Acordando e jogando e seguindo o Gauchão

lobo
É muito mais que simplesmente “expectativa de vida”. Veranópolis, a “Terra da Longevidade”, é longe. Mas lá estiveram os torcedores áureo-cerúleos para a estréia contra o Esportivo de Bento Gonçalves. Os alentadores chegaram na metade final do primeiro tempo. Atrasados, mas ainda a tempo de assistir à soneca que o time resolveu tirar em campo. O calor desgasta as pessoas. Atletas são seres humanos, também curtem um cochilo.

No momento em que o Lobo estava “nanando” no gramado do Antônio David Farina, Claitinho brincou em meio aos desacordados e passou pelo sistema defensivo com uma facilidade assustadora. Depois dos 40′, a Polenta Mecânica abriu 2 a 0 com Ygor Souza e Ulisses. Recém acordando, Carlos Alexandre abriu os braços para se espreguiçar e tocou com a mão na bola. Pênalti marcado pelo grande e maravilhoso árbitro. Sorte que Paulo Sérgio, o primeiro a despertar de verdade, defendeu a cobrança de Vina e evitou uma catástrofe.

PAULONo intervalo, Paulo Porto usou algum tipo de estimulante no vestiário. O Pelotas voltou elétrico e diminuiu logo no primeiro minuto com Felipe Garcia. Jéfferson Luis conseguiu empatar o confronto, dando esperanças aos torcedores presentes no Farinão. Quando o mesmo Jefferson foi lançado e ficou cara-a-cara com o goleiro, foi parado com falta na entrada da área. O excelente juiz não marcou. Sonegou o direito de um triunfo que seria histórico e acabou com as chances de PP quebrar mais um tabu.

Não satisfeito, aos 47 minutos, o competente homem do apito assinalou outra penalidade favorável ao Esportivo e expulsou César Santiago. Desta vez Ygor Souza deslocou Paulo Sérgio e deu a vitória ao time da Serra.

OKApós o apito final houve muita reclamação por parte dos jogadores e comissão técnica do Pelotas dentro do gramado. A “cereja do bolo” do excepcional Francisco Neto foi a expulsão do atacante Felipe Garcia por reclamação.

O poder de reação foi o ponto alto mais uma vez. A soneca no final do primeiro tempo foi o ponto baixo. A fantástica arbitragem foi o ponto desnecessário. Mas não há tempo pra choro. Quem quer ter ambições maiores no campeonato não pode remoer os causos da primeira ronda.

Quarta-feira, o Pelotas enfrenta o bom Veranópolis na Boca do Lobo. Cheio de desfalques, cheio de problemas, mas cheio de disposição. Um novo recomeço. Sem vencer em estreias desde um passado longínquo, mas com o espírito campeão de um passado bem recente.

Do ainda descrente em uma possível má campanha,

Leandro Lopes

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2 Respostas a Acordando e jogando e seguindo o Gauchão

  1. Kévin diz:

    cada um tem sua opinião, então vou deixar a minha, acho que mesmo se o Esportivo perdesse este jogo, merecia vencer pois única vez que o Pelotas jogou pra valer foi no começo do segundo tempo, e outra questão: Não falastes dos dois zagueiros do Esportivo ter saído por causa de contusão, tenho certeza que se continuasse os defensores, o Esportivo não tomaria dois gols como aqueles!

  2. Leandro diz:

    Tens razão, Kevin. A saída dos zagueiros alviazuis foi definitiva. Mas jogador deixar o campo por contusão é natural. O que não é natural é a arbitragem influenciar negativamente. Pelotas realmente só jogou naquele momento do segundo tempo. Mas quase foi suficiente. Nunca saberemos o quanto faltou.

    Gracias pela leitura. Boa sorte ao Tivo.
    Abraço!

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