É cedo ou tarde demais?

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A história se repete. É o quarto ano consecutivo que o Pelotas não vence uma partida nas primeiras três rodadas do Gauchão. Um incômodo novo tabu que se cria. Em 2015, mais uma vez no Gauchão, entraremos direto na quarta rodada. Ao que parece, não há razões pra desgastes antes disso.

Digo “mais uma vez no Gauchão” porque é lá que estaremos. Mesmo sem vitórias até agora e com uma tabela que dá, sim, sustos no torcedor, não cairemos. O Pelotas não é incaível, infelizmente já provou isto em duas oportunidades, mas creio que não será em 2014 que vão derrubar o Lobo. Assim espero!

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Sobre o confronto contra o Juventude, a questão não é jogar mal. Vai além. É a apatia. Criamos algumas chances, mas longe do futebol vibrante apresentado no fim da temporada passada e na Recopa contra o Internacional. Mal acostumados, nós – torcedores – não nos importamos que a derrota foi para um grande time. Apenas contabilizamos, passionalmente, mais um insucesso.

Zulu é o cara. Correu, marcou, ajudou na defesa, se movimentou o jogo inteiro e mostrou oportunismo para fazer o primeiro gol dele no Gauchão deste ano. É o que nos falta. Um camisa 9 de excelência. Felipe Garcia é um dos caras mais esforçados que eu vejo no grupo. Tanto que o time criou uma grande dependência em relação ao atacante. Sotilli é um medalhão. É o cara que pode resolver, ou não. Não pode – de jeito nenhum – ser a única referência. Os demais, todos lesionados.

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Vale ressaltar a presença dos torcedores no estádio. Fizeram a festa de forma ordeira e exemplar. Cantaram suas músicas, festejaram o que podiam e representaram muito bem todos os dois clubes. O interior precisa disso. De um pouco mais de imortalidade.

Com o terceiro resultado que pode ser considerado negativo, acendemos a luz amarela na Boca do Lobo. Muita atenção para o jogo de quarta-feira, na Arena Fruki. É cedo, sim, pra falar em “crise”. Mas está ficando muito tarde pra construir as tantas ambições de outrora.

Direto da Boca,

Leandro Lopes

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Um comentário em É cedo ou tarde demais?

  1. Que o Pelotas não seja mais um a se precipitar mandando o Paulo Porto embora. O cara merece crédito, até pelo final do ano que proporcionou na Boca.

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