Dois, dois, dois…

DSC_4125

Depois de 20.000 mudanças de dias, horários, velocidades de vento e MAPAS ASTRAIS, finalmente Cruzeiro e Aimoré se enfrentram pela Copa Metropolitana. Devido a total falta de habilidade da FGF em cuidar das datas de suas próprias competições, o enfrentamento foi apenas o segundo de cada clube na competição que dará a simbólica Taça BR-448 (ns).

Ainda sem um relvado apto para o desporto ludopédico, o alviazul porto-cachoeirense vai mandando seus jogos no Estádio Passo D’Areia, o campo do São José. Famoso por possuir todas as arquibancadas cobertas e mais conhecido ainda pelo seu CARPETÃO sintético. Aliás, sigo com a dúvida, como fazem os jogadores que possuem RINITE em peleias como as de ontem que chove bastante?

Observações perspicazes a parte, vários elementos tornavam o jogo vital para ambos. Para os cruzeiristas, seria uma chance perfeita de tirar o zero da tábua de pontos. Já no olhar leopoldense, o êxito seria de bom tom, haja vista que, além da derrota no último sábado para o ajuntado desassistido do Internacional/Poa, era a primeira partida do técnico Gilmar Iser na casamata Índia. Em suma, segunda TERTÚLIA para ambos.

Falando no comandante Iser, este já promoveu uma significativa mudança do ponto de vista tático, colocou o time do bairro Cristo Rei a jogar no 3-5-2. Mas não tendo muita FÉ no sistema defensivo indígena, além dos três beques, DOIS volantes guarneciam a MEIÚCA. O ônus foi a falta de toque de bola, o BÔNUS foi a grande liberdade que ganharam os alas.

Após um início de partida MURRINHA, numa jogada de flanco, Alex cruzou para seu xará A. Herber. O homem que quer emular PAULO BAIER, na fase Criciúma, como ala que chega à área, cabeceia e possui DOIS nomes, foi derrubado na área pelo zagueiro Ivan. O árbitro assinalou o tiro livre da marca que não é de cal.

Na batida, Alex repetiu o erro cometido na Divisão de Acesso contra o Brasil e chutou mal, o goleiro Fábio tocou na bola, ela foi à trave e saiu. A máxima do futebol de quem não aproveita, se arrepende e leva o TUFO foi repetida. Luis Henrique RATEOU bonito, Santiago tramou e Matheus completou para a meta de guarda-valas capilé.

DSC_4017

Julio Abu, em cobranças seguidas de escanteios, assustou Rafael, que em saídas temerários, provocou arrepios até nas penas dos cocares dos poucos Índios presentes nas bancadas do estádio do time do TIO CHICO.

O Aimoré conseguiu se ajeitar na cancha e cresceu, aos 42′, LS9, em seu início da SEGUNDA passagem com a camisa 9 do Aimoré, deu o passe preciso para Luanderson e este CENTURIÃO do norte do pais deu a querida com afeto para Alex Herber, camisa DOIS às costas, encher o pé e empatar o jogo. A chuva apertou mais um pouco e assim teve fim a primeira e tapa.

DSC_4026

Logo no princípio da segunda etapa, Luis Henrique distribuiu algumas botinadas e acabou expulso. Mesmo com um GARBOSO a menos, a pressão era capilé. Foi tanta que, em jogada de outro estreante, Maxwall, a bola foi da esquerda à direita e quem estava lá? ALEX HERBER para estufar o cordel da cidadela do time ILUMINADO, marcando seu golo de número DOIS no jogo.

O volante ALAIR do Cruzeiro acabou sendo expulso. O drama ao invés de diminuir, progrediu para os visitantes. Pois Luanderson foi expulso também. Rogério deu as BICANCAS necessárias lá atrás e Rafael segurou quando foi preciso.

DSC_3996

Houve tempo para Almir exigir um milagre de Fábio e dos jovens, marotos e faceiros Lukinhas e João Pedro tropeçarem no cadarço subjetivo que separa quem calça um tênis PENTA de quem já tem a maturidade necessária para usar um belo e fidalgo sapato de couro. Assim sendo, as caras novas das canteras barranquistas perderam bom contra-golpe.

Não houve tempo nem de mais chuva, nem de mais algum fato se DUPLICAR na Zona Norte de Porto Alegre, o Cruzeiro chegou a seu segundo tropeço na competição, enquanto o Cacique da Taba obteve sua primeira vitória, ratificando a estreia com os ZWEI pés direitos de Gilmar Iser.

O Cruzeiro revive o clássico Ze-Cruz no próximo sábado, no mesmo estádio Passo D’Areia. Já o Aimoré recebe, em São Leopoldo, o Cerâmica no próximo domingo. Será o reencontro de Gélson Conte com a torcida Índia, após cerca de 4 meses.

Ficha técnica:

Esporte Clube Cruzeiro 1 x 2 Clube Esportivo Aimoré.

Local: Estádio Passo D’Areia – Porto Alegre/RS

Arbitragem: Jonathan Pinheiro, auxiliado por Diego Hennemann e Tiago Pinheiros.

E.C.CRUZEIRO: Fábio; Bastos, Odair, Ivan e Jean; Alair, Otávio, Santiago e Júlio Abu; Maxwell e Matheus. Entraram: Jáderson, Welder e Carlos Eduardo. Técnico: Jefferson Silva.

C.E.AIMORÉ: Rafael; Jésum, Rogério e Luis Henrique; Alex Herber, Luanderson, Toto, Mikael e Alex; Lucas Silva e Maxwall. Entraram: João Pedro, Lukinhas e Almir. Técnico: Gilmar Iser.

Certificado que independente do dia e do horário, choverá em qualquer partida do Aimoré.

Natan Dalprá Rodrigues

Publicado em Aimoré, Copa Metropolitana, Cruzeiro com as tags , , , , , , , . ligação permanente.

Um comentário em Dois, dois, dois…

  1. Pingback: Anuário de um ano que não acabará – Parte II | Toda Cancha

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *