Anilado chega à decisão do turno porque mantem uma (boa) ideia de futebol

Jô arremata contra o Inter: Noia arrancou empate em Alvorada e vai à fila do turno. (Foto: ECNH)

Jô arremata contra o Inter: Noia arrancou empate em Alvorada e vai à fila do turno. (Foto: ECNH)

Ao bater o bom time do Internacional, o Novo Hamburgo se credenciou a uma nova final 1,5 ano depois da decisão da Taça Piratini, novamente sob o comando de Itamar Schulle. E se no Gauchão de 2012 o time anilado se credenciou a voos mais altos desde o início da competição, no Campeonato Metropolitano o Noia disputa o caneco com o rival Aimoré porque manteve uma filosofia de futebol mesmo com um início mambembe.

A maratona insana de jogos ao que o Noia foi submetido, juntamente com outras equipes, não permitiu a Itamar Schulle repetir escalações em jogos consecutivos ou mesmo consolidar uma equipe propriamente titular. Para superar as adversidades o treinador procurou homogeneizar a equipe através de uma esquema tático bem definido e uma proposta de jogo igualmente bem idealizada.

O Novo Hamburgo parte de um 4-3-3 base, que se defende tanto no 4-4-2 quanto no 4-2-3-1 quando necessário. Os laterais tem movimentados sincronizados, sem que dois deles subam ao ataque simultaneamente. Um lateral ofensivo (Alex, Rafael Mineiro) é compensado por um jogador mais defensivo na outra banda do campo (João Neto, Marquinhos). A dupla de zaga é formado por um defensor mais técnico e ágil (Juan Sosa, Pyuol) e um beque mais pesado e forte no jogo aéreo (Léo). Um volante marcador (Magno, Alberto) fica à frente da zaga, enquanto um segundo homem de contenção (Rafael Ceará, Bruno) carrega a bola pro ataque e cobra um dos laterais.

Há um meia centralizador, armador (Talhetti, Mazinho, Meirellis, Michel), que controla as ações ofensivas do anilado e que ajuda no combate. Seu papel é municiar os pontas da equipe (Eliomar, Jô, Diogo, Lucas Santos), sendo que um deles sempre volta pra articular as jogadas e marca a saída da defesa adversária. Os atacantes mudam de lado de campo constantemente e mesmo o homem de referência (Brandão, Cristiano) trabalha como ponta-de-lança para dar assistência a quem vem de trás.

Jô marcado no jogo de ida: atacante revelado pelo Cruzeiro tem sido um dos bons nomes nesse Metropolitano. (Foto: ECNH)

Jô marcado no jogo de ida: atacante revelado pelo Cruzeiro tem sido um dos bons nomes nesse Metropolitano. (Foto: ECNH)

Esse crescimento e essa definição de ideia de futebol só foi possível com novas contratações, homogeneização do grupo e aumento da competitividade interna. No começo da campeonato o banco de reservas era composto quase que essencialmente por jovens recém egressos da base do clube, fazendo com que a qualidade técnica do time caísse abruptamente com o passar das substituições.

O recheio do elenco possibilitou a Itamar modificar diversas vezes a equipe para fugir das lesões musculares e manter o padrão de jogo sem que a qualidade técnica decrescesse. E mesmo nos embates das semi-finais contra o Colorado, em que o Noia jogou abaixo do que vinha jogando, conseguiu melhorar significativamente no segundo tempo e chegar aos resultados que precisava.

No Estádio do Vale, após um primeiro tempo pobre e um gol sofrido, o estreante Meirellis, proveniente do Aracruz/ES, entrou na segunda etapa e guardou duas BUCHAS de falta, virando o jogo e dando a vitória ao Noia. Na partida de volta, em Alvorada, (inacreditavelmente disputada 47 horas após o jogo de ida) o Internacional novamente saiu na frente e se classificava graças ao gol marcado fora de casa. Mas o ingresso de Eliomar, jogador da confiança de Itamar, aumento a movimentação do ataque e o avante anotou o tento de empate. Mais uma classificação dramática na era Schulle.

A decisão do 1º turno do Campeonato Metropolitano é mais do que a oportunidade de se colocar antecipadamente na final do campeonato e permitir a Itamar encontrar sua equipe ideal. É a oportunidade de se erguer uma taça, de consolidar o trabalho do treinador e da direção – por vezes criticada por mim – e de ter retorno financeiro com o apoio da comunidade.


Sempre rezando ao Cristo Careca,
Zezinho

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3 Respostas a Anilado chega à decisão do turno porque mantem uma (boa) ideia de futebol

  1. Esse Jô é um jogador que desde que surgiu eu quero ver no Juventude. Até hoje não rolou…

  2. Weber diz:

    O Clássico do Vale vai dar o que falar.

  3. Marcelo Alves diz:

    Tche, lendo todo o texto do Zezinho…e avaliando as contratacoes do Noia, o treinador que temos, vice de futebol e o patrimonio que esta se montando, admito que estamos formando um puta time, uma puta base para 2014….

    Esta com cara que neste segundo semestre alguma taca iremos levantar e em 2014 a dupla grenal, caju e brapel que se prepare, pois aquele velho Noia da decada de 80 e de 2005 estara voltando….

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