Buenas e m’espalho. Trago boas novas.

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Pros jalde-negros, pelo menos. E muito boas, inclusive. Tivemos na noite de terça, no tradicional e meu amado Estádio da Pedra Moura, às 20 horas, pelo segundo turno do fundo do poço do Gauchão, uma peleia dessas de deixar a abelhada mais feliz que lambari de sanga. É sério. 

O jogo era importante. Aquele tudo ou nada. Ou vai ou racha. Apesar da importância, a torcida não compareceu em peso. (Deixo minha revolta aqui!) Com a casa vazia, mas um gramado enfim verdinho novamente, uns refletores quase funcionando perfeitamente, e uma garra espetacular, a equipe jalde-negra meteu três na indiarada do Guarani de Venâncio Aires. (Bem feito pra quem não foi. PER-DE-RAM!)

Tá, tenho que confessar, a partida não começou bonitaça assim. Sem poder contar com alguns titulares expulsos no jogo contra o TAC, mas com o retorno, de lesões, de Wesley e Rodrigo Dias, o “prof.” Badico apostou novamente no 4-4-2. No primeiro tempo, alguns dos guerreiros amarelo e preto se a-a-r-r-r-a-s-t-a-a-a-a-v-v-a-a-m-m em campo. Pareciam tão desanimados quanto os torcedores que não foram. Algumas poucas chances de gol, infelizmente, mal concluídas. Algumas defesas, agora felizmente, bem sucedidas. Nada, nadica, de entusiasmar mais e de fazer a torcida se agarrar no alambrado, do que a confusão que nesse meio tempo teve. Originado por um cotovelaço dentro das quatro linhas e um cuspir de xingamentos entre comissões, o rubro-negro Clodoaldo, o eterno anjo-vingador-Badico e o sempre-enlouquecido-doutor-Paulinho-Machado receberam o temeroso cartão vermelho.

O que podia render ao Bagé, não rendeu. Mesmo com um a menos em campo, o Guarani manteve uma atuação segura, e manteve o jogo no 0x0 até o fim desses primeiros 45 minutos. 49 pra ser mais exata!

Maaas, pra felicidade geral da nação jalde-negra, algo de extraordinário aconteceu no vestiário – uma luz superior ou uns bons gritos de confiança mesmo. Bastaram 2 minutos do início da segunda etapa para que o baixinho-e-agitado-Wesley cruzasse a redonda na cabeça do Matão-e-seus-2metros-de-coxa e esse mandasse ela pra dentro da rede.

Mesmo com muito tempo de jogo, a alegria voltou ao Pedra Moura. A equipe desta Rainha da Fronteira cresceu, se impôs, mostrou vontade e atitude. O Guarani não se entregou – o que também é verdade – arrancando belas defesas do goleirão Fernando-já-criando-raízes-no-GEB.

Lá por volta dos 30 minutos, Matão na cara do gol recebeu uma rasteira do índio-goleiro ou goleiro-índio. Pênalti marcado. O próprio 2metros-de-coxa cobrou e fez mais um dele e do jogo. Os 2×0 iam sendo mantidos, os jalde-negros iam trocando passe e arrancando uns OLÉ das arquibancadas. Até que, já nos acréscimos, numa cobrança de falta, Heberson-e-seu-pé-já-se-recuperando-de-fratura meteu um golaço, guardando a redonda no canto esquerdo do Rodrigo.

Com um placar de 3×0, e já concluídos os acréscimos, o árbitro só deu o tempo dos jogadores comemorarem e deu seu apito final. Fim de jogo. Fim de papo. Hora de correr pro abraço, jalde-negros. Agora mais confiantes numa possível classificação. Certo?

O Grêmio Esportivo Bagé entra em campo novamente hoje, também às 20 horas e no Pedra Moura, contra o São Paulo de Rio Grande pela Copa Sul-Fronteira. (COMPAREÇAM, JALDE-NEGROS!) Já no domingo, a equipe tem, em Crissiumal, seu último confronto dessa fase classificatória da “terceirona”.

