Noia bate Zequinha e está a 90 minutos do retorno à Copa do Brasil

Jô marca e pedala na BICICLETA HUMANA anilada (Foto: Giovani Junior/ECNH)

Jô marca e pedala na BICICLETA HUMANA anilada (Foto: Giovani Junior/ECNH)

Com uma vitória contundente fora de casa diante do São José, o Novo Hamburgo colocou uma mão na taça Willy Sanvitto e um pé na Copa do Brasil de 2014. Triunfo esse fruto de um time propositivo, compacto e homogêneo montado por Everton Cury, Juarez Radaelli e Elói Santos e lapidado por Itamar Schulle, o regente de uma orquestra composta por músicos errantes que jogam ao ritmo de chula à bossa nova.

Enquanto a FGF não se decidia quanto ao calendário do futebol gaúcho no presente semestre, a comissão técnica anilada passou a fazer intenso trabalho de prospecção visando o Gauchão 2014. Com o Noia confirmado tanto no Metropolitano quanto na Willy Sanvitto, os homens fortes do Anilado tiveram que montar um time às pressas para buscar taças e a vaga à Série D. Um ambiente ambicioso para um curto espaço de tempo e tendo como plano de fundo um péssimo estadual.

Contudo, paulatinamente, o elenco foi se formando e uma nova dificuldade apareceu no horizonte: como ter jogadores suficientes para duas competições com tantos jogos encavalados, desrespeitando, inclusive, diversas resoluções acerca da saúde dos atletas? Para driblar essas nuances o Anilado vendeu o melhor de sua imagem: um clube que revela talentos, que paga bem e em dia e que tem infra-estrutura. Para isso até medidas polêmicas tomou – como o aluguel do Estádio do Vale -, mas também é verdade que parte desse investimento pode ser recompensado no próximo domingo.

Giovani, Zé Carlos, Brandão, Max, Jaun Sosa, Peixoto e GRINGO; Bruno, Mazinho, Jô, Rafael Mineiro, Alberto e NENÊ (Foto: Giovani Junior/ECNH)

Giovani, Zé Carlos, Brandão, Max, Juan Sosa, Peixoto e GRINGO; Bruno, Mazinho, Jô, Rafael Mineiro, Alberto e NENÊ (Foto: Giovani Junior/ECNH)

Itamar Schulle é um técnico coerente. Se um suplente substitui o titular que está suspenso ou lesionado e melhora a equipe, o mesmo permanece no time inicial. Quem não está no chamado primeiro time tem a oportunidade de mostrar seu serviço no time de baixo, sobretudo no 2º turno do Metropolitano, e galgar espaços. Foi assim com Mazinho, que soltou um petardo de perna esquerda aos 24 minutos da etapa inicial e abriu o marcador no Passo D’Areia.

O meia proveniente do América/MG foi uma das primeiras e principais contratações do Anilado para esse semestre, mas se machucou na estreia, contra o 15 de Novembro. Após retornar da lesão rendeu muito pouco e ficou relegado ao time de aspirantes, enquanto os titulares disputavam o mata-mata da Willy Sanvitto. Com o retorno de suas boas exibições e gol decisivos, Mazinho passou a ser o primeiro suplente na Willy Sanvitto, fez a jogada do gol de empate de Eliomar, diante do Pelotas, vestiu a camisa titular domingo e anotou seu tento.

Mazinho comemora seu tento, que abriu a vitória anilada (Foto: Giovani Junior/ECNH)

Mazinho comemora seu tento, que abriu a vitória anilada (Foto: Giovani Junior/ECNH)

E o mesmo aconteceu com Bruno, Brandão e Rafael Mineiro, que figuraram nas diversas formações do Noia ao longo desse semestre. Outros, por sua vez, depois que vestiram a camisa titular não a largaram, casos de Max, Zé Carlos, Peixoto, Alberto, Giovani e Jô. E foi o atacante relevado pelo Cruzeiro, que recebeu de Alberto – outro procedente do Estrelado -, e soltou um tirambaço no ângulo superior da meta de Luis Carlos, para depois pedalar na cara da vida.

Para a partida decisiva, às 18h, no Estádio do Vale, o Noia não terá Max, expulso, e caberá a Vítor, antigo dono da camisa 1, provar que tem cacife para fechar o gol e ajudar os anilados a erguer mais uma taça. Antes disso, uma partida difícil diante do 15, em Campo Bom, pelas semi-finais do Metropolitano, em que a incumbência de um bom resultado caberá aos suplentes e aos juniores. Será a chance de João Neto, Diego, Alex, Marquinhos, Rafael Ceará, Meirellis e Diogo segurarem e desarmarem o rojão.

Brandão samba pra cime de Fabinho, enquanto que PARAHIM orienta o time e DENIS pressiona o bandeirinha (Foto: Giovani Junior)

Brandão samba pra cima de Fabinho, enquanto que PARAHIM orienta o time e DENIS pressiona o bandeirinha (Foto: Giovani Junior)

O que a torcida anilada pode esperar em ambos os jogos é um time com vocação ofensiva e marcação renhida. Um graúdo do futebol brasileiro, há algumas anos, sentenciou que os times pequenos precisam jogar de forma propositiva para desenvolver seu futebol e crescer. Schulle tem feito isso, jogando, na maior parte das vezes, no 4-3-3 – por vezes, no 4-1-3-2. Isso é possível, apenas, com um grupo comprometido com a causa e que sabe tratar bem a redonda. E que sabe, principalmente, que nada está decidido.

FICHA TÉCNICA
sao_jose_porto_alegre_45Luis Carlos; Bindé, Marcelo Oliveira, Fernando e Fabinho; Diego Borges, Ramos (Zezinho), Rafinha e Maicon (Jonas); Jean Silva (Willian) e Franciel (Arthur)
Técnico: Beto Campos
NovoHamburgo_45x45Max; Rafael Mineiro, Juan Sosa, Zé Carlos e Peixoto; Alberto, Bruno (João Neto), Giovani (Rafael Ceará) e Mazinho (Alex); Jô (Lucas Santos) e Brandão (Chico)
Técnico: Itamar Schulle

Cauteloso,
Zezinho

Publicado em Copa FGF 2013, Novo Hamburgo, São José com as tags , , , , . ligação permanente.

4 Respostas a Noia bate Zequinha e está a 90 minutos do retorno à Copa do Brasil

  1. Weber diz:

    Beleza. Se jogar com a gana que jogou em POA, dificilmente deixa de erguer o caneco.

  2. Marcelo Alves diz:

    Texto emocionante do nosso amigo anilado zezao…., alias….a emocao esta aflorada nesta semana, quando se aproxima de mais uma conquista deste clube centenario…., Noia proximo do BI CAMPEONATO DA COPA FGF !

  3. Tu escreve muito bem Zezinho, no jornal local está faltando ter um colunista assim escrevendo diariamente sobre o nosso Anilado.

  4. Obrigado pelas palavras, Duprat, mas tem gente competente lá para isso.

    O que importa é nós, anilados, espraiarmos nosso sentimento à comunidade de forma propositiva, apresentando o Noia como oportunidade acessível de contato com o esporte, com vitórias, com o lazer

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