“Arrá, urrú”! A quarta vaga é nossa!

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Um BAITA dia de sol na Rainha da Fronteira, um jogo decisivo pela Copa Fronteira Sul. De uma parte, estava o Grêmio Esportivo Bagé buscando uma vitória ampla e contando com uma derrota do São Paulo de Rio Grande. Do outro lado, o Grêmio Atlético Farroupilha, já classificado, cumpria tabela. Apesar da presença desses dois fatores (SOL e DECISÃO), a cancha estava… digamos que, bem abaixo do esperado, infelizmente. Talvez pela sequência de cinco derrotas pela qual o jalde-negro vinha, ou talvez vez pela… sei lá, proibição, por parte da Brigada Militar, de entrar com mate no Estádio?! Não. Isso não. Mas temos que rever esse ponto. Sol, jogo e mate tem tudo a ver. Não?!  Continuemos…

“Prof.” Badico manda a campo uma equipe formada no 3-5-2. Sem poder contar com o Matão-e-seus-2metros-de-coxa por ter sentido o joelho no último jogo, colocou na frente de ataque, junto à Kesler, Fernandinho-e-seus-5quilos-de-cachos. Junto a Akái, no meio, escalou o hermano-castelhano-Javier. Apostou como ala, além do já de sempre Wesley, Alex. Deixou Garnizé-vulgo-PedroJr., sozinho, seguido pelo trio de zaga Heberson-e-seu-pé-fraturado, Gustavo e Diego Rocha. No gol nem preciso dizer.

Além de já estar com a classificação garantida, o Fantasma do Fragata entrou em campo ciente de que com qualquer resultado, ainda que ganhasse uma posição na tabela, jogaria a segunda partida das semifinais longe de casa e com adversário já definido: Esporte Clube Pelotas. Valendo-se disso, Géverton Duarte se deu ao LUXO de poupar alguns titulares que não estivessem 100% das condições físicas ou que tivessem PENDURADOS com dois cartões amarelos. Como também não podia contar com o lateral-esquerdo Roger Bastos e o zagueiro Rodrigo Gaúcho, suspensos, o sistema defensivo farrapo foi formado na base da improvisação.

Desde os primeiros minutos, os guerreiros jalde-negros se mostraram decididos à classificação dando todo o gás e não deixando os tricolores respirarem.

Sentindo dor no pé, Wesley foi substituído por Altieri. Assim o esquema tático foi transformado em um 4-4-2. Pedro Jr. junto a Altieri formaram uma dupla de volantes. E Alex foi puxado pra trás.

Aos 37 minutos do primeiro tempo, num escanteio, Kesler cruza e Diego Rocha, de cabeça, manda a redonda pra dentro. O segundo gol saiu no finzinho da primeira etapa, aos 45 minutos. Após um lançamento da defesa, Kesler ganha a disputa dentro da área fantasma, onde a zaga e o goleiro Diego batem cabeça. A bola sobra para Javier rolar até Akái. O camisa 10 só tem o trabalho de empurrar pro fundo da rede.

A equipe jalde-negra volta exatamente igual para a segunda etapa. Uma linha de quatro na zaga, um quadrado ao meio com dois volantes e dois meias, e dois no ataque. Era necessária, porém, a ampliação do placar para selar a classificação. Com o 2×0 momentâneo, o Bagé daria adeus ao primeiro turno pelo critério do número de cartões amarelos. Acreditem!

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Maaaas AINDA TINHA MUITO JOGO! Logo aos 4 minutos, após cruzamento na área, Késler ajeita de cabeça pra trás e, novamente, Akái só tem o trabalho de escorar de cabeça pra dentro. Aos 7 minutos, num lançamento da defesa, Késler deu um “CORTA-LUZ” e deixou Javier na cara do gol. O mesmo tentou driblar o goleiro e num passe desses SEM QUERER deixou Késler sozinho enquanto a defensiva pelotense assistia o lance, imóvel. O atacante fechou o placar em 4×0.

Com este resultado, somado a derrota do São Paulo que também já estava ocorrendo, a classificação do Bagé ia se desenhando. Diante disso, o “prof.” resolveu fazer algumas alterações para manter o ritmo (e o resultado) e poupar alguns lesionados. Heberson deu espaço para o queridão-da-torcida-Aguinaldo. Akái à Tainã. Fernandinho e Késler à Vinicius e Diego Gouveia, respectivamente.

Ainda com o placar estagnado nesses míseros 4 golzinhos (risos), próximo das 17 horas, o árbitro faz soar o seu apito e dá fim a este capítulo.

Corre pro abraço, jalde-negro, que a classificação está garantida! Quem foi ao Pedra Moura viu, quem não foi perdeu – um baita jogo! Uma baita goleada! – Agora te contenta com este texto, vivente! E aparece no próximo!

Pelo lado tricolor, ainda que estivesse previsto o avanço de 4 agremiações dentre as 5 postulantes, a classificação também é motivo de orgulho. Cabe o reconhecimento de que  zaga titular – a excetuar-se a atípica partida contra o Grêmio – tem dado conta do recado. O problema é a falta de bola na rede: um único gol marcado em 6 jogos (incluindo a Copa Willy Sanvitto), sendo este em uma rara falha do goleiro veterano Luciano.

Esperando por Xavante (e pelas manadas de seus loucos torcedores que certamente virão) e Lobo (ansiando por casa cheia dos dois lados), respectivamente,

Luísi Ribeiro e Marcos Ceron Gonçalves

Com algumas contribuições de quem viveu este momento, e fotos do assessor de imprensa do GEB, Alex dos Santos.

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