Era Uma Vez Um Homem Chamado Alípio

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Era uma vez um homem chamado Alípio. Ele trabalhava na maior loja de sua cidade como atendente. Em um belo dia, seu chefe o chamou e disse: “Chê, se tu vender todo o estoque e nos levar ao topo de vendas, eu te dou 20% de todo lucro”.

O bagual enlouqueceu. Foi para a loja como um leão – com unhas e dentes – agarrou todos os clientes possíveis até atingir sua meta. Seu chefe ficou muito feliz, toda a cidade falava apenas do grande feito.

Alípio ganhou alguns dias de folga, viajou, encontrou sua família e retornou. No primeiro dia após seu retorno ele vendeu apenas cinco produtos. No segundo, três. Uma semana se passou e Alípio seguia apático.

Não suportando a falta de resultados, o chefe demitiu Alípio. A loja caiu bruscamente no ranking de vendas e demorou um grande tempo até conseguir reestruturar-se.

Buscando uma explicação para a apatia do ALÍPIO, iniciamos mais um texto para o FRENÉTICO leitor do TC. [non_sense/off]

Uma ensolarada tarde de terça-feira na EVOLUTIVA cidade papareia. Tudo que os cerca de MIL torcedores do Sport Club São Paulo – DO SPORT CLUB SÃO PAULO – puderam ver foi uma reprise.

Enquanto o rubro-negro buscava apenas confirmar o primeiro lugar do grupo e não tinha pressão alguma, por parte dos CATURRITAS  a história era inversa. A equipe buscava desesperadamente uma vitória. Triunfo, esse, que traria a classificação, o alívio, a paz. E ele não veio.

Em um primeiro tempo digno de causar SONOLÊNCIA, Xavantes e Rubro-Verdes não saíram do zero. O ataque rubro-negro pouco assustou a meta de Luciano, enquanto o rubro-verde conseguiu uma bola no travessão em uma BAITA cobrança de falta do PIÁ JEAN e um VOLEIO de Saraiva, defendido pelo Luiz Louva-Deus Muller.

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Na volta do intervalo, o São Paulo foi melhor. Principalmente depois da entrada do meia Piccinini no lugar de Saraiva. Aliás, o meia pode terminar a temporada sem nenhum gol e nenhuma assistência. O porquê da titularidade dele durante toda a temporada ninguém sabe. Talvez alguém tenha uma boa explicação, nós torcedores não entedemos de futebol.

Em algumas arapucas armadas pelos índios rubro-negros, Luciano trabalhou por duas vezes. Na primeira, em cabeçada a queima roupa. Na segunda, mergulhou de peito aberto e evitou que PAPA marcasse no Dapuzzo – que embora também seja SACRO, não é o Vaticano.

A maior posse de bola rubro-verde resumia-se em passes rasteiros que tropicavam (infinitamente) nos buracos do castigado relvado da linha do parque.

Em alguns lapsos de boas jogadas, o SP perdeu três boas oportunidades de marcar. Robert, na primeira, bateu forte para boa defesa do arqueiro rubro-negro com o pé, após excelente jogada de Fabiano Diniz. Na segunda, o próprio El Tanque isolou num chute displicente e sem direção. Na terceira, foi a vez do destaque da tarde, Jean, bater cruzado e assustar os comandados do aporrinhante Rogério.

Quando os comandados de Rudi já partiam para uma pressão enlouquecida, Marcio Hahn recebeu sozinho na entrada da área e ainda teve tempo de parar, comer um churrasquinho – um por três, dois por cinco –  e tirar do goleiro Luciano. 40 voltas no ponteiro e o golpe fatal foi dado. Sem forças para reagir, o SP investiu sem muito perigo na área Xavante. Fim de papo. Quinta derrota para o rubro-negro em sete jogos oficiais no ano. É verdade que a nossa única vitória foi no clássico mais importante da temporada, o jogo do acesso  mas não dá mais.

Com a goleada do Pelotas sobre o Bagé na Pedra Moura, o São Paulo agora torce por uma vitória do Farrapo frente os jalde negros. Caso ocorra, passaremos sem muitas pretensões para mais dois confrontos contra o Xavante. E se não ocorrer, será um dos maiores fracassos do SP em sua história. Em um grupo de CINCO clubes com QUATROS deles avançando de fase, o rubro-verde está próximo de conseguir a façanha de ser eliminado em ambos os turnos.

Desde o acesso são 3 – podendo ser 4 – eliminações consecutivas. 17 jogos, 5 vitórias, 3 empates e NOVE derrotas. Míseros 35% de aproveitamento.

Senhores jogadores, comissão técnica e demais envolvidos: futebol é resultado. Os mais experientes deveriam, ao dar entrevistas, falar que estão deixando a desejar e não que a torcida esqueceu o que foi feito alguns meses atrás. Isso jamais será esquecido, não se preocupem. Mas, se já conquistaram tudo que acham que lhes cabe, adeus. Sem ressentimentos, de boa, ainda há tempo.

Ah, na verdade, o que o chefe queria não era um Alípio sempre sendo o melhor, ele sabia que isso não era possível. Ele queria um Alípio que sempre TENTASSE ser o melhor. Um funcionário que reconhecesse suas deficiências e não esmorecesse. Um taura que ao alcançar uma meta buscasse melhorar, sonhar mais alto e, principalmente, que não jogasse na cara dos outros que outrora fora escolhido o empregado do mês, como se bastasse para lhe manter no cargo.

O chefe disse: “Alípio, vá ser feliz.”

E o que o chefinho mandou, tem que obedecer. Assim fez Alípio…

Torcendo pelo Farroupilha como o grande TREM,

Matheus Almeida e Guilherme Rajão

(As fotos são de Guilherme Rajão. Já o vídeo é da música Eu quero gozar, de Alípio Martins)

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2 Respostas a Era Uma Vez Um Homem Chamado Alípio

  1. Marlene Dorneles diz:

    Belo texto, Brasil pode judiar do Farrapo mas sempre que pode ajuda também.
    Não consegui abrir as fotos, pena.

  2. Marlene Dorneles diz:

    Muito bom texto, ma a música é muito brega.rsrsrsrs

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