Da glória à lama, passando pelo caos

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Segunda-feira é uma fecha totalmente fora de COMPASSO para que se tenha futebol. Não sendo este um dia comum de a bola rolar, coisas anormais tornam-se propensas de acontecerem. O jogo entre Aimoré e Novo Hamburgo era válido pela final do primeiro turno de uma das COPAS INVENTADAS pelo tio chico pra dizer que fez alguma coisa pelo futebol do interior. Porém, não adianta criar um monte de torneio se os responsáveis por GERIR O JOGO são incapacitados: a explicação vem mais adiante.

No Estádio do Vale, na terra do calçado, o Anilado Sapateiro e o Índio Capilé PELEAVAM pelo título de campeão do primeiro turno da Copa da Metrópole. A esquadra amoresista necessitava de qualquer vitória para agarrar o troféu enquanto o NÓIA  necessitava de um simples empate. Na primeira metade do jogo, os dois times mantiveram o jogo em água morna, não apresentando grandes perigos. O domínio territorialista era do pessoal da Estação Santo Afonso. Apesar de que o barulho audível na cancha era todo feito pela empolgada e, em grande contingente, presente torcida leopoldense. E tudo isso tendo, como fonte NOTICIOSA, o rádio e estando em outra cidade que não a da partida, é muito angustiante.

Essa SINA de ter que procurar o underground da internet/radiodifusão para poder acompanhar o que acontece com o clube que traz a insígnia de nossa terra-mãe é uma das tantas chagas que um torcedor de qualquer agremiação interiorana tem de sofrer. Um clássico ainda é um verdadeiro martírio em que a tortura e a sofreguidão são lentos e constantes.

Termina o primeiro tempo, o vivente vai prover a janta ou retornar aos afazeres profissionais e volta a ficar na frente do NOTELIVRO pra ouvir a última etapa da tertúlia do balípodo. Precisando de uma vitória, o comandante Gilmar Iser coloca Lukinhas e  João Paulo em campo e estas mudanças logo demonstram surtir efeito: os barranqueadores se saem de trás e ECNH dá uma sentada tal como cavalo esbarrando nas pistas de Esteio.

O tempo passa, o tempo voa, o gol não saía e a adrenalina foi no pico. Mas nessa noite chuvosa, apenas iluminada pelos refletores, eis que PADRE REUS, direto do bairro Cristo Rei, manda uma luz: aos 35 minutos da segunda etapa, Lukinhas faz o gol que seria o do título; entre piscadelas, bocejos e, consequentemente, sobressaltos na cama; socos no ar, líquidos voando e abraços nos indígenas mais próximos, todos tomados pela alegria do tento. Veio à mente o acesso à série B, o acesso à série A e até mesmo um tal boné que anda abençoando SUBIDAS.

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Em menos de 365 dias, a epopeia ganhava um novo contorno. Como se não bastassem todos os feitos épicos até aqui, uma TAÇA conquistada na casa do maior rival era mais do que qualquer alviazul poderia contar em seus mais insanos devaneios.

O jogo se encaminhava pro encerramento, a torcida capilé fazia do estádio alvirrubro uma verdadeira OCA: tava armada a farra, com direito a gritos de OLÉ. Bueno, como dissemos no início, essa é uma noite atípica e como tal, guardava surpresas.

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Eis que ele, o senhor árbitro Márcio Chagas da Silva, por muitos considerado um bom árbitro, porém na visão de quem acompanha o futebol pampeano o conceito real é:  É SÓ MAIS UM ASSOPRADOR DE APITO.

O TIO botou as manguinhas de fora: o goleiro Axel do ÍNDIO rebateu mal uma atrasada de bola. A ingrata foi no corpo do atacante hamburguense, subiu, um segundo jogador de NH foi na direção da mesma, atrapalhando o substituto de SÃO RAFAEL e, por estar na frente do lance, foi caracterizado um impedimento.

Lucas Santos, que não tem nada com isso, fez o gol, mas foi inicialmente anulado pelo bandeira. Aí o banzé foi feito. Os homens foram enquadrar o cara do apito, espernearam, gritaram, ameaçaram ligar pras suas mães ou para donos de transportadoras. O juiz, só pra disfarçar, foi consultar seus colegas. Um dos bandeirinhas confirmou o impedimento e manteve a anulação, mas um dos outros ‘’figurantes’’ da arbitragem, ajudado imediatamente por um amigo (?) de uma rádio, confirmou gol legal.

Márcio Chagas da Silva, reincidente em ‘’estercadas homéricas’’, mudou de ideia e  validou o gol. Quando tu te propões a fazer alguma atividade profissionalmente, é necessário ter ética, respeito e principalmente ter preparo  técnico para tal. Errar faz parte do processo, mas este senhor vem há muito tempo mostrando INCOMPETÊNCIA pra apitar, assim como muitos de seus colegas. Como um bandolero qualquer, tomou de assalto o título do Aimoré e entregou ao co-irmão que veste as cores branca e anil.

Como já fizera com o pessoal da dupla CAJU, o rapaz e sua capacidade de atrair todas as descargas elétricas do céu possíveis fizeram com que um grande Clássico do Vale, talvez o melhor valorizado em muitos anos tenha perdido completamente o brilho. Pelo conjunto da obra, o time do Itamar Schulle merecia a taça, isso é evidente. Mas neste jogo, o preponderante foi mais uma vez, infelizmente, a sujeira de uma CAGADA se coloca á frente até mesmo do brilho da festa do título.

Incrédulos, chateados, mas orgulhosos do espírito desse grupo de verdadeiros ÍNDIOS e da torcida capilé,

Amaro Francisco Viero Silveira e Natan Dalprá Rodrigues.

(As fotos são do Grupo Sinos)

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4 Respostas a Da glória à lama, passando pelo caos

  1. João Francisco diz:

    Concordo perfeitamente com o texto. O Marcio Chagas é uma cria da FGF, RBS ,TV COM e dupla do mal. Só para eles que ele é um bom árbitro. Os motivos são óbvios !!!

  2. Henrique diz:

    Esse Márcio é o pior, sem dúvidas.. esse ano ele expulsou o zagueiro do meu Esportivo aos 40 DO PRIMEIRO TEMPO, contra os vermelhinho nesse estádio ai, inclusive, sendo que nem falta fez.

    E lembrem-se, ele foi eleito o melhor árbitro do Gauchão-FGF-GRENAL-RBS!!!!!!!!

  3. O gol do Noia foli legal, a furada toda foi do zagueiro e goleiro do aimoré, o Leo não tocou na bola , estava de costa para a jogada não participando da jogada, o goleiro do aimoré voou por cima dele, só que a jogada acontecia ao lado com Lucas Santos, não era a direção que o goleiro do aimoré tomou, tanto é assim que o comentarista de arbitragem Chico Garcia da rádio bandeirantes disse que o gol foi legal. Por outro lado o Anilado teve um gol legal no 1º tempo em que o bandeirinha deu o gol e o juiz anulou.O Noia nos 180 minutos foi melhor em 135 minutos, teve a melhor campanha, Portanto título justo e merecido, o resto é choro do eterno freguês.

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