O recomeço rubro

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Foram aproximadamente 560 minutos entre tempo regulamentar, acréscimos e PAUSAS PARA ÁGUA (período da moda nessa edição de campeonato) de jejum; mil e oitenta quilômetros percorridos nas cidades em que jogou numa busca implacável atrás do triunfo; dois treinadores; cinco formações diferentes; e a presença de uma legião de fantasmas que anunciavam a queda para divisão de acesso, traduzidos em 6 jogos para finalmente o São Luiz chegar a sua primeira vitória no Gauchão 2014.

 O Rubro da Baixada chegou com a moral do atual campeão do interior na edição 2013. Creio que ninguém imaginava repetir o feito, mas também a esperança era por uma participação digna de um atual detentor do CINTURÃO simbólico. Como memória de torcedor é seletiva, ninguém quer saber se no ano passado o São Luiz enfiou QUATRO no Grêmio dentro do 19 de Outubro. E de fato essa estatística pouco ou nada acrescenta em uma jornada que apontara dois empates e quatro derrotas. O reflexo desse desgosto foi se observando com o passar das rodadas dentro de casa, quando o número de testemunhas foi descendo gradativamente entre os jogos contra o Juventude, na 2ª rodada e o embate de hoje, contra um não menos BROCHANTE Esportivo.

Depois de perderem para o São José, na última quarta e serem chamados de PUTANHEIROS por seus torcedores, os cordeirinhos de Mauro OVELHA entraram em campo com outra voltagem. Uma carga de energia que fora esquecida no longínquo (a julgar pela memória do torcedor) COSTELÃO de 2013. A explicação pelo retorno? Ainda não descobrimos. Talvez a estreia dos dois reforços que chegaram essa semana: o experiente volante Fabinho, ex-Brusque, ao melhor estilo Sandro Goiano com cara de mal e jeito de mal; e um atacante trazido do futebol potiguar chamado Felipe Alves. Por sinal, foram os destaques do confronto de hoje. Ou ainda, e pra mim mais provável, a presença imponente del GENERAL Francisco Noveletto nas acomodações do 19 de Outubro, que nos quase 35°C marcados às 20h, ostentava vestimentas nobres para ocasião como uma bermuda florida e um chinelo RAIDER.

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O volante Fabinho levou o troféu de melhor em campo.

Ao som da charanga d’Os Fanáticos, composta por aproximadamente 20 torcedores (mas ainda assim, uma charanga), o Rubro se impôs e com dois minutos de jogo já tinha dois impedimentos assinalados em cima do avante Felipe Alves. E foram animadores. O estreante empurrou para o banco o estrelado JONES CARIOCA, de atuações constrangedoras até aqui, e mostrou seu cartão de visitas com intensa movimentação e muita voluntariedade na marcação dos zagueiros adversários. Ao contrário de outras partidas o professor OVINO guarneceu sua cambaleante zaga formada por Marcelo e Thiago Costa com um tripé de volantes comandados por Fabinho, Ademir Sopa e Paraná. Na armação a canhota habilidosa do meia Aloísio, que representa o SOPRO de inspiração do time de Ijuí. E foi ele que abriu os trabalhos. Na primeira meia-hora de jogo o camisa 10 começou a jogada pela direita com o lateral Júnior Barbosa, que driblou o marcador e cruzou na medida para o jogador cabecear no alto dos seus 1,79m. Festa, alívio e muita comemoração do gol que teve gosto de TEIA DE ARANHA para o clube que não marcara nas últimas duas partidas.

Após aberto o placar, o São Luiz permaneceu em cima do adversário e logo foi recompensado, e o premiado foi o camisa 9 Rubro. Júnior Barbosa, mais uma vez, fez boa jogada pela direita e cruzou para Felipe Alves dominar, cortar o marcador e de BICO mandar para a rede. Foi a permissão para o árbitro encerrar a primeira etapa.

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O centroavante rubro Felipe Alves estreou com gol.

No segundo tempo e pesando dez CONTEINERS a menos, o time Rubro voltou bem postado em campo e explorando os contra-ataques que o time de Flávio Campos permitia. Em um deles, Aloísio recebeu pela direita e bateu forte para o gol, a bola RESVALOU na perna do zagueiro WALLISON e sobrou nos pés do camisa 7 Ademir Sopa, que teve tempo de dominar, soltar o pé para ABATUMAR de vez a Polenta Mecânica.

Por hora o São Luiz está vivo na competição e pode representar um divisor de águas para o Zangão do Noroeste. O nivelamento (por baixo) do grupo B favorece a recuperação instantânea e pode representar outro panorama após a incursão na região Sul, quando enfrenta o BAM-BAM-BAM do COSTELÃO 2014, Brasil de Pelotas, e o São Paulo no Aldo Dapuzzo, na quarta (19).

De repente o tempo e a pontuação necessárias para o torcedor voltar a dar crédito ao clube e não jogar o que foi feito ALI na temporada passada no lixo. O São Luiz é muito mais que o atual campeão do interior. O São Luiz representa a rota descentralizada do torneio e isso é muito importante pra região inteira e a COLMEIA DO TRABALHO precisa abraçar essa causa. Nesse caso, o título do ano passado deve ser determinante na hora de decidir apoiar o time NESSE ANO. Como boas ABELHAS, devemos saber que o orgulho não enche barriga. No caso, não permanece na divisão.

Ficha técnica:

E.C. São Luiz: Alê; Júnior Barbosa, Thiago Costa, Marcel e Adãozinho; Fabinho, Ademir Sopa (Rodolfo), Paraná e Aloísio; Washington(Adilson Bahia) e Felipe Alves (Jones Carioca). Técnico Mauro Ovelha.

C. Esportivo B.G.: Vinicius; Afonso, Reginaldo, Wallison e Murilo Ceará; Agenor e Carlinhos; Ygor (Brandão), Fabinho (Luther) e Clayton; Robert. Técnico Flávio Campos.

Árbitro: Luiz Teixeira Rocha

“Não sou de me exibir, eu sou de Uruguaiana”

Diogo de Souza

(As fotos são do Alex Frantz, da Rádio Progresso de Ijuí)

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