Quase lá!

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Quarta feira dia, 04 de setembro de 2013, tarde ensolarada em Crissiumal, um clima de ansiedade misturado com confiança do torcedor rubro-negro. Jogo válido pela semifinal da Segundona (na verdade Terceirona) do Gauchão. Torcedores saindo mais cedo do seu trabalho para acompanhar um dos jogos mais importantes da história recente do Índio Guerreiro da região celeiro.

O Tupi Futebol Clube ( se escreve com i no final e não com y)  da cidade de Crissiumal (não é Criciúma, Santa Catarina) enfrentava o estreante Marau. Jogo sem favorito, sendo que os dois clubes foram as surpresas de seus respectivos grupos, pois no início do certame seus nomes não eram especulados entre os possíveis finalistas do quebra canelas 2013.

Estádio Rubro-Negro lotado e tudo pronto para o apito inicial do cara de preto, o Tupi tinha a volta de seu capitão Caçapa depois de um ano, tarefa difícil na sua estreia, já que teria que marcar o Diabo Loiro Sandro Sotilli, o Sotigol. A disputa começa muito da movimentada e logo no primeiro minuto, o nosso avante Serjão aplica uma meia lua no zagueiro (de nominata muy diferente) Bergamin e quase esticou a rede do goleiro Willian.

Em um ritmo frenético, ao som da torcida Índio Guerreiro, o jogo estava aberto e aos 5 minutos, veio a primeira chance (das duas que teve)  do Sotigol (o velhinho bom de bola) balançar a rede rubro negra.

Primeiro, uma testada a queima roupas, mas que o goleiro Josemar, de alcunha Shrek, praticou uma defesa quase que impossível. Aos 10 minutos Cléberson, jaqueta número 8 do rubro negro, penetrou na zaga do Marau e chutou cruzado, tentando afastar a pelota o zagueiro de nominata diferente (Bergamin) fez o imperdoável, gol contra!

Estava aberto o placar nessa tarde ensolarada na beira do rio Uruguai. Depois disso, a equipe de Marau foi para cima querendo o empate de qualquer maneira, oferecendo os contra ataques para a equipe crissiumalense e quase ao final do primeiro tempo dessa batalha, Sandro Sotilli recebe um cruzamento perfeito mas erra o alvo, sendo essa a sua última chance no jogo!

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Na volta para o segundo tempo, tive a impressão que só subiu um time do vestiário, o Índio Guerreiro, que voltou disposto a liquidar a fatura. Bruno Flores, o camisa 10 rubro negro, era o maestro da equipe, Zeferino e Serjão no ataque quase enlouqueciam a zaga adversária , o Tupi usava seus laterais para atacar a acuada equipe do Marau.

E ainda, o veloz e ensaboado Cléberson costurava boas jogadas perto do guarda metas oponente! O segundo golo era questão de tempo e aos 13′, Bruno Flores foi derrubado pelo zagueiro de tarde trágica, Bergamin, que nome sonoro. Zeferino, o matador, assumiu a responsabilidade e só deslocou com categoria o goleiro Willian Lago.

Festa nas arquibancadas, agora o aguerrido Tupi não sabia se administrava o resultado ou partia de vez para cima do cansado Marau. Mas a dúvida terminou depois de um cruzamento perfeito de Sampaio que encontrou a cabeça pensante de Bruno Flores, que só cumprimentou o arqueiro Willian.

23′ jogados da segunda etapa e estava 3 a 0.  A torcida que já cantava durante todo jogo, aumentou ainda mais o seu volume. A equipe do Marau ainda teve sua chance de marcar o seu gol de honra em uma cobrança de falta muito linda que estorou no travessão do goleiro Josemar, adivinha quem bateu a falta? Só poderia ser ele Bergamin.

E no último lance do jogo , aos 49 minutos, o veloz lateral Sander “Bolt” invadiu a área adversária e o arqueiro Willian praticou um milagre! Apito final e comemoração rubro negra, mas sempre respeitando a esquadra adversária! Agora é só esperar pelo jogo da volta!

Tupi (3): Josemar Shrek, Sampaio, Caçapa, João Carlos e Sander; Amaral (o “Deus da raça”), Róbson Pittbul, Bruno Flores e Cléberson(Giovane); Rodrigo Zeferino (Juninho) e Serjão( Gregori).Técnico: Paulo Henrique Marques

Marau (0): Willian Lago, Leandrinho (Ronaldo), Bergamin, Marlon e Vagno; Marcus (Dani), Danilo, Marquinhos e João Vitor (Davidson); Alagoano e Sandro Sotilli . Técnico:Ricardo Atolinni

Arbitragem: Gilmar Nunes dos Santos, Luiz Euclides Silveira e José Airton Pletsch.

Fotos: Guia Crissiumal

Todos ao planalto médio,

Junior Mujica

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