A estreia no Centenário – Caxias 4 x 2 Aimoré

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A estreia do Caxias no estádio Centenário em 2014 vinha abalizada por uma boa atuação em Veranópolis e prometia a confirmação de um “time com cara de time” e os três pontos DE CARTILHA em um jogo teoricamente sossegado. Apenas esqueceram de avisar isso para o Aimoré que fez todo o possível para ser aquela visita MALA que só traz dor de cabeça e quase o foi…

Logo após o apito inicial, com o público ainda chegando e tentando sintonizar alguma rádio que transmitisse o jogo (em vão, o relógio marcava 19h30min, hora da voz do Brasil), bastou o transcorrer de 35 segundos para que a capilezada aprontasse das suas. Primeiro escanteio, primeira cabeçada, primeiro gol. Diego Torres, fazendo o que pouco fez por Caxias do Sul, abriu o placar pro Aimoré, dando aquele banho de água fria que o pessoal conhece bem. Registre-se a baita cobrança feita por Danilo BAIA, que tomou a posição de Alex Hérber.

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A resposta do FALCÃO foi rápida e veio de uma maneira bastante conhecida pelas bandas do Centenário. Aos 11′ Wallacer, o mestre das bolas paradas, cobrou bem uma falta à esquerda da grande área com precisão, tirando o peso da bola, a defesa aimoresista, para variar, se atrapalhou toda na bola aérea e Jean apenas cumprimentou pras redes. Placar igualado.

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O público ainda estava ouriçado nas bancadas quando a segunda prestação do banho de água fria chegou. Lucas Silva, ENDIABRADO, fez o que quis na linha de fundo grená e rola, com açúcar, pra Diego Torres fazer a MAIS QUERIDA encontrar os cordeis da cidadela caxiense. Com um chute seco e preciso, anotou seu segundo gol. O golo fez com que desse uma leve acalmada no jogo Índio, digamos leve porque é IRRITANTE o fato do alviazul ter TRÊS volantes e não conseguir reter a bola. Sem emoções, o recesso chegou.

Para a segunda etapa, Ben Hur Pereira sacou Faísca para o ingresso de Cristian, a ideia era fazer o FERROLHO e sair no contra-ataque. Alguns instantes após, Lucas Silva foi substituído pelo DESENGONÇADO Elivélton. Picoli respondeu trocando o volante Karl pelo atacante Mailson, mudando a cara do jogo. A pressão e o controle passaram a ser dos serranos, o caos se instalou na TABA ÍNDIA.

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O primeiro fruto dessa nova configuração BEPE apareceu aos 18′. Bola truviscada no fedor e Elivélton comete um pênalti TOSCO em cima de Jean. W10 cobrou com CATEGA, deslocando o guardabalizas e dando nova EQUIDADE ao placar.

O terror se instaurou de vez, uma avalanche de cruzamentos da S.E.R Caxias tinham destinatários sempre, o sistema de proteção do Índio Capilé estava completamente CATATÔNICO, a dupla de zaga Rogério e Marcelo Ramos então já pegava todos os butiás que haviam caído dos bolsos. O fôlego da esquadra da cidade da FESTA DA UVA estava renovado.

E como diz o ditado aquele, de tanto bater, fura. Lucão, a esperança do ataque do Caxias para 2014, fez uma CORRERIA pra cima dos marcadores. O rapaz mandou uma pedrada que se PECHOU na trave mas encaminhou a gorducha, redondinha, para Wallacer, que livre de marcação, anotar seu segundo tento no jogo. A virada estava DELINEADA.

A partir daí, a bola começou a ser bem tratada pelos locais. A tranquilidade do placar favorável proporcionou mais um gol. Wallacer, sempre ele, o comandante, tramou com Álisson, este tocou à FEIÇÃO para Lucão fuzilar de primeira. Golaço, gol de atacante (aleluia). Rafael nada pôde fazer, aliás é o único da guarnição indígena que não tem culpa porque o resto estava envolvido que nem piá novo perto de prenda guapa.

A força do Índio tinha se esvaído junto com o preparo físico da equipe. O escrete viño tinto conduziu a peleia para seu fim. Não havendo tempo para mais nada, a primeira vitória do Caxias no Gauchão se confirma e abençoa as castigadas arquibancadas com alívio – pelo menos até o próximo jogo.

Pela banda leopoldense, fica o desejo de mudança EXPRESSA na defesa e nesse sistema de três volantes, onde atualmente um cobre o outro, o outro sobra para o um e…Enfim, é de se ajoelhar e requisitar auxílio divino. Tio Ben Hur terá trabalho, AINDA tudo está dentro de uma margem de erro esperada, mas as primeiras flechadas precisam ocorrer logo.

Com a bela virada, a equipe grená chega aos 4 pontos e está na liderança do Grupo B, seu próximo compromisso é contra o Brasil de Pelotas no próximo Sábado, às 21h, novamente diante de sua hincha. Enquanto o Aimoré permanece com sua pontuação ZERADA, na última colocação do Grupo A e pega o Grêmio, com força MÁXIMA, no próximo Domingo, às 19h30 na Arena.

Ficha Técnica:

S.E.R. Caxias: Douglas, Bebeto, Tiago Pagnussat, Jean e Kaoê; Edmilson Alisson, Karl (Mailson, 15/2t) e Wallacer (Baiano, 40/2t); Julio Madureira (Rafael Carioca, 30/2t) e Lucão. Técnico: Edemar Antonio Picoli.

C.E. Aimoré: Rafael, Danilo Baia, Rogério, Marcelo e Juca; Toto, Luanderson, Faisca (Cristian Lucca, 5/2t) e Diego Torres (Renato Medeiros, 27/2t); Paulinho Macaiba e Lucas Silva (Elivelton, 11/2t). Técnico: Ben Hur Pereira.

Bebendo um vinho aliviados e faceiros,

Alan Fattori e Tiago Zilli.

Meio borocochô,

Natan Dalprá Rodrigues.

Créditos: Porthus Junior/Agência RBS e a última é Rafael Tomé/Site oficial da S.E.R. Caxias.

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2 Respostas a A estreia no Centenário – Caxias 4 x 2 Aimoré

  1. Corneteiro diz:

    Pelas fotos, grande público no Cemita Nou.

  2. Gustavo diz:

    Falando em “Cemita Nou” os grenás tem que fazer uma crônica sobre o Centenário também, afinal vários outros estadios menores já possuem crônica contando suas histórias e tradições…

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