Empate que sai barato é derrota que não chega

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O próximo passo após uma situação não começar da forma desejada é dar um jeito de enxergar os pontos positivos. O Pelotas evoluiu – sim, é verdade – ao empatar com o Veranópolis na Boca do Lobo. Primeiro porque o time da Serra é forte. Segundo porque pontuamos. Terceiro porque estamos a 90 minutos sem levar gol.

Eu posso ficar até amanhã enumerando tópicos que amenizem a frustração do resultado desta quarta-feira. O VEC veio com uma proposta de jogar nos espaços dados pela defesa áureo-cerúlea. E funcionou muito bem. Bruno Coutinho esteve muito bem marcado, mas Juba e Lê souberam cavar brechas perigosas, assustando a todos no estádio.

A marcaçao avançada do Pentacolor deixou o Lobo sem criatividade. Aos 20 minutos do segundo tempo Sandro Sotilli entrou e – no auge de seus 40 anos – deu uma maior movimentação ao ataque do time da casa. Mas de nada adiantou. Faltou o último passe. Faltou a finalização. Faltou Felipe Garcia.

Antes do apito final do Daronco o goleiro Paulo Sérgio ainda assistiu à paulada de Julinho encontrar a trave, mantendo o placar fechado. Tudo igual no duelo dos clubes que possuem os presidentes mais simpáticos deste estado. Mas, repito: tudo igual por sorte!

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Contra o Juventude é outra história. Em busca de recuperação, mais uma vez, mas com o retorno de desfalques importantes e mais uma vez com o apoio da torcida. O Lobo está “adormecido”. Talvez tenha se confundido nas fábulas após os recentes festejos. É hora de acordar e buscar três pontos pra acabar com velhos estigmas de começo de Gauchão. Tiro curto tem que ser na mosca!

E pra vencer, “basta” estar atento à cadeia alimentar desta grande SELVA que é o Gauchão. Em uma luta entre um lobo e um periquito, não há espaço pra zebras. Uma abocanhada certa – é só o que o Pelotas precisa pra respirar melhor.

Do ainda confiante áureo-cerúleo autor das fotos que acompanham o texto,

Leandro Lopes

Publicado em Gauchão 2014, Pelotas, Veranópolis com as tags , , , , , , , , , . ligação permanente.

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