Anuário de um ano que não acabará – Parte II

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Por mais que o gaiteiro tivesse guardado seu instrumento de trabalho, a bailanta não terminou na cancha aimoresista. Afinal, no LIMIAR das possibilidades temporais, o clube indígena decidiu fazer parte da disputa da Copa Metropolitana, dando uma sobrevida à temporada 2013, à essa altura já vitoriosa e inesquecível, todavia, por mais que o retorno financeiro tenha sido NULO, a esquadra ter permanecido ativa só aproximou ainda mais o Aimoré de sua gente.

Depois que toda a algazarra justamente instaurada em virtude do retorno à EGR 2014 cessou, foi hora de definir se o departamento de futebol profissional ficaria aberto para o prosseguimento do ano e, após uma NÉVOA de indefinição, ficou acertada mais uma cavalgada capilé por entre os pampas, se bem que isso fica só para a figura de linguagem mesmo porque o transporte usado para a supracitada competição foi mesmo o BUSÃO.

Ben Hur Pereira foi treinar o Lajeadense na disputa da D Nacional e o novo técnico, Gilmar Iser, só iniciou sua incursão por SL a partir da segunda rodada (no primeiro jogo contra o Internacional, quem comandou a equipe foi Enrico Zanetti, à época, executivo de futebol dos capilés).

ALEÁS, a tabela previa que a estreia fosse um clássico contra o Noia, mas como o alviazul estava com alguns atletas com situação contratual a definir, houve adiamento e o pontapé inicial para os leopoldenses foi contra o Internacional. Uma derrota por 3 a 1 em pleno BARRANCO.

Alguns jogadores tiveram seu grande VESTIBULAR através da COPIÑA, nesse jogo o torcedor já pôde se acostumar a ver Almir, vindo do Ypiranga e que não jogou niente por aqui, Murilo, cuja maior lembrança é a semelhança com Bart Simpson e a descoberta do talentoso Moacir.

No segundo compromisso, a primeira vitória, na estreia dos HORRENDOS jogos marcados para durante as semanas, em horário comercial, vitória por 2 a 1 contra o Cruzeiro, com SHOW de Alex Hérber.

Com Maxwall também incorporado aos quadros da Tribo, juntamente com os remanescentes do GRILLÃO, o prosseguimento da competição trouxe um empate num dos ZILHÕES de domingos aquáticos no Cristo Rei, uma vitória magra sobre o 15, em Campo Bom, uma derrota num jogo MURRINHA contra o São José e, finalmente, no Clássico do Vale, um empate sem sal no Clássico do Vale.

Rafael, Toto, Alex Hérber e Lucas Silva eram os grandes destaques até então do time que precisava vencer o Grêmio na última ronda  do primeiro turno para se classificar às semifinais.

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Essa partida teve o seu primeiro tempo encerrado com o placar de 2 a 0 para os da capital. Com a garotada em campo, João Paulo e Moacir, e através de tentos de Murilo e Luis Henrique, o empate foi obtido. Aos 3873837846764746′ da etapa derradeira, Rafael, esse mito, ícone, guarda-valas e emulador de guitarrista do SKID ROW fez o primeiro gol de goleiro da história aimoresista. O camisa 1 foi para a área inimiga tentar o cabeceio e obteve êxito, com isso, virada heroica e o escrete do Vale dos Sinos estava nas semifinais do primeiro turno.

Dois empates por 1 a 1 contra o Zequinha levaram o confronto para as penalidades máximas, ali, mais uma vez a estrela do maior arqueiro cabeludo do UNIVERSO brilhou. Dois pênaltis defendidos e o combalido, mas virtuoso Cacique da Taba estava em mais uma decisão.

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Pela frente, o Esporte Clube Novo Hamburgo, clube da cidade vizinha, com mais aporte financeiro, rival histórico de inúmeras batalhas memoráveis, grandes elementos para um confronto valendo TAÇA.

Na primeira batalha, 3 a 3 foi o placar. O jogo realizado em São Leopoldo teve o NH abrindo dois tentos de vantagem, entretanto LS9 e o HERÓI DE DOIS MUNDOS Luis Henrique empataram. O anilado chegou ao terceiro gol, só que na finaleira do jogo, João Paulo igualou novamente.

Tudo ficou para a finalíssima no Estádio do Vale, no primeiro tempo, o time calçadista foi melhor. Mas com a entrada da GURIZADA criada na Feitoria, Campina e afins, o Aimoré melhor na segunda etapa. Após um escanteio, a ingrata passeou pela área e LUKINHAS pôs para a rede, o imponderável reaparecia pela terceira vez em menos de 15 dias.

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Com direito a grito de OLÉ na casa rubroanil do rival, o troféu TURNISTA era uma questão de tempo. Mas após um recuo infeliz do zagueiro Rogério para Axel, substituto de Rafael, o goleiro rebate mal a bola, sofre uma falta e ela sobra para Lucas Santos, em posição irregular, marcar o gol de empate dos hamburguenses. O árbitro, como você está cansado de saber, foi Márcio Chagas da Silva…O que dizer?

O fato é que o time da terra da FENAC foi campeão do turno e o Índio Capilé, apesar das justas lamúrias, saiu de cena orgulhoso. Na segunda parte da METROZONA, o futebol apresentado pelo time de Mr. Iser foi inconstante e cheio de MELINDRES.

Derrota para o Noia, uma vitória magra num jogo terrível contra o Estrelado, empates contra Inter e Cerâmica, o grande jogo do segundo turno aimoresista foi a goleada imposta contra a meninada do Tricolor das Ciclovias, em boa exibição do SHREK Lucas Silva.

Nas duas últimas participações dos capilés, dois empates melancólicos ante São José e Grêmio. GOODBYE foi o que foi dito para a Copinha, assim como para Gilmar Iser, Murilo, Almir, Lecão e Maxwall.

Ainda houve tempo para a categoria sub-19 indígena encher o torcedor de orgulho e de esperança na base do clube. Os INDIOZINHOS foram até às semifinais da Copa FGF sub-19, tudo sob a BATUTA de ARÍLSON (sim, aquele).

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Passado 2013 a limpo, 2014 está aí, Ben Hur voltou, Diego Torres, Macaíba, Cleiton…Mas opa, isso já é assunto para os próximos dias…Aguardem.

Pedindo mil desculpas pela entrega tardia da parte final dessa RETRÔ e contando os dias para o começo do TARSÃO,

Natan Dalprá Rodrigues

(As fotos são de Digue Cardoso, Guilherme Testa, João Miguel da Costa, do Grupo Sinos e do www.esportesul.com.br).

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