Intocáveis 2×1 São Paulo

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Com esse toque na mão, Fabrício já apitava a falta. (Foto: João Pedro Figueiredo)

Procurando pelas poucas sombras que protegiam do sol escaldante y metropolitano, o Sport Club São Paulo e seus torcedores foram até Novo Hamburgo numa quarta-feira buscar aquilo que para muitos seria improvável: uma vitória diante do Internacional e seus jogadores intocáveis. Com uma atuação briosa e digna, o Leão acabou sendo derrotado no detalhe pelo colorado da capital. 

Com os importantes desfalques de Nêgo e Róbi, o Sampa entrou em campo numa disposição tática que prevalecia a força defensiva. Com Wellington Oliveira fazendo a lateral direita e Ray, Correia e Michel buscando movimentar e abrir espaços na zaga colorada. A intenção era segurar qualquer tipo de pressão dos locais nos primeiros minutos e aos poucos mostrar força ofensiva.

De nada adiantou qualquer quebra-cabeça tático. Com menos de 5 minutos, o pupilo vermelho bateu uma falta daquelas que em 30 chances não repetiria o feito. Claudio Winck jogava um balde de água fria nas pretensões do técnico Agenor Piccinin e, principalmente, na esperança dos cerca de 100 rubro-verdes presentes no Estádio do Vale.  Mesmo com o gol sofrido, o São Paulo não se abalou e conseguia parar as principais escapadas do Inter. O único problema parecia ser a lateral esquerda, onde Wanderlei constantemente buscava o apoio e não tinha a devida cobertura. O zagueiro Junior Sergipano (recém chegado) pagou os pecados com juros na marcação dos CISCADORES Otávio e Valdívia – que pediu para ser feio e entrou oitenta vezes na fila (risos).

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Torcida rubro-verde foi a Novo Hamburgo apoiar o time numa quarta-feira. (Foto: João Pedro Figueiredo)

Ofensivamente o São Paulo pouco produziu no primeiro tempo, em compensação, o goleiro Pablo não precisou sujar as luvas. Apesar das boas faltas e escanteios batidos por Wanderlei, nenhuma foi aproveitada. Aliás, faltas foram o que mais o senhor Fabrício Neves Correa apitou. Ao tocar num jogador de vermelho, a falta era marcada, sem titubear. O apitador foi minando a partida e parando a cada contato, fazendo o que mais o time da casa queria: deixar o tempo passar. OS INTOCÁVEIS colorados mergulhavam ENSANDECIDAMENTE no bom gramado do Vale.

No intervalo, como de costume, o pôfessor mostrou aos comandados que dava pra chegar. Não havia nenhum bicho papão dentro de campo, apenas alguns milhões mal gastos. Já na saída do segundo tempo, o Leão se mostrou mais feroz e confiante. A torcida vermelha já percebia que o jogo havia ENCRESPADO. Com as entradas de Chumbinho (que DEVE ser titular se estiver em totais condições físicas) e Murilo, o Sampa cresceu na partida e a cada contra-ataque aumentavam os batimentos cardíacos de ABELÃO.

De repente o golpe de sorte do colorado surgiu. Sasha, que acabara de entrar, aproveitou uma jogadaça do lateral Raphinha e, apoiando-se nas costas do zagueiro, testou para o fundo da rede de Pablo. O dois a zero parecia findar qualquer perspectiva de recuperação. Só parecia.

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Ray deu trabalho para a zaga colorada. (Foto: Guilherme Rajão)

Foi aí que o Leão do Parque atacou de vez e quase deixou o saci sem perna alguma. Ray – que é o destaque do time, mas por vezes parece desligado da partida – fez lindo passe para Chumbinho, o veloz atacante foi ao fundo e tocou para o meio dá área onde Wellington Oliveira aparecia livre e desimpedido. Numa cena em câmera lenta, a bola vinha devagar e sempre, parecia não haver outro destino senão os pés do camisa dois. Mas, como falamos de São Paulo, a ZICA sempre dá um jeito de mostrar a cara. A bola conseguiu acertar o único morrinho do gramado e subir cerca de 500 mil metros acima do nível do mar, mesmo assim, o WO2 tocou de chapa e botou goleiro, zagueiro e bola pro fundo do barbante. Numa mistura de delírio e esperança, pensou-se: VAI DAR! Não deu.

Não deu por uns dez centímetros. Ray faz outra BAITA jogada pela direita, Chumbinho divide com o zagueiro e a bola sobra limpa para Murilo. O meia ajeita o corpo, a torcida já começa a encher os pulmões para gritar gol, mas a bola dá uma subida e, sem coração, passa da meta colorada.

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Wellington comemora o gol rubro-verde. (Foto: Guilherme Rajão)

Abel sente o cutuco e coloca volantes para povoar a meia-cancha. Mesmo assim, as melhores chances foram do São Paulo, que por capricho, ou falta dele, não conseguiu marcar. Quem também sentiu o cutuco foi o goleiro vermelho. A cada tiro de meta, uma vida. Nos acréscimos, apenas TRÊS minutos para cobrir atendimentos, SEIS substituições e os tiros de meta do Agenor. Normal. Invertendo os papéis, seriam OITO minutos.

Fim de papo. Internacional 2×1 São Paulo, numa tarde-noite que prometia dar um pouco mais aos rubro-verdes. Na verdade, ela deu a certeza de que não cairemos e que podemos brigar por classificação. Isso se liberarem nosso Dapuzzão – algo que deve ocorrer ainda para o jogo contra o Lajeadense na quarta-feira (05).

Vale o REMEMBER: o Leão está em terceiro no grupo B com 4 pontos e uma partida a menos, sendo que das três partidas disputadas uma foi no Alfredo Jaconi contra o JUVENTUDE (vitória), outra contra o Esportivo na Boca do Lobo de portões fechados (empate) e essa última contra o INTER em Novo Hamburgo (derrota).

A próxima partida do Sampa será em São Leopoldo contra o Aimoré, neste domingo.

Vamos classificar! Podem favoritar!

Um abraço apertado para os bombeiros, pro Chico e pro Fabrício Correa. Ah, e um beijo pra você, Xuxa. (ns)

Matheus Almeida

Publicado em Gauchão 2014, São Paulo-RG com as tags , , , . ligação permanente.

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