Da série: só damos valor depois de perder.

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Um tempo de cada time: igualdade no placar. (FOTO: Daniel Correa)

Quem nunca ouviu da mãe ou da avó aquela história de darmos valor as coisas apenas depois de perdê-las? Pois é, as coroas, como sempre, manjam.  As senhoras rubro-verdes deveriam ter aconselhado o pôfessor Agenor e seus comandados na noite desta quinta-feira. Na volta do DAPUZZÃO ao Costelão, depois de onze anos, os frukeños de Lajeado foram maldosos e não deixaram a vitória rubro-verde se concretizar.

Com estádio renovado, LINDO e aconchegante, a torcida do Leão acomodou-se no pavilhão – agora exclusivo para sócios –, na ferradura copeira y caliente e nas arquibancadas móveis, instaladas no local onde ficavam as antigas interditadas.

Num relvado que ainda deixa a desejar pelos desníveis e principalmente pela grama muito pesada, o São Paulo começou a TOQUE DE CAIXA para cima dos alvi-azuis. A zaga desprovida de fios capilares dos visitantes suava à caça de Chumbinho, Robin e Carlos Alberto, que triangulavam sem fim e por algumas vezes ficavam a frente do gol defendido por Martini. Parecia que a goleada se aproximava, mas… demos valor aos gols, depois de perdê-los.

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Chumbinho #11 e Carlos Alberto tocaram o terror no primeiro tempo. (FOTO: João Pedro)

Logo nos primeiros minutos, o Lajeadense conseguiu três escanteios consecutivos. Mostravam que essa era sua principal alternativa de jogo. As bolas alçadas na área buscavam sempre as torres vindas do PARQUE DOS DICK. Sem sofrer muitos perigos defensivos, o São Paulo atacava com velocidade e apresentando um bom entrosamento. Chumbinho foi o destaque da partida na primeira etapa e só não foi do jogo inteiro porque sentiu e teve de sair no intervalo. Demos valor ao Chumbo, depois de perdê-lo.

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Robin marca o primeiro gol rubro-verde na casa remodelada. (FOTO: Daniel Correa)

Antes disso, Robin aproveitou um ALVOROÇO na área frukeña e marcou o primeiro (e BELO) gol do Sampa na primeira divisão jogando no Aldo Dapuzzo. Com o placar favorável, o São Paulo abriu mão do domínio da posse de bola e passou a arriscar os contra-ataques. Ainda antes do apito do tio, PABLO fez linda defesa em cabeçada contra o patrimônio do zagueirão. Demos valor a posse de bola, depois de perdê-la.

Com a charla em dia, o segundo tempo começou ruim. Na verdade, ruim para nós rubro-verdes. Para os visitantes, a IMINÊNCIA do seu golo era reconfortante. Sem o mesmo ímpeto ofensivo da primeira etapa e já apresentando cansaço, o Sampa resumia-se a alguns chutões, uma marcação razoável e um goleiro seguro. O alvi-azul parecia não conseguir chegar com passes em profundidade, apesar do domínio de bola, as chances surgiam em cruzamentos buscando o Yao ÉBER Ming. Num deles, Marcio Gabriel colocou com perfeição na cabeça do Peter Crouch do Vale do Taquari. O empate era justo. Não pelo que fez o Lajeadense, mas pelo que o São Paulo deixou de fazer.

Até o final do jogo, tivemos paralisação para uso da ambulância com uma torcedora que passou mal, uma ou duas defesas importantes do Pablo e uma sapatada do Gillian que assustou o arqueiro careca. Depois de empatar, demos valor aos pontos perdidos.

Valeu pelo ambiente, pelo bom público, pela boa apresentação no primeiro tempo. Mas, na primeira divisão, espera-se sempre mais. E, pelo visto até aqui, este plantel pode sim nos trazer o REGOZIJO da vitória.

São Paulo (1): Pablo; Vinícius, Reinaldo, Cesinha, Correia (Nata), Balduínio, Wellington (Gilian) e Vasconcelos; Robin, Chumbinho (Michel) e Carlos Alberto. Técnico: Agenor Piccinin

Lajeadense (1): Martini; Márcio Gabriel, Oliveira, Ênio e Everton; Marabá, Rudiero, Cléverton e Mateus; Japa e Éber. Técnico: Fabiano Daitx

Atento aos ensinamentos das coroas,

Matheus Almeida

Publicado em Gauchão 2014, Lajeadense, São Paulo-RG com as tags , , , . ligação permanente.

3 Respostas a Da série: só damos valor depois de perder.

  1. daroit diz:

    Como tu conhece o Parque dos Dick????????

  2. Não conheço, o google que conhece! hahaha

  3. Natan Dalprá Rodrigues diz:

    Para constar, belo lugar.

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