. Foto: Michel Prezzi/ECNH

Bololô na área. Foto: Michel Prezzi/ECNH

A derrota do Novo Hamburgo para o São José no Estádio Passo D’Areia, no último sábado, não é de toda catastrófica; é um resultado normal, até comum, pelas dificuldades de se jogar fora de casa diante de um time bem ajustado e com algumas peças ausentes na engrenagem anilada. Por se tratar apenas da segunda rodada do 1º turno da Copa Metropolitana permite diagnosticar alguns defeitos da equipe e consertá-los a tempo.

Para dar mais cancha à equipe, Itamar Schulle promoveu a estreia de três jogadores em três setores do time: Leo na zaga, Alex na ala-esquerda e João Salles no comando do ataque. Com alguns desfalques importantes, como Diogo e Rafael Mineiro, o comandante anilado formatou o Noia num 3-6-1 com bom toque de bola, mas pouca chegada a frente.

Na primeira etapa a transição de bola, embora mais lenta que a do Zequinha, foi satisfatória, sobretudo do meio para o ataque. O problema maior estava na defesa, curiosamente nos dois atletas mais jovens da equipe: o goleiro Simão e o beque Lucas. Mais de uma vez o arqueiro anilado saiu jogando mal, entregando bolas na fogueira aos defensores. No primeiro gol do time da casa Simão falhou na comunicação com sua defesa. O que lhe rendeu um SABÃO por parte do treinador de goleiros Ricardo Ramos, que fazia cliques fotográficos a partir das bancadas. É bom no mano-a-mano, porém precisa compensar a baixa estatura com melhor comando da área.

A atuação do beque, por sua vez, fez com que esse escriba perdesse as estribeiras no pavilhão social do estádio, certamente com os xingamentos proferidos sendo ouvidos dentro de campo. Lucas tremia feito vara verde, errando passes simples quando estava sem marcação e dando BAGOS sem sentido e necessidade. Visivelmente o atleta não tem condições de integrar o grupo profissional. Ou volta à base para amadurecer ou economiza o salário e se matricula num curso na Feevale – se eu tivesse 10 cm a mais (em altura, é bom frisar) poderia estar com a camisa 3 do Noia, que já foi de Aládio.

Assim alinhou o Anilado

Assim alinhou o Anilado

Os remendos fizeram com que a ala-direita pouca produzisse – o meia-atacante Eliomar ocupou o setor – e João Salles ficasse isolado no ataque, lutando sozinho contra a zaga porto-alegrense. Michel, meia de origem, tentou atuar como ponteiro, mas com Bruno bem marcado na armação, a bola pouco chegava a ambos, e quando com eles estava, não havia opção de passe.

Na segunda etapa, após CARRASPANA de Itamar, o Noia voltou com alguns guris, acabando com as improvisações. Mas, então, o problema foi a incapacidade técnica dos atletas – muitos por ainda não estarem prontos. Foi o caso do promissor centroavante Chico, que saiu na cara do goleiro do São José e bateu fraco, perdendo gol feito – por isso que caras como Sandro Sotilli ainda jogam.

O muito bem montado time do São José, sob a égide de Beto Campos, marcou o segundo tento no início da etapa final e matou o jogo, controlando-o a seu bel prazer – e com o ingresso de CHIQUINHO para reter a bola. Diante de um bom adversário, num campo pequeno e com a equipe em formação, o Noia não conseguiu fazer frente ao Zequinha, de modo que a derrota foi merecida.

Na entrevista pós-jogo – na qual ouvi de camarote, pois o vestiário visitante fica embaixo da arquibancada -, Itamar Schulle foi muito lúcido na análise do jogo. Falou da necessidade de dar ritmo aos jogadores que chegam ao Estádio do Vale em meio à competição, da dificuldade de se montar um time com atletas em diferentes níveis de preparo físico e da necessidade de ser competitivo e buscar vagas no mata-mata. Se o CRISTO CARECA tiver algumas peças a mais pode fazer um salseiro na competição.

A contratação de Jô e retorno de Diogo devem solucionar parte dos problemas de ataque do Noia, tal como os retornos de Mazinho na armação, Rafael Mineiro na ala-direita e Max no gol. Zagueiros emprestados a clubes que disputam as séries B, C e D do Brasileirão, quando retornarem, devem brigar por vaga com Juan Sosa e Leo no miolo de zaga.

Essa é a visão de um torcedor anilado que esteve na cancha e faz sua análises imberbes com base no que viu, não apenas no achismo ou na bola de cristal, como quase toda imprensa local.

Corneteando o Lucas,
Zezinho

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3 Respostas a Revés que vem para bem

  1. Weber diz:

    Com um pouco de paciencia, chegaremos lá.
    DÁ-LHE NOIA!

  2. Denis diz:

    Pois é.. são as dificuldades de um time em formação, onde toda semana aparece algum novo jogador para compor o elenco…
    E próximo sábado tem jogo do Nóia no Estádio do Vale. Estarás por aí, Zezinho?

  3. Thiago diz:

    Acho que como bom entendedor de futebol,é hipócrita em colocar a responsabilidade em dois jogadores novos, Léo foi muito mau, joao sales, eu acompanho o dia a dia dos atletas e sei que esse goleiro e o lucas tem um baita potencial e ainda serao importantes pro noia…

    valeu e pensa um pouco mais ta…abraço

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