Anuário de um ano que não acabará – Parte I

Aimoré

Mais um ciclo anual se encerra e é uma praxe de todos, realizar o levantamento, ou melhor, o balanço do que foi feito, do que foi adquirido e daquilo que poderia ter sido executado e não foi. Não é diferente para nós, Índios Capilés, que em nada menos do que em pouco mais de 265 DIAS, emergimos da mais densa treva para a luz do mote dos soberanos e também dos holofotes televisivos (ns).

Depois de um 2012 magnífico, com grande campanha na 3ª divisão, Gelson Conte e seus comandados não só levaram a esquadra amoresista de volta para, um mínimo de dignidade condizente com a história quase OCTOGENÁRIA do clube leopoldense, a Divisão de Acesso. O PLUS disso foi a conquista do primeiro (oxalá de muitos) título profissional do cartel alviazul, o BUTIAZÃO SÉRIE BRONZE.

2013 se aprochegou cheio de bons ventos para os lados do Cristo Rei. O chefe do ano da olimpíada foi mantido, figuras como Lucas Silva, Gabriel e Márcio Reis tomaram o Trensurb rumo a outras paragens. Jésum, Luis Henrique, Alex e Japa optaram por continuar tomando mate na Independência (maior rua). Já gentes como Luanderson, Fábio Rodighero e Claudemir vieram tentar a sorte na terra Berço da Colonização Alemã em nossa nação.

Mas houve o consenso de que time precisava de uma referência no ataque. Então, para tal, a direção aimoresista arrebanhou um cara de peso, experimentado em clubes de elite do país e até na Europa. Tratava-se de Rodrigão, centroavante nato com faro de gol. Até aí tudo bem, mas só que canoa virou.

A largada na 1ª parte da carreira, exceto o ótimo jogo da estreia contra o Ypiranga que contou com grande atuação de R9, não lembrou em nada a do ano que findara fazia pouco tempo.

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Da segunda contenda em diante, uma série de resultados ruins vieram no balaio. Com empates e especialmente derrotas doídas. Inclusive com os adversários fazendo os golos de maneira SAGAZ nos últimos instantes das partidas. Após a derrota para o Inter-SM em SL, Gelson Conte foi demitido.

Para comandar a casamata na reta final do 1º turno do ACESSÃO foi convocado Ben Hur Pereira, técnico que já havia passado pela aldeia capilé; Como se não bastasse, aquele que tinha tudo pra ser o ‘’CARA’’ do Aimoré, Big Rodrigo, sentiu uma lesão séria no joelho e preferiu se retirar para tratar a enfermidade. Quis Padre Reus que a conversa fosse outra.

Aos poucos, algumas peças foram substituídas e outras trazidas. Gian deu lugar a Alex Herber; Faísca, Rogério e Jean Paulo foram contratados por serem tauras da ESTIMA do coach; O gurizote Mikael despontou como articulador da equipe. As engrenagens encaixaram lépidas, felizmente. Japa desandou a fazer gols e DEUS quis que um cabeludo metaleiro se tornasse santo, o arqueiro SÃO Rafael.

O jogo de estreia do corpo de lanceiros bugres com o comando de Ben Hur foi positivo: vitória dentro da oca. As peleias que se seguiram mostraram resultados promissores como as vitórias sobre o Santo Ângelo com dois tauras a menos e o triunfo sobre o Riograndense do “querido” Círio Quadros. O quadro que antes flertava com o rebaixamento, agora estava classificado para a fase QUENTE do segundo turno do GRILLÃO 2013.

A partir daí, fomos à fase do degolamento, ou tu DECAPTAS ou é teu cucuruto que vai para a vala. Novamente, o grupo dos portadores de tacapes se mostrou guerreiro e não deixou que lhe tirassem o grande alvo do ano. Após uma surpreendente tranquilidade contra o Colorado santa-mariense nas quartas. Com direito à goleada sobre o time CENTRISTA em plena Baixada Melancólica.

Quem veio como rival nas semifinais foi o bom time do Ypiranga, comandado por Leocir Dall’Astra e que fazia um bom segundo turno, tendo em Almir, seu camisa 10, o artífice disso. PS: Almir atuou com as vestes capilés no segundo semestre e…Bem, sigamos.

Na batalha de ida, lá no estádio que comporta Erechim inteira, os Canários venceram por 2 x 1. No jogo da volta, tendo um AGUACEIRO como condutor emocional, Alex fez um dos gols mais belos da história do Monumental do Cristo Rei, deu número à vitória magra e colocou o Índio na parte final do 2º turno.

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Na decisão, o rival foi um grande Índio, o Brasil de Pelotas. Não deu para o Aimoré. No placar agregado, 3 a 0 para a tribo Xavante. Assim sendo, com o vice do turno, estava garantida a vaga para a REPESCAGEM valendo a terceira vaga para o TARSÃO 2014 contra o Riograndense, time de melhor campanha no CÔMPUTO geral da competencia.

O primeiro jogo, realizado no lar Ferroviário, trouxe uma grande exibição azul. Os homens das margens do Rio dos Sinos venceram por 3 a 2, com direito a gol contra e pênaltis não marcados pró-leopoldenses. Os ventos soprados do BARRANCO queriam os legatários do SEU FRONNER na elite.

A vantagem era toda dos que manejam flechas para a segunda partida. No jogo da volta… Quase que preteou… Quase não, preteou o olho da gateada. Pudemos acompanhar o 1 a 1 mais suado, gelado e molhado que o UNIVERSO presenciou em eras.

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Mas o maior e melhor empate da história do clube indígena, que teve direito a pênalti isolado por Rodrigo Galvão trouxe, depois de 19 anos, o Clube Esportivo Aimoré, que um dia foi a casa de Mengálvio e Felipão, de volta a seu local de direito, dever e honra: A PRIMEIRA DIVISÃO DO FUTEBOL GAÚCHO.

Festa insana e sem medida no bairro Cristo Rei, mas o ano que não deveria terminar, realmente, ainda não tinha o seu desfecho, pois na hora H, no dia D, foi decidido que os homens de SL participariam da famigerada Copa Metropolitana, uma das Copas integrantes do calendário BACANINHA da FGF para o segundo semestre.

Continua…

Esperando muito pra 2014,

Amaro Francisco Viero Silveira

E

Com as promessas devidamente pagas,

Natan Dalprá Rodrigues

(As fotos são de Digue Cardoso e Diego Macagnan).

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