Enquanto isso, do outro lado…

Mais confiantes do que nunca, os índios chegaram à Rainha da Fronteira necessitando de uma vitória para encaminhar a classificação aos mata-matas. Porém, os anfitriões Jalde-Negros não podiam nem empatar se ainda quisessem sonhar com o acesso. Uma peleia das brabas era esperada por ambas as partes, já que o Guarani não havia sido derrotado longe de casa nas fases classificatórias. O Bá-Gua GENÉRICO prometia.

Quem vê este placar elástico pode pensar que foi um massacre. E estaria muito errado! Não foi. O equilíbrio natural do início foi ameaçado por um amarelo para Clodoaldo em um lance no círculo central, aparentemente INOFENSIVO. Mas os de Liga viram em um entrevero na área local a chance disto. O PONTEIRO rocasalense de tantas peripécias neste certame trocou ABRAÇOS com o lateral Diego Gouveia. El de apito tomou a decisão mais prejudicial possível, amarelo para ambos. Pela regra, nosso camisa 7 foi para o chuveiro mais cedo, aos 25 minutos.

O panorama mudou. O Guarani fugiu de seu plano de jogo habitual e bombardeou Luan. O matador levou vantagem na ESMAGADORA maioria das vezes sobre os Jalde-Negros que o sufocavam. O Bagé tentou chegar sem eficácia alguma, e mesmo com 10 tauras, o Índio ameaçava mais no Bá-Guá genérico até o final do primeiro tempo.

Tudo mudou no primeiro lance da segunda etapa. Wesley cruza da esquerda, Matão cabeceia no meio do gol e funcionou! Rodrigo estava mal colocado e aceita. Começava o inferno e a falta do CAPETA de Roca Sales era cada vez mais lamentada.

Uma sequência de três faltas poderiam ter sido a redenção. Coube a Rafael Bitencourt a tarefa. Em uma dessas o meia colocou no ÂNGULO e contra-pé do arqueiro, que fez uma grande defesa!

No ataque seguinte bajeense, cruzamento da direita e tabela com Matão que dá uma MANCHETE para a área. A zaga Índia, parou esperando a marcação da irregularidade, enquanto o avante Auri-Negro recebia em condições, Rodrigo saiu como um trator e foi assinalado castigo máximo!(!!!!!!!!!!!!!!!!) Gol de Matão cobrando no meio do gol.

O segundo êxito fronteiriço acabou com os Mateiros. Mas, há de se ressaltar o fato de que não haviam chutes a gol por parte do Guarani, que só CISCAVA e não arriscava, fica difícil vencer assim com todas estas CONTINGÊNCIAS.

Finalizando com chave de ouro, Héberson cobrou falta lá onde dormia a coruja, fim da linha! O Guara conheceu sua primeira derrota fora de seus domínios nas fases classificatórias. Também pretende marcar uma reunião com o Coronel da federação, em uma audaciosa tentativa de acabarmos com arbitragens de liga, como o que já ocorreu em Rio Grande e Palmeira das Missões.

Com seis pontos, permanecemos na segunda posição. Teremos pela frente a dupla Ta-Tu. Dia 16, em Crissiumal, confronto de Rubro-Negros antigos donos do pago. No dia 20, última rodada, recebemos o TAC na Capital do Chimarrão.

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Cancheirada reunida!

Fotos: Francisco de Assis/Jornal Minuano e arquivo cancheiro.

Já espalhada como pó de mangueira em pé de vento, cultuando ditados gaudérios, sonhando com a classificação – e com poder pôr no próximo texto “mais feliz que mosca em tampa de xarope” –

Luísi Ribeiro.

De volta ao mundo mágico da coluna 1;

Régis Nazzi

Publicado em Bagé, Guarani-VA, Terceirona 2013 com as tags , , , , , . ligação permanente.

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