Mais 45 minutos, por favor…

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Quarta-feira, vinte e um de agosto, meu tudo-de-bom Grêmio Esportivo Bagé recebia EM CASA a jovem Associação Garibaldi de Esportes, com seus recém completos 15 anos. Empolgados depois de um BAITA BaGuá, o que trouxe ânimo e confiança, o Bagé prometia embalar. E deveria. “Só que não!”

A equipe jalde-negra era praticamente a mesma, a única mudança foi a entrada de Luis Gustavo no lugar do Diego Rocha que, entre as confusões do clássico, fora expulso no último domingo. A cancha era diferente. A começar porque estávamos na nossa terra, nossa área, grande HISTÓRICO Pedra Moura. E também porque o enxame não estava em peso. (Quarta-feira, três da tarde?! Convenhamos que não é todo mundo que “póóóde” se dar o desfrute de comparecer. Mas tá, mesmo assim, estávamos presentes. Poucos, mas estávamos.).

E a equipe adversária também em muito lembrava a do clássico: de vermelho e branco – parênteses: PRA QUE TANTO VERMELHO NESSE MUNDO, MEU DEUS?! Fecha parênteses. – dos pés à cabeça (suspeito que pra nos intimidar, ou incomodar minha visão) ali estava montado um “BaGá”.

O jogo começou PÉSSIMO! Apagado. E, na minha opinião, só piorou o primeiro tempo todo. Muito erro de passe por parte dos jalde-negros. Pouquíssimas, RARÍSSIMAS, finalizações. 45 minutos totalmente sem pegada, o que me deu sono, juro. A sorte é que a sorte estava a nosso favor: apesar de dominarem nossa área, o ataque do Garibaldi também estava fraquíssimo. Porque senãããooo… olha, ia dar vermelho nesse pseudo-clássico!

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O segundo tempo veio pra valer pela tarde. Dessa vez não ratiei. Subi correndo pra social, de novo agarrada num pancho pra ver se o causo do domingo se repetiria (Imagina! Supersticiosa?! Eu?! Capaz). Sentei rapidinho e fiquei atenta ao inicio do jogo. E não deu certo. O gol não veio. Apesar de Matão estar ali. E Fernandinho também. (A única coisa boa é que pude concluir que não preciso mais comer um pancho todo intervalo de jogo.)

Mas tudo bem, o importante é que a equipe voltou diferente do vestiário. E o jogo também. Badico investiu na entrada do Alex e Tainã. E com alguns poucos minutos de jogo, ainda substituiu Akái por Altieri. Sim, faltavam mais de 30 minutos de jogos e tínhamos matado TODAS cartas. O que interessa é que, com todas essas mudanças, a atitude jalde-negra mudou. E muito. O jogo em si também. Sono passou e a torcida pode até soltar uns quantos esperançosos “AHHH!”. Fomos pra cima. Tivemos INÚMERAS possibilidades de gol. Não entravam. Ainda um torcedor ao meu lado, num grito de tipo #ficadica, tentou ajudar o time: “tu tem que deixar entrar, goleiro.” Infelizmente, Baiano não ouviu, ou fez que não.

Às 16:50 o árbitro apita. Fim de jogo na Rainha da Fronteira. A indiarada do Garibaldi até comemorou o mísero ponto que acumularam; já nós, voltamos engasgados com esse deprimente 0x0 num jogo diferenciado de apenas 45 minutos. Ah, se tivéssemos jogado isso os 90…

Narrando o causo diretamente DE Bagé, atracada num mate véio gaudério, e curtindo esse ventinho minuano,

Luisi Ribeiro

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