Vencemos! O resto se resolve outra hora…

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Confesso que não estou certo sobre de que forma devo abordar os acontecimentos da última tarde de sábado. Uma boa vitória sobre um adversário que ocupa um patamar de dois degraus acima na hierarquia sul-rio-grandense de certo é digna de eufórica comemoração. Mas há como sorrir de forma sincera em face dos acontecimentos recentes?! Chego à conclusão de que um torcedor interiorano não tem o direito de furtar-se de celebrar uma conquista, ainda que efêmera.

Pouco mais de 200 exemplares humanos foram testemunhas do triunfo – o segundo em sequência, ressalte-se – tricolor fragatense frente ao São Paulo do Rio Grande. Aqui cabe a maior crítica e mais um motivo de depressiva consternação. Sábado, 15h30, tempo bom. Por que tão pouco público?! É claro que não se deve exigir casa cheia de uma torcida (por natureza já corneteira, ressalte-se novamente) que ainda não estancou a ferida do rebaixamento. Todavia, a força de vontade apresentada pelos farrapos (como um todo, aqui incluo plantel profissional e corpo diretivo) nesse segundo semestre merecia, sim, melhor crédito por parte de seus aficionados.

Disposto a vingar o primeiro revés, o Leão da Linha do Parque – que comemorava o aniversário de 105 anos de fundação no dia – foi pioneiro no se que refere à partir pra cima. Num lance em que o garoto (ns) Alê Menezes arrematou de dentro da área, o balão carimbou o poste e sobrou livre pra Tainã que, com o gol aberto, protagonizou uma cena de dar inveja aos boleiros de fim de semana que enviam vídeos de suas peripécias para revistas eletrônicas televisivas dominicais, ao finalizar incrivelmente para fora.

Afora o erro isolado, os rubro-verdes foram melhores nos primeiros 15 minutos e, com boa organização de jogadas, por pouco não abriram o placar. A partir daí, foi a vez do time da casa se impor. Investidas de Paulo Santos, Carlos Alberto e Roger Bastos buscavam, pelo costado de defesa riograndino, servir Gleisson, o isolado homem de frente.

Presença de público foi a decepção da tarde

Presença de público foi a decepção da tarde

Aos 38 minutos, depois de desperdiçar TRÊS chances claras, o Farroupilha abre o marcador. Roger Bastos faz um SARANDEIO na área adversária, entra a dribles, deixa até o experiente goleiro Luciano no chão e cruza. Rodrigo Gaúcho só tem o trabalho de escorar de cabeça pro fundo do gol. Alegria que valeu o ingresso de quem foi e o arrependimento daqueles que se ausentaram mas não resistiram à tentação de acompanhar no radinho de pilha.

A segunda etapa foi quase um REPLAY da primeira no que tange aos períodos de domínio do jogo. Os aniversariantes chegaram próximo à igualdade em 3 oportunidades, mas brilhou a estrela do bom goleiro Diego. Os fragatenses ainda tiveram chances de ampliar com cobranças de Carlos Alberto, mas o funcionário do placar (este existe apenas no campo das ideias) permaneceu inerte.

Primeiro sondou pelas arquibancadas...

Primeiro sondou pelas arquibancadas…

Da etapa complementar nada mais a ser destacado, a não ser a figura canina que invadiu o gramado e deu um pique com uma vitalidade de dar inveja a muito atleta ali presente e empolgação que serve de exemplo para muito torcedor que o assistia. Detalhe: a partida não foi parada durante a invasão do GUAIPECA.

No final da contenda, não foi surpresa a tentativa de pressão dos que estavam em desvantagem, mas nada que assombrasse de fato aqueles que ostentam a jaqueta que um dia foi de CARDEAL.

Vitória! Deve ser comemorada, ainda que existam muitas preocupações e ponderações com o passado e com o futuro. Esqueçamos tudo! Sigamos!

Farroupilha (1):

Diego; Miro, Fuca e Wagner Rincón; Paulo Santos, Cristiano, Carlos Alberto, Bruno Ratinho (Jone), Rodrigo Gaúcho e Róger Bastos (Gabriel Lima); Gleisson.

Técnico: Geverton Duarte.

São Paulo (0):

Luciano; Luiz Fernando (Manivela), Carlão Farias (Guilherme Moller), Wagner e Jean (Locatelli); Carlos Alberto, Émerson Dantas e Fabiano Diniz (Piccinini); Tainã (André), Robert e Alê Menezes.

Técnico: Rudi Machado.

Arbitragem:

Francisco Soares Dias, auxiliado por Luiz Paulo Rodrigues e Rui Renato Junior.

Marcos Ceron Gonçalves

